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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Brasil terá um celular para cada habitante em 2010, prevê Claro

Globo.com
SÃO PAULO - Diante do forte crescimento verificado ano após ano, o número de telefones móveis ativos no Brasil deverá representar 100% da população ao final de 2010. Essa é a previsão de João Cox, presidente da operadora Claro - vice-líder do mercado nacional -, que comentou hoje os resultados da companhia durante o primeiro trimestre deste ano.
Dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que em março deste ano o número de acessos móveis chegou a 153,67 milhões de celulares, o que já representava 80,56% da população brasileira.
Na avaliação de Cox, entretanto, o número de telefones móveis não deve parar de crescer após atingir a barreira de 100% da população. Ele baseia sua previsão na evolução tecnológica, que atualmente já estende o uso dos terminais móveis para além das pessoas físicas, como, por exemplo, para os carros equipados com GPS e para as máquinas de processamento de cartões de crédito.
Cox lembrou, no entanto, que muitas vezes o número de celulares divulgado acaba sendo inflado artificialmente por terminais já desativados. Por isso, o executivo acha importante que as operadoras "limpem" suas bases periodicamente. "É importante que façam isso, até porque pagam Fistel (taxa para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) desses terminais", disse ele.
A Claro encerrou o primeiro trimestre com Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) de R$ 716 milhões, uma queda de 9,1% em relação ao mesmo período de 2008. A valorização do dólar resultante da crise foi uma das grandes responsáveis pelo recuo no indicador, já que encareceu os aparelhos importados comprados pela empresa e que são oferecidos como atrativo para novos clientes.

Administrador de Empresas

O KFC inaugurou no último fim de semana o seu primeiro quiosque mundial. O local escolhido foi o Caxias Shopping, na baixada do Rio de Janeiro. A especialidade será o Krusher’s, uma bebida à base de sorvete lançada há um ano em outros mercados como Austrália, Inglaterra, África do Sul e México. A novidade é encontrada em três sabores: chocolate, morango e cookies & cream. E como o Krusher’s é o carro-chefe, o quiosque recebeu o mesmo nome.
O projeto foi desenvolvido pela YUM Brands, dona da marca KFC, em conjunto com a BFFC (Brazil Fast Food Corporation), gestora do KFC no Brasil e dona da marca Bob’s. O bom desempenho do Krushe’s no exterior em pouco tempo de lançamento, a descontração de um quiosque e o clima quente que favorece o consumo de bebidas refrescantes são fatores que contribuem para a expectativa de sucesso.
A marca pretende fechar o ano com três quiosques, alguns adaptados dentro de restaurantes, para conquistar um novo público e incrementar as vendas. Além disso, a proposta é de que o Krusher’s seja inserido no cardápio de toda a rede, inclusive nos restaurantes. Atualmente, são oito pontos-de-venda localizados no Rio de Janeiro, mas ainda este ano a rede planeja investir novamente em São Paulo depois de 11 anos fora da praça.

terça-feira, 28 de abril de 2009

200 mil consumidores pedem bloqueio de telemarketing em SP

Em um mês, mais de 200 mil pessoas se inscreveram no Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing, administrado pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Esse número foi atingido ontem (28/04). O sistema entrou no ar em 27 de março último pelo site da instituição.
O número de linhas incluídas na lista já superou 340 mil, o que dá uma média de 1,72 linhas por pessoa. O bloqueio das ligações é baseado na Lei 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08.
"As pessoas têm o direito de escolher se querem receber ofertas em seus telefones. Esse representativo número mostra que a lei traduziu uma vontade da população do Estado de São Paulo", afirma Roberto Pfeiffer, diretor-executivo da Fundação Procon-SP.

segunda-feira, 27 de abril de 2009


Muitas vezes, gerenciar o sucesso é tão difícil quanto administrar o fracasso. Há diversos exemplos de pessoas notáveis que ficaram conhecidas, não por seus melhores feitos, mas pela incapacidade de administrar o sucesso. Mike Tyson e Michael Jackson são dois exemplos, entre muitos outros.
O sucesso cria situações novas com as quais as pessoas nem sempre estão preparadas para lidar. Alimenta ciúmes, inveja, ressentimentos. Por isso, é preciso saber administrar essas energias para evitar o erro da maioria: ficar preso em suas armadilhas.
Algumas das principais armadilhas do sucesso são: vaidade, acomodação, repetição do que deu certo, onipotência, perda da sensibilidade, ouvir conselhos de pessoas erradas e falta de autodomínio.
Mas, se há as armadilhas, há também medidas que ajudam a escapar delas e preservar o norte.
De início é necessário entender o sucesso como instrumento, não como fim de si mesmo. Ele é um instrumento para viabilizar outros sonhos e ajudar as pessoas. É necessário também, saber que o sucesso de hoje não garante sucesso futuro. O bom resultado pode ser momentâneo, por isso é preciso evoluir, sempre.
Outro ponto é cercar-se de gente independente e de confiança, que tenha a coragem de dizer verdades, por mais dolorosas que sejam, e relatar fatos sem distorções. Ou seja, fique longe dos bajuladores.
Por fim, não se afaste das fontes de sucesso. Esteja sempre em contato com clientes, fornecedores, funcionários, comunidade, público, amigos, família, colaboradores.
(César Souza – Você é do tamanho de seus sonhos – Ed. Gente)

IRPJ

Brasília - A menos de quatro dias para o prazo final da entrega da declaração do imposto de renda, 8,4 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o fisco. A Receita Federal registrou até as 9h15 o recebimento de 16,6 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física. O número representa 66,4 % dos 25 milhões de documentos esperados este ano.O prazo de entrega vai até a meia-noite (horário de Brasília) de 30 de abril para quem usar a internet. Nos outros casos, o contribuinte terá que observar o horário de atendimento das agências bancárias ou dos Correios. Quem não enviar os dados dentro do prazo terá de pagar multa mínima de R$ 165,74.São obrigadas a declarar o Imposto de Renda as pessoas físicas que receberam, no ano passado, acima de R$ 16.473,72 em rendimentos tributáveis (que pagam impostos). Quem teve rendimentos não-tributáveis ou isentos de impostos acima de R$ 40 mil no ano passado também terá de acertar as contas com a Receita.O envio da declaração é obrigatório ainda para sócios de empresas, pessoas físicas com patrimônio superior a R$ 80 mil (pelo valor de compra) em 31 de dezembro e para quem exerceu atividade rural e recebeu acima de R$ 82,5 mil em 2008.Os programas para o preenchimento e a transmissão dos dados estão disponíveis na página da Receita na internet. O contribuinte também pode entregar a declaração em disquete nas agências do Banco do Brasil e em formulário de papel nas agências dos Correios.O Receitafone, o atendimento telefônico da Receita Federal, que pode ser acessado pelo número 146, funcionará excepcionalmente amanhã (28), das 8 às 20h, para esclarecer dúvidas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

As marcas e a crise econômica

Por Fernando Byington Egydio Martins*
O ano de 2009 começou mergulhado em uma manchete universal: a crise econômica. As eleições americanas, a falência de muitas empresas, o desemprego, o consumo e os indicadores econômicos foram apenas alguns desdobramentos da crise, que afetou o mercado de uma forma imprevisível até mesmo para os mais céticos economistas. Como consequência, há uma falta de confiança generalizada; a sociedade começa a questionar as organizações, os executivos, o governo e, principalmente, as instituições bancárias, que foram parte integrante e relevante no desencadeamento da turbulência atual.
Acredito que o momento de instabilidade tem, como tudo na vida, seu lado positivo. É justamente nesse período de transição que você colocará suas decisões à prova, que você precisará otimizar (processos, budget, equipe, etc.), criar uma comunicação diferenciada e, de forma obrigatória, buscar resultados positivos. Não há outra escolha: ou você toma decisões rápidas e certeiras ou os impactos serão ainda mais fortes. E é aqui que a marca se apresenta como uma grande aliada. É ela que irá garantir que essas decisões estejam alinhadas com os valores da sua organização; ela será seu norte, sua direção. Mas como se dá esse processo? Qual é o poder que esse ativo (intangível!) tem?
Antes de tudo, preciso conceituar o que entendemos por marca. Há várias definições para o termo; para nós, marca é uma cultura e uma dinâmica de relações entre a empresa e toda a sociedade. Ela traduz o que a empresa quer ser, como quer agir, como definirá os produtos e serviços que serão ofertados. E acreditamos que o grande diferencial está justamente em ser uma marca com valores claros, perceptíveis em todas as suas atitudes.
Voltando ao contexto econômico, já está mais do que provado que marcas fortes, estruturadas, auxiliam na “blindagem” das empresas frente aos momentos de crise e na busca por resultados positivos. Prova disso é um estudo feito recentemente pela BrandAnalytics e pelo jornal Valor Econômico (edição de 26/01/2009), que mostra que as ações de empresas cujas marcas são reconhecidas podem ser uma opção defensiva na crise atual, ou seja: os acionistas estão mais dispostos a investir em empresas “conhecidas” que, segundo a percepção deles, estão mais estruturadas para enfrentar a crise e atraem mais os consumidores.
Esse estudo prova o desafio que as empresas têm nesse momento. Um desafio instigante, na minha opinião, se enxergamos a crise econômica como uma oportunidade de mudança de rota, de reconstrução de processos e relações. Para ilustrar esse conceito, vamos pensar em um navegador, que não navega em linha reta, mas tem um objetivo definido e vai ajustando a sua rota conforme a necessidade, de acordo com as adversidades e com os imprevistos. Flexibilidade, agilidade nas decisões, capacidade de análise do cenário como um todo: essas são habilidades-chave para nós nesse momento. Temos que nos ajustar às condições, tomando decisões que ficam mais fáceis quando analisadas considerando a ótica da marca: está alinhada com meus valores, beneficiará a imagem da minha empresa? Traz riscos? Quais as oportunidades e as ameaças? A crise é assim: põe seus valores e sua capacidade de decisão à prova. É justamente essa essência que deve orientar todos os funcionários nas decisões do dia a dia – da criação de um novo produto ao modo de contratar colaboradores. Esta inspiração não está traduzida nos relatórios financeiros, mas pode aumentar consideravelmente o valor e a atratividade da sua empresa.
Pensando em como colocar todos esses conceitos em prática, cito como exemplo meu desafio atual, que é tornar o Grupo Santander Brasil a melhor e mais eficiente instituição financeira do país. Para isso, nossos esforços estão apoiados em quatro princípios norteadores:1) Ser o maior Banco no Brasil em geração de valor para os acionistas;2) Ser o melhor Banco em satisfação dos clientes;3) Ser o melhor Banco para se trabalhar;4) Construir a marca mais reconhecida e atrativa dentre os Bancos no Brasil.
Para exemplificar ainda mais, um bom exemplo de decisão alinhada aos atributos de marca foi uma experiência vivida por nós no Banco Real. Há alguns anos, decidimos não financiar projetos ou empresas que não eram sustentáveis, ou seja, cujas práticas não estavam alinhadas com nossos valores. Na época, enfrentamos o espanto de muita gente, mas sabíamos que essa era uma decisão alinhada com o nosso objetivo de negócio que, por conseqüência, estava totalmente integrado à nossa marca. E pouco tempo depois concluímos que estávamos no caminho certo. Aliás, a sustentabilidade sempre esteve atrelada a todos os negócios do Banco Real e agora também faz parte dos princípios, critérios e decisões do Grupo Santander Brasil. E justamente com o objetivo de compartilhar nossas experiências e encurtar o caminho das empresas e da sociedade em rumo à sustentabilidade, criamos um site colaborativo especializado no tema (você pode acessá-lo pelo link www.bancoreal.com.br/sustentabilidade). Sabemos que colaboração é um fator-chave para crescermos juntos, e assim todos nós sairemos ganhando.
Aliás, falando em sair ganhando, quero instigar uma reflexão: apesar do momento de escassez de recursos e corte de orçamento, não deixe de investir em sua marca. E investimento não significa apenas o aporte de recursos financeiros; ele pode vir em forma de inovação, de novas formas de comunicação, de um olhar diferenciado, capaz de produzir mudanças. Isso porque muitas empresas, nesse momento optam pelo corte de investimento justamente nessa área e é aí que se abre uma oportunidade para os profissionais que, como eu, acreditam que a marca não pode deixar nunca de receber atenção e esforços.
* Fernando Byington Egydio Martins é Diretor Executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Grupo Santander Brasil.

Dia das Mães promete aquecer o varejo

Portal Varejista
O varejo se prepara para a segunda maior data do setor. Para isso, cinco shoppings administrados pelo Grupo Aliansce decidiram se unir para fazer uma campanha única para o Dia das Mães. “A idéia é ganhar força em uma das principais datas do varejo”, explica Eduardo Borges, diretor regional da Aliansce. “O molde de campanha conjunta deu certo nas liquidações anteriores e decidimos ampliar para algumas das principais datas do setor.”, completa. A expectativa é de aumento de 12% no movimento e 15% nas vendas no Bangu Shopping, Carioca Shopping, Caxias Shopping, Shopping Grande Rio e Via Parque Shopping.
Intitulada “Amor em dobro”, a campanha, que se estende até o dia 14 de junho, recebeu investimentos de R$ 2,1 milhões. Ao todo, serão sorteados 10 Peugeot 207. Para participar é só juntar R$ 120 em notas fiscais de compras e trocar pelo cupom. Quem comprar com os cartões Visa ou Visa Eletron ganha o dobro de cupons.
Os lojistas estão otimistas e preparam ofertas especiais para a data. Para a mamãe vaidosa, que sempre quer ficar mais bonita, o salão de beleza Walter Coiffer, do Bangu Shopping, oferece corte de cabelo e tratamento capilar por R$ 50 aos domingos, segundas, terças e quartas-feiras. Para completar o visual, o kit com duas sombras, um aplicador de sombra e uma caixinha de R$ 32, está saindo por R$ 25, na Contém 1g, do Bangu Shopping.
Para as mães que gostam de perfume, a Mahogany do Shopping Grande Rio oferece opções de kits econômicos como o kit Black Rose, que vem com sabonete líquido e hidratante, por R$ 55, e o kit Pitanga, com shampoo, condicionador e sabonete líquido de pitanga, por R$ 29. Já as lojas O Boticário dos shoppings Grande Rio e Via Parque estão oferecendo o kit Acordes Harmonia (com colônia, sabonete, emulsão perfumada e nécessaire), por R$ 120,00 e o kit SPA (sabonete, creme para mãos e uma toalhinha), por R$ 47,90.
Na Afghan do Carioca Shopping, o tema da campanha do Dia das Mães será “Espelhe-se” e incluirá um kit especial composto por uma nécessaire, uma blusa decorada com rosas góticas e um aromatizador de ambiente com o cheirinho da loja, por R$ 79. Segundo Verônica Petrópolis, gerente de marketing da Afghan, uma das peças mais procuradas no dia das mães deve ser a camisa de tricoline. “São coringas que podem ser utilizadas para trabalhar ou sair. Valem para todas as ocasiões”, diz.
A City Shoes do Via Parque Shopping está com promoções para as mães que adoram sapatos. A sandália Damasco, de R$149,90 está saindo por R$ 74,95. O sapato Lírio, que custava R$ 119,80, sai por R$ 59,90. E, para combinar, o cinto Raio (nas cores polvilho, caramelo e champanhe) sai por R$ 29,50. No Caxias Shopping, na Cintura Fina, os clientes que fizerem compras acima de R$ 100 ganham uma camiseta de malha com um coração em patchwork. Já a Femme Sensuele Lingerie, dará de brinde um kit de três calcinhas de fibra de bambu, na compra de uma camilsola de chiffon, que sai por R$ 59,90.
Para melhor atender aos clientes, os shoppings funcionarão em horário especial: nos dias 08 e 09 (sexta e sábado) das 10h as 23h, e no dia 10 (no Dia das Mães) as lojas funcionarão de meio-dia as xx h.
O regulamento completo da promoção e mais informações podem ser encontrados no site www.amoremdobro.com.br.

Maioria dos consumidores acredita que seja hora de poupar

Info Money Pessoal
Pesquisa realizada pelo Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor) revelou que, para 54,7% dos consumidores, a crise mundial faz com que o momento seja para poupar.
O número, na opinião do presidente da entidade, José Geraldo Tardin, dá um bom parâmetro sobre como pensa o brasileiro diante de uma crise. "Observa-se que mais da metade da população retrai o consumo diante da crise, muitas vezes por medo de ser atingido por ela, mesmo sem saber ao certo como seria atingido", disse.
Entre os meses de janeiro e abril deste ano, o Instituto perguntou a 1.418 internautas sobre sua visão da crise econômica mundial. O medo de perder o emprego foi a segunda percepção mais citada, com 12,6% das respostas. Em seguida, ficaram os que acreditam que a hora é de investir (11,8%), que não existe crise (10,3%) e que o pior já passou (9,1%).
A resposta menos recorrente foi a que é hora de gastar, citada por 1,5% dos entrevistados.
Soluções
Segundo Tardin, o único meio de se superar uma crise econômica é melhorando a confiança do consumidor, fazendo com que seu emprego não esteja ameaçado e tornando o crédito mais acessível.
"Não é estimulando o brasileiro a se endividar que a crise será superada. Os brasileiros de todas as classes sociais já estão bastante endividados com a compra de aparelhos eletro-eletrônicos, veículos e casa própria, não conseguindo vislumbrar um horizonte próximo para sair das dívidas. O ideal é que haja uma redução nos juros cobrados em empréstimos, medida esta que é urgente e que, aí sim, estimularia o consumo".

NOVIDADES

O terceiro piso do shopping Midway Mall será inaugurado hoje, às 19h30, dentro das comemorações do quarto aniversário. Entre as lojas que serão abertas estarão a Renner e a ampliação da Riachuelo. Quando estiver totalmente ocupado serão 80 lojas, representando um investimento de R$ 45 milhões. O piso, onde hoje se encontram os cinemas, terá um teatro para 1.500 pessoas sentadas e uma ala de gastronomia.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Boas notícias

Notícia animadora no país. Mais de 70% têm intenção de ir às compras no varejo. A pesquisa do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração, mostra que a intenção é de comprar bens no varejo no segundo trimestre deste ano. O resultado supera o porcentual do mesmo período de 2008.

Quem ganha até três salários mínimos vai esperar mais por casa própria

Quem ganha até três salários mínimos (R$ 1.395) e está interessado em comprar a casa própria dentro do novo programa habitacional do governo, batizado de Minha casa, minha vida, vai ter que esperar um pouco mais. A Caixa Econômica Federal detalhou na segunda-feira as regras do programa, que prevê a construção de 1 milhão de moradias nos próximos anos. As agência já começaram a receber o pedido de financiamento dos interessados – mas apenas daqueles com renda mensal de três a 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4,65 mil).
A população com rendimento abaixo desse valor – e que concentra mais de 90% do déficit habitacional brasileiro – ainda vai ter de esperar que as prefeituras e as construtoras interessadas em investir em imóveis para a baixa renda procurem a Caixa e assinem o termo de adesão. Somente depois disso é que estados e municípios vão fazer o cadastramento dos interessados na casa própria – as construtoras, por sinal, já avisaram que acharam o valor dos imóveis baixo e pouco rentável. Em resumo: apesar de todo o marketing governamental, não há prazo para que a população de baixa renda possa, de fato, ter acesso ao programa.
O Minha casa, minha vida prevê, no papel, a construção de 400 mil habitações para as famílias com renda de até três salários, com prestação mínima de R$ 50 e máxima de 10% da renda mensal. Esse é o segmento da população que vai contar com a menor taxa de juros e maior volume de subsídios. Em Belo Horizonte e Grande BH, o valor máximo de construção dos imóveis para esse segmento da população ficou definido em R$ 46 mil, segundo estudo da Caixa e do Ministério das Cidades. No Rio de Janeiro foi de R$ 51 mil e, em São Paulo, de R$ 52 mil. Aí reside um dos impasses.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) estimava que o valor do custo das residências para a baixa renda deveria ser de, no mínimo, R$ 47,5 mil. “A diferença de R$ 1,5 mil parece pequena, mas é justamente o ganho da construtora. Não dá para trabalhar com risco de prejuízo de escala. As construtoras vão deixar de trabalhar em Minas e preferir outros estados, ou então fazer obras apenas para famílias com renda maior”, afirma André Campos, diretor de programas habitacionais do Sinduscon-MG. Ele ressalta ainda que há o risco de essas obras do pacote não saírem do papel, como aconteceu com o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que estipulava o valor máximo de construção dos imóveis em R$ 39 mil.
Já para a faixa de renda maior, entre três e 10 salários mínimos (R$ 4.650), está prevista a construção de 600 mil imóveis. Serão 30 anos para pagar, com taxa de juros e seguro reduzidos. Também é possível utilizar o dinheiro do FGTS. Os juros são de 5% ao ano mais Taxa Referencial (TR) para as famílias com renda de três a cinco salários mínimos; de 6% ao ano mais TR para famílias com rendimentos de cinco a seis mínimos e de 8,16% ao ano mais TR para a faixa de renda de seis a 10 salários. As famílias dessa faixa de renda já podem fazer a simulação do financiamento no site da Caixa (www.caixa.gov.br). A regra vale para imóveis novos, incluindo os que estão na planta. Os interessados devem procurar diretamente as construtoras.
“Alguns terrenos dos imóveis são das construtoras e outros serão desapropriados”, observa Rômulo Martins, superintendente regional da Caixa. Para se candidatar, a pessoa não pode ter nenhum financiamento ativo dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e nem ter recebido, a partir de 1º de maio de 2005, desconto pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em qualquer financiamento.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Por favor, não roubem seus colaboradores

João Alfredo Biscaia
Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante. Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre esse assunto, pois para mim, realmente, existem muitos “ladrões” nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham.
A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro “O caçador de pipas”, de Khaled Hosseini, que tive o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do seguinte bilhete: “Este livro é bom demais para ficar na prateleira”.
Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar “engavetado na prateleira da minha cabeça” as conexões que consegui fazer durante a leitura deste livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem.
De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura deste livro me proporcionou, a mais marcante e significativa para mim foi a seguinte:
Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Ele justifica essa afirmação, dizendo:
- Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser “verdade”, você está “roubando” o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
- Quando você mata alguém, você está “roubando” o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
- Quando você “maltrata” alguém, você está “roubando” o direito dessa pessoa de ser feliz.
- Quando você mente para alguém, você está “roubando” o direito dela conhecer a verdade.
Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros “roubos” praticados nas organizações.
Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua organização, eles são praticados.
- Quando você chega atrasado em uma reunião, você está “roubando” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada.
- Quando você quer, ou impõem, que seus “colaboradores” (não podemos mais falar subordinados, é um termo ofensivo, dizem alguns), fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está “roubando” o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração.
- Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa, e depois não dá a menor importância, você está “roubando” o seu colaborador.
- Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está “roubando” a vida profissional deles.
- Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está “roubando” a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles.
- Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está “roubando” a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis. Além de “roubar”, você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante.
Tenho hoje a convicção - não a verdade - de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança:
NÃO DIZER, DE FORMA EXPLICITA, CLARA E DESCRITIVA, COMO PERCEBE E SENTE OS DESEMPENHOS E OS COMPORTAMENTOS DAS PESSOAS COM QUEM TRABALHA.
Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.
O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.
Tenho constatado, como base no mundo real, que a maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que, “afinal, ninguém é perfeito” e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.
Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio . O silêncio fala por si só. Diz muita coisa e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.
Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, do mês de julho deste ano. Ele é enfático ao afirmar que feedback é um a questão de respeito e consideração para a outra pessoa.
Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.
Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa .
Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos.
O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem.
Em síntese : sugiro a você que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou “roubando” de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional?
* Fonte: Por João Alfredo Biscaia, in Portal HSM On-line Instituto MVC

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Grupo Silvio Santo quer comprar lojas do Ponto Frio

Diário do Grande ABC
Depois de tomar conhecimento da possível venda do Ponto Frio, o Grupo Silvio Santos se posicionou como um dos interessados na compra da rede, atualmente a segunda maior varejista de móveis e eletrodomésticos, com 445 lojas espalhadas pelo País, 114 delas no Estado de São Paulo.
Segundo o presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, o negócio vem de encontro à nova realidade do Baú Crediário, que está em expansão e tem o propósito de se tornar uma das maiores redes de varejo do mercado.
"O Baú Crediário está tendo uma aceitação excepcional no mercado e temos de aproveitar as oportunidades", diz Sandoval. A expansão está baseada na postura ativa da rede, que inaugurou nos últimos dias pontos de venda em Poços de Caldas, Taubaté e planeja novas inaugurações para o Interior, Litoral e Grande São Paulo.
Para Sandoval, a possível compra da Rede Ponto Frio é um passo importante e vem em boa hora. "Conseguiremos avançar alguns anos o nosso planejamento. Anteciparíamos em muito o nosso projeto de cinco anos", completa. O interesse do Baú Crediário no negócio se deve à iniciativa da Globex Utilidades S.A., controladora do Ponto Frio, que no final de semana informou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o interesse na venda da rede de lojas.
Com uma tradição de 50 anos, o Grupo Silvio Santos hoje tem posição alavancada pela imagem de seu fundador. Assim também é o Baú Crediário, a empresa mais nova do Grupo. A rede é enxuta, leve e rápida na tomada de decisões, o que garante o sucesso de sua expansão. Tem força para encarar o mercado graças à vasta gama de produtos, como eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, telefonia e decoração, crediário facilitado e atendimento personalizado, além de honrar o slogan de oferecer a menor parcelinha do Brasil.

Grupo Silvio Santo quer comprar lojas do Ponto Frio

Diário do Grande ABC
Depois de tomar conhecimento da possível venda do Ponto Frio, o Grupo Silvio Santos se posicionou como um dos interessados na compra da rede, atualmente a segunda maior varejista de móveis e eletrodomésticos, com 445 lojas espalhadas pelo País, 114 delas no Estado de São Paulo.
Segundo o presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, o negócio vem de encontro à nova realidade do Baú Crediário, que está em expansão e tem o propósito de se tornar uma das maiores redes de varejo do mercado.
"O Baú Crediário está tendo uma aceitação excepcional no mercado e temos de aproveitar as oportunidades", diz Sandoval. A expansão está baseada na postura ativa da rede, que inaugurou nos últimos dias pontos de venda em Poços de Caldas, Taubaté e planeja novas inaugurações para o Interior, Litoral e Grande São Paulo.
Para Sandoval, a possível compra da Rede Ponto Frio é um passo importante e vem em boa hora. "Conseguiremos avançar alguns anos o nosso planejamento. Anteciparíamos em muito o nosso projeto de cinco anos", completa. O interesse do Baú Crediário no negócio se deve à iniciativa da Globex Utilidades S.A., controladora do Ponto Frio, que no final de semana informou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o interesse na venda da rede de lojas.
Com uma tradição de 50 anos, o Grupo Silvio Santos hoje tem posição alavancada pela imagem de seu fundador. Assim também é o Baú Crediário, a empresa mais nova do Grupo. A rede é enxuta, leve e rápida na tomada de decisões, o que garante o sucesso de sua expansão. Tem força para encarar o mercado graças à vasta gama de produtos, como eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, telefonia e decoração, crediário facilitado e atendimento personalizado, além de honrar o slogan de oferecer a menor parcelinha do Brasil.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um País chamado consumo

Os Estados Unidos têm suas peculiaridades econômicas, quase todas baseadas no consumo, segmento que representa 67% do Produto Interno Bruto (PIB), daquele País. As críticas do mundo inteiro contra o protecionismo, inclusive contra a França, que ajuda suas montadoras com bilhões de euros, têm razão de ser. Se o mundo continuar se fechando comercialmente, o distanciamento entre ricos e pobres vai se aprofundar. Os americanos precisarão de matéria-prima e não de produtos acabados mas, em contra partida, só querem vender produtos industrializados. Como uma nação democrática, o governo seria pressionado a aumentar a oferta de produtos, se o consumo voltar a se aquecer em 2010.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Coca-Cola cria lata em homenagem ao Rio de Janeiro


Depois de Skol e Antarctica, agora é a vez da Coca-Cola homenagear os cariocas com uma lata exclusiva. Com um rótulo diferente do tradicional, a Rio de Janeiro Refrescos - fabricante dos produtos da Coca-Cola – oferece a nova embalagem do refrigerante somente em supermercados cariocas.
O rótulo especial de Coca-Cola foi inspirado no sol e trata-se de uma homenagem à cidade do Rio de Janeiro. As latas sleek contêm 270 ml e foram produzidas pela Rexam.

Claro lança o torpedo a cobrar

A Claro lançou uma inovação que me deixou surpreso: o SMS a cobrar. O serviço funciona apenas entre celulares da própria operadora.
Parece uma opção interessante para quem anda com celulares "pai-de-santo" (aqueles eternamente sem crédito, que só recebem ligações) ou quando os créditos se esgotaram.
Para enviar o SMS a cobrar, é preciso colocar 9090 como o número do destinatário e, no campo do texto da mensagem, o número do telefone e o DDD.
O sistema parecido é com o das ligações. Quem recebe a mensagem tem a opção de aceitar ou recusar o torpedo. Se o destinatário optar por não pagar os 30 centavos, quem enviou a mensagem recebe um aviso.
A mágoa pela recusa, naturalmente, cai na conta de quem mandou o SMS a cobrar.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Avanço na propaganda

A Faz Propaganda é a primeira agência do RN a publicar um anúncio usando QR Code. A ferramenta é uma código de barras bi-dimensional lido por celulares com câmera e acesso à internet para levar o consumidor direto ao site do anunciante, sem precisar digitar os complicados endereços da web. O QR Code está sendo usado numa campanha sobre a programação local da TV Tropical.

Midway abre 450 novas vagas de emprego‏

Cerca de 450 novos funcionários serão contratados até o dia 15 de abrilpelas lojas que serão abertas no terceiro piso do Midway Mall no próximomês. O período de contratações já está aberto e os interessados podemlevar seus currículos até a Associação de Lojistas do Midway (Alomid),que fica no piso G6. O maior empreendimento comercial do estado devecontratar, no total, 1.500 novos funcionários para o terceiro pavimento,considerado por muitos especialistas de mercado ??um novo shopping??. A previsão de gerar 450 novos empregos é do presidente da associação,Edmilson Teixeira, que não considera as lojas-âncoras Renner e Riachuelonem a de eletrodomésticos Rabelo em seus cálculos. Por falar nela, só agigante Renner abriu, no início deste mês, processo seletivo para acontratação de mais de 70 pessoas para os cargos de assistente devendas, operador de caixa, assistente de crédito e cobrança, fiscal deloja, tesoureiro, costureira, auxiliar de expedição e armazenagem eassistente de produtos financeiros. A estimativa de Teixeira leva em conta apenas as lojas que irão abrir nodia 27, já que, segundo ele, o espaço gourmet (que inclui seisrestaurantes) e alguns outros estabelecimentos serão inaugurados depois.??As contratações já começaram e esclarecemos que não há nenhuma empresacredenciada a reunir currículos para o Midway. A associaçãodisponibiliza espaço para treinamento e temos uma pessoa pararecepcionar todos que vêm entregar currículos??, alerta o empresário. Na loja Dona Casa, o quadro será ampliado em cerca de 50%. Atualmente há15 funcionários trabalhando no estabelecimento e serão contratados maisde cinco novos. A saída do piso térreo para o terceiro pavimentoimplicará, também, na mudança de tamanho de loja: ela sairá de 108metros quadrados para 216 metros quadrados. A estimativa de Teixeira éque as contratações se acelerem mais a partir de agora, já que muitoslojistas que ainda estavam indecisos acabaram de fechar as negociaçõescom o shopping. O diretor da Miranda, Afrânio Miranda, diz que a nova loja da redecontrará entre 30 e 32 funcionários, dos quais 25, que vão ocupar asfunções de vendedor e caixa, já estão em treinamento. Ainda há seisvagas no setor de almoxarifado e aqueles interessados devem entregarcurrículo no setor de Recursos Humanos de qualquer unidade da Mirandaaté o próximo dia 02 de abril. ??É preciso ter segundo grau completo epelo menos seis meses de experiência em alguma atividade dealmoxarifado??, especifica o diretor. Depois de inaugurada a loja, a intenção do empresário é remanejar osfuncionários mais experientes para a nova unidade, enquanto os maisnovos deverão ir para as lojas mais antigas. Hoje a Miranda emprega emtorno de 300 pessoas e tem a expectativa de incrementar o faturamento ematé 15% com a inauguração da operação no Midway. Ampliações A Siciliano, que sairá de uma loja no térreo de 300 metros quadrados eestará no terceiro pavimento com uma área de 500 metros quadrados, aindanão tem previsão de quando abrirá o período de contratações. Segundoinformações de funcionários, se novas pessoas forem chamadas paratrabalhar na loja, deve acontecer cerca de dez dias antes dainauguração. Sabe-se, entretanto, que haverá um maior número de seções eo acervo de livros será ampliado, além do café, mas não há data nemnúmeros definidos no que se refere às contratações. O Midway Mall emprega hoje na faixa de 4.500 funcionários no shopping,onde estão inclusos os mil do call center da Riachuelo, que funciona emum dos pisos do estabelecimento. Com a inauguração e funcionamento doterceiro piso, o shopping empregará um total de seis mil pessoas.



quinta-feira, 19 de março de 2009

Venda experiências em vez de produtos

Por Jorge Nahas*
O sistema econômico ao longo do tempo se adapta e se transforma em novos e melhores ciclos, destruindo o modelo velho e criando um novo, promovendo longos períodos de prosperidade, recompensas para novos produtos, novos métodos produtivos ou novos sistemas organizacionais. A dinâmica capitalista promove um permanente estado de inovação, mudança, substituição de produtos e criação de novos hábitos de consumo.
Em 1942, Joseph Schumpeter observou que era da natureza do capitalismo fazer progresso por meio de "destruição criativa". Ocorreu muita destruição no setor financeiro ao longo do último ano: dos preços dos ativos, de bancos e da confiança. Ainda não é amplamente reconhecido que isto faz parte de um processo criativo, mas há um bom motivo para pensar que é. Os preços dos ativos estavam sobrevalorizados, os bancos mal administrados e a confiança eram, na verdade, complacência disfarçada. O momento era propício para uma mutação Schumpeteriana.
Neste sentido, ínsito em afirmar que estamos iniciando um novo e melhor ciclo econômico, com novos valores, culturas e objetivos, onde as marcas e empresas irão ter vida, os clientes e consumidores serão fans da marca, os produtos são customizados em massa, as pessoas serão inspiradas, motivadas e reconhecidas e conseqüentemente terão uma vida mais emocionante, saudável e feliz.
De acordo com nossa ampla pesquisa, onde elaboramos junto à professores, economistas, historiadores, empresários e psicólogos concluímos que o ser humano mais aspira é tornar-se humano e assim origina-se a Economia de experiências.
Sejam Bem Vindos a Economia de Experiências Após sucessivos ciclos econômicos associados à geração de valor agregado a produtos e serviços, o mercado global inicia uma nova era onde a educação, entretenimento, estética e a interação se fundem para formar novos elementos de competitividade através da geração de valor gerado pelo Marketing de Experiências. Esta cultura vem assumindo um papel relevante em diversos países, como os Estados Unidos, Inglaterra e demais países da Europa. E não é diferente no Brasil. As experiências são marcantes e trazem uma lembrança mais duradoura de sua empresa ou de sua marca!
O Experience Marketing visa a surpresa. E, para surpreender, busca alcançar primeiramente os sentidos, via conexão emocional. Ele permite ao cliente vivenciar a sensação que o produto pode provocar. Ver, tocar e ouvir são sensações que dão sentido para tudo na vida, todos querem sair do comum, querem se emocionar. O cliente quer ser surpreendido, seduzido e apostar em aventuras da realidade, quer viver experiências conjuntas que aprofundam vínculos e atualizam conteúdos de vida. O sentido de exclusividade é um dos princípios básicos das ações do Marketing de Experiências. Quer que seu cliente se sinta realmente especial, tratado com exclusividade?
Preparar uma aventura da realidade é garantir espaço definitivo no coração do seu público, o comum ou previsível não encanta mais ninguém. Oferecer experiências inéditas, realizadas sob medida, com o patrocínio da sua empresa ou marca se tornará inesquecível.
A história econômica pode ser dividida em quatro grandes estádios de desenvolvimento: o agrário, o industrial, o de serviços e o de experiências. Para ilustrar esta evolução, veja o exemplo de um simples bolo de aniversário que esta sendo bem usado por grandes autores para esta metáfora.
Na economia agrária eram as mães que faziam os bolos, misturando várias matérias-primas, farinha, açúcar, manteiga e o que quer que fosse a mais, pelas quais pagavam uma pequena quantia, provavelmente menos de 10 reais. Mas, os tempos mudaram e as mães, absorvidas pela economia industrial e atarefadas, passaram a comprar nos supermercados e mercearias as embalagens de ingredientes pré-misturados que somados podem alcançar perto de 20 reais. E tudo estava ficando mais fácil. Ainda assim, era necessário tempo.
O tempo mudou, a economia passou a absorver a pessoa ainda mais e surgiram os serviços. Entramos na economia de serviços, na qual os atarefados pais preferem comprar os bolos de aniversário nas confeitarias, pagando um preço muito superior. O cenário evoluiu, o tempo é escasso e hoje se contrata empresas para organizar as festas, os famosos Buffet. Por falar nisso, ainda hoje, eu mesmo participei de uma festa de aniversário organizada por uma destas empresas de "festa de aniversário." O ambiente maravilhoso, tudo devidamente decorado, ótimo atendimento, alta gastronomia, um espetáculo. O bolo de aniversário acabou sendo oferecido gratuitamente. Bem-vindos à economia das experiências!
Aí está a palavra mágica: um Espetáculo!!! Acabamos de identificar que existe a Economia das Experiências! É uma economia na qual o que conta é a emoção, exclusividade, despertar os sentimentos, ser surpreendido a cada momento. Esta é a proposta, o show!!! E isso, por mais fácil que seja sentir, explicar é difícil. Por exemplo. Na festa que eu participei a maioria dos presentes era de executivos de Marketing. Aproveitei os minutos em que fiquei na festa para conversar com alguns amigos e sutilmente procurei estimulá-los a responderem sobre o tema. O que pude observar é que a maioria dizia que a venda de experiências é uma parte integrante de um serviço. Cumpre-me discordar!!! Não o é. As experiências são claramente um novo meio de oferta de valor.
Uma das grandes diferenças é que, enquanto as outras ofertas econômicas tais como as matérias-primas os produtos e serviços são exteriores ao consumidor, as experiências são personalizadas feitas sob medida. Neste caso, duas pessoas podem ser alvo da mesma experiência, mas interagir com ela de modo diverso ao nível emocional, psicológico, intelectual ou até espiritual. É tal como numa peça de teatro ou diante de um concerto. Nem todos reagem da mesma maneira à mensagem da peça ou ao desempenho dos atores e ao som da música. E mais, a mesma pessoa pode ter uma reação diferente ao mesmo evento, consoante o seu estado psicológico no momento. Portanto, empresários, gestores, professores e todos os seres humanos, preparemo-nos para sermos criativos e inovadores.
É fato que ainda é o "setor" de entretenimento um dos negócios em que esta tendência é mais visível sendo a Walt Disney uma grande pioneira, que oferece claramente um universo de magias e sonhos para todas as idades. Mas já vejo o dia em que esta tendência vai se estender a todos os segmentos. Do encanador ao doutor. Em termos de segmento socioprodutivo, sinto que o mercado corporativo começa a ingressar na economia de experiências, seja oferecendo momentos memoráveis a clientes (fidelização), funcionários (incentivo) e quem sabe a toda cadeia produtivas do negócio. Independente de qual seja o segmento que vai chegar mais perto de adotar a tendência, a certeza é que será por conta da Economia de Experiência que uma empresa alcançará mais sucesso do que outras. As empresas de sucesso no futuro venderão espetáculos.
Volto a insistir que a venda de uma experiência não se limita aos teatros e parques de diversão e as festas!!! Em tudo podemos colocar experiências e espetáculos. Uma reunião com clientes, ou treinar uma equipe de vendas, por exemplo, em um ambiente totalmente saudável, construtivo e multisensorial. Jogar golf, degustar uma safra nobre de champanhe, voar de balão, quer lugar melhor? Um restaurante, uma loja de automóvel, uma locadora de DVD, tudo cabe um espetáculo.
Acredito que as pessoas que dominam os conhecimentos sobre as novas tecnologias, devem pensar nos meios para criar uma vasta gama de experiências, como os jogos interativos, simuladores ou a realidade virtual. Vale lembrar o que disse Andy Grove na última edição da Comdex, o maior evento da indústria informática. “O nosso negócio já não é o de criar e vender computadores. É o de fornecer informações e experiências interativas.”
Também é bom conhecer o que estão fazendo os restaurantes no mundo. Recebo notícia de que O Hard Rock Café, o Planet Hollywood ou o House of Blues são bons exemplos de refeições com entretenimento incluído. E as lojas da Niketown, da Cabella’s e da Recreation Equipment Incorporated são excelentes exemplos de meios de comprar com entretenimento. O Visionary Reality Center, da Silicon Graphics, um ponto de encontro entre os engenheiros e os clientes, onde se apresentam e testam as mais recentes inovações da empresa. O grupo de teatro One World Music está a beneficiar desta tendência. As empresas contratam para animarem sessões de capacitação ou para serem os facilitadores de reuniões de brainstorming.
Esta cada vez mais claro: a cada dia as empresas irão transferir o "teatro de operações " da competição, dos custos, da gestão,relacionamento,incentivo e da disciplina para a oferta de experiências agradáveis. Sabemos que muitas empresas souberam evoluir com sucesso da economia industrial para a de serviços. A IBM tem a sua divisão de serviços que cresce duas vezes mais depressa do que a de venda de computadores. O mesmo sucede com a GE Capital, a divisão mais lucrativa do grupo General Electric, ou com as empresas financeiras dos grandes fabricantes de automóveis norte-americanos. Mas, sem dúvida a transição da economia de serviços para a de experiências é mais problemática. São várias as dúvidas. Uma das interrogações pertinentes é se as empresas deveriam, ou não, cobrar uma quantia pela admissão aos eventos que proporcionam.
Acredito que cobrar para participar de uma experiência não significa que as empresas deixem de vender produtos e serviços, muito pelo contrário. Cria valor e gera maior impacto. Nos parques temáticos da Disney as receitas dos parques de estacionamento, dos restaurantes e das lojas de recordações são superiores às dos bilhetes. Outro exemplo são as feiras, festivais e exposições em que o visitante paga a entrada.
Isso tudo é transformador. Transformam as relações humanas, sociais e econômicas mexe com as estruturas e paradigmas. Também é fato que para "dar vida" a esse sonho é preciso abusar das ferramentas de gestão. Sem falar que é necessário a consciência de que cada um dos envolvidos é um ator. Portanto, podemos dizer que criar uma experiência memorável é um esforço que tem tanto de arte como de gestão. Mas, se ajudar, já temos até alguns princípios-chave. Associe as experiências a um tema. Quando decide ir jantar ao Hard Rock Café, ao Planet Hollywood ou ao Rainforest Café, você sabe exatamente o que o espera no interior do restaurante. Eles sabem definir um tema claro e coerente. Ainda mais brilhante é o exemplo do famoso Ceasar Palace, de Las Vegas. A forma como explora o tema do Império Romano é simplesmente brilhante. Desde a arquitetura exterior — o chão em mármore, as estátuas, os pilares e os jardins, até à porta de entrada, guardada por centuriões que saúdam o visitante com um sonoro Hail, Cesa, e culminando no interior a tapeçaria luxuosa, a decoração dos tetos, das salas de jogo, dos restaurantes e das lojas. É um espetáculo que deixa uma impressão positiva.
Tente deixar uma impressão positiva. O tema é o alicerce de uma experiência. A impressão positiva é o resultado desejado. Para atingir cada funcionário terá de ir deixando pistas positivas junto do cliente. Enquanto nos restaurantes tradicionais os empregados se limitam a anunciar “a mesa está pronta”, no Rainforest Café um som sonoro anuncia “Sejam bem vindos - A sua aventura está prestes a começar”. É um bom exemplo de como cada trabalhador é um ator que prepara o palco para uma experiência inesquecível.
Elimine as mensagens indesejáveis. Cada trabalhador deve igualmente ser capaz de eliminar as pistas negativas. Para dar asas a criatividade as mensagens indesejáveis devem ser abolidas. Jamais se deve permitir que qualquer evento ou experiência contrarie o visitante. Eis um exemplo daquilo que não deve acontecer. Na porta de uma casa de espetáculos famosa em São Paulo, lê-se escrito em um cartaz de péssimo visual: “Não recebemos cartão de crédito”. Não satisfeitos, os gestores escreveram em outro cartaz, igualmente mau feito: “Não recebemos cheques de outra praça”. Mensagens como estas que descrevi avivam recordações negativas.
Tire partido das recordações. Todos gostam de produtos que recordem momentos agradáveis. Os turistas compram postais de viagem, os golfistas ostentam chapéus do seu campo de golfe favorito e os adolescentes pagam uma fortuna por uma T-shirt alusiva a um concerto rock. Por que é que as empresas de serviços não aproveitam o promissor mercado do merchandising de recordações? A razão é simples: as experiências e os eventos que oferecem não são, em regra, suficientemente fortes para que os clientes os desejem recordar.
Estimule os cinco sentidos do cliente. Os estímulos sensoriais associados a cada experiência devem suportar e reforçar o tema escolhido. Quanto mais sentidos forem despertados, mais eficaz e memoriável será a experiência. Os engraxadores sabem que, quanto mais intenso for o cheiro da graxa e mais ruidosos forem os seus movimentos, maior será a convicção de que os sapatos estão polidos.
A aplicação destes cinco princípios não é uma garantia imediata de sucesso. Tal como um bom argumento ou bons atores não implicam necessariamente no êxito de uma peça de teatro. Algumas das empresas que referimos as pioneiras da economia de experiências estão passando por um momento delicado. À medida que a economia de experiências evolui, é natural que se vá assistindo à queda de conceitos antigos e à ascensão de novos competidores. O conceito de “destruição criativa”, de Schumpeter, será mais pertinente do que nunca. As empresas limitadas à economia dos bens e serviços correrão o risco de irrelevância. Enquanto as pioneiras e as mais inovadoras da economia de experiências prosperarão. E a sua empresa? Vende produtos e serviços ou eventos e experiências?
* Jorge Nahas é economista e diretor de Experiências do Grupo O Melhor Da Vida.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Crise é oportunidade para intercâmbio


Por Natalia Cuminale
Crise mundial, dólar instável, desemprego em alta, crédito em baixa e o principal: insegurança sobre o que irá acontecer com a economia no futuro próximo. Esses podem ser motivos mais do que suficientes para muita gente adiar, reprogramar ou até mesmo cancelar uma viagem para o exterior a fim de realizar intercâmbio estudantil ou profissional. Porém, antes de tomar qualquer decisão a respeito, é importante ponderar sobre os reais objetivos da viagem, segundo explicam especialistas ouvidos por VEJA.com. Ricardo Rocha, professor de finanças pessoais do Ibemec São Paulo, é categórico: para manter os planos em momentos de incerteza, o projeto educacional deve ser "maior do que a crise". "Se a pessoa se planejou, tem os recursos necessários para fazer a viagem, então vá. A crise não deve cancelar esses investimentos", aconselha. Ele lembra que a experiência no exterior pode aumentar as chances de trabalho na volta.
Rocha explica que é importante ter disciplina, fazer sacrifícios e priorizar certos gastos para alcançar o objetivo. "Se sobrou dinheiro, compre dólares e guarde. É muito difícil fazer uma projeção de quanto estará a cotação da moeda no futuro, e a chance de errar é grande", diz. Para os mais disciplinados, o professor indica a abertura de um fundo cambial, sem o objetivo de especular e obter lucros, mas, sim, com a finalidade de proteção contra as oscilações do câmbio.
Até logo, Sydney - A turbulência econômica já provoca uma queda significativa na procura por intercâmbio, trabalhos em outras nações e até mesmo viagens para diversão. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), de novembro até janeiro, a procura por viagens internacionais registrou queda entre 25 e 30%. "O turismo é sempre o primeiro a sofrer impacto de uma crise, mas também é o primeiro a sair. Viajar é uma necessidade 'psico-social'", aposta Leonel Rossi Jr., diretor de Assuntos Internacionais da Abav. "O setor registra queda porque as pessoas estão esperando um pouco para ver o que pode acontecer na economia", afirma Roberto Caldeira, diretor comercial da agência Experimento.
Edmilson Ferreira de Lima, de 21 anos, estudante de administração, é um dos que foram atingidos pelo receio sobre o futuro. Ele planeja aperfeiçoar o inglês e trabalhar em Sydney, na Austrália, mas já deixou a empolgação de lado e redobrou a cautela na programação do intercâmbio. "Estou fechando o meu orçamento, quero dar uma entrada um pouco maior para não ficar apertado pagando as parcelas por muito tempo. Fora isso, fico com o pé atrás de ir para lá e não conseguir um emprego", diz.
"25% off" - A crise traz incertezas, mas, como sempre, há o verso da moeda. Com o desaquecimento do mercado, as empresas de intercâmbio ampliam suas promoções. "Lançamos alguns pacotes para destinos alternativos, promoções na inscrição e taxa do dólar 'congelada', a 1,95 real", explica Caldeira, da Experimento. Um curso de quatro semanas de italiano em Florença, berço do Renascimento, sai agora 25% mais barato; inglês nos Estados Unidos, 20%; na Irlanda, 10%; na Inglaterra, 15%.
Já a True Experience aposta no ensino da língua inglesa na Cidade do Cabo, na África do Sul. O programa de quatro semanas lá caiu de 2.090 dólares para 1.699 dólares. O parcelamento do pagamento voltou a ser prática adotada por algumas centrais de intercâmbio. O curso de espanhol de quatro semanas oferecido pela Student Travel Bureau (STB) pode ser dividido em até 10 vezes.
Rotas alternativas - Quem está mesmo disposto a estudar fora, tem ainda outra alternativa à crise: países como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Canadá. Enquanto a recente alta do dólar americano encareceu taxas, as moedas australiana e neozelandesa se mantiveram praticamente estáveis, segundo explica Caldeira, da Experimento. No fim de 2008, o dólar canadense também subiu, mas pouco, se comparado ao valor adquirido pela moeda americana.
Para aqueles que resistem em abrir mão de destinos mais tradicionais, como os Estados Unidos ou a União Europeia, ainda restam opções. De acordo com Victor Hugo Baseggio, sócio-fundador da Central de Intercâmbio (CI), estudantes que antes reservavam um mês só para passear pelos países visitados já reduziram o tempo de lazer para duas semanas. Outra opção é procurar hospedagem mais barata. "O estudante não compra mais o passe de trem, por exemplo, que era um custo adicional. E faz ajuste até na carga horária do curso", explica Baseggio. Outro exemplo: quem pretendia fazer o High School por um ano em uma escola privada na Austrália, pode mudar os planos e estudar por seis meses no Canadá. Nesse caso, o custo pode cair até 40%.

China rejeita oferta de US$2,4 bi da Coca pela Huiyuan Juice


Por Michael Wei e Tony Munroe
PEQUIM/HONG KONG (Reuters) - A China rejeitou a proposta da Coca-Cola para aquisição da fabricante de sucos Huiyuan Juice por 2,4 bilhões de dólares, afirmando que a transação seria ruim para competitividade.
A aquisição pela Coca-Cola seria a maior compra de uma companhia chinesa por uma concorrente estrangeira, e a rejeição deverá ser considerada como outro sinal de protecionismo em meio à recessão global.
Observadores disseram que a decisão da China pode afetar os dois lados, já que companhias chinesas que têm feito aquisições de alto nível no exterior podem enfrentar problemas.
O Conselho de Revisão de Investimento Estrangeiro da Austrália está avaliando três grandes investimentos em seu setor de mineração propostos por companhias estatais chinesas.
Em particular, a oposição política à aliança de 19,5 bilhões de dólares da Rio Tinto com a estatal chinesa Chinalco tem se intensificado, e nesta quarta-feira o Senado australiano disse que abrirá seu próprio inquérito sobre o investimento estrangeiro.
"Isso indica que aquisições estrangeiras de companhias chinesas, particularmente aquelas com marcas proeminentes, não serão acatadas pelo Ministério do Comércio", disse Lester Ross, sócio administrativo da WilmerHale, em Pequim.
"E isso, reciprocamente, indica que as companhias chinesas em busca de aquisições estrangeiras podem encontrar uma reação adversa nesses mercados, se as companhias estrangeiras forem essencialmente retiradas do mercado chinês em termos de expansão por meio de aquisições", disse ele.
Ross acrescentou que é muito improvável que o ministério chinês tenha tomado a decisão sem alta clareza política e, se este for o caso, "é completamente natural prever que outros países vão considerar as aquisições por companhias chinesas de forma muito semelhante".
COMPETIÇÃO
O Ministério de Comércio da China afirmou em um comunicado que a compra pela Coca-Cola seria ruim para a competição e que as alterações na operação propostas pela norte-americana foram insuficientes para tranquilizar as preocupações. Com isso, o ministério rejeitou a operação sob a lei de defesa da concorrência decretada no ano passado.
"Se a Coca adquirisse a Huiyuan, ela dominaria o mercado de refrigerantes da China, o que afeta não apenas os consumidores, mas também outros setores participantes", explicou Selina Sia, analista da JP Morgan.
A Huiyuan controla mais de um décimo do mercado chinês de sucos, que cresceu 15 por cento no ano passado, para 2 bilhões de dólares. Já a Coca-Cola detêm uma fatia de 9,7 por cento do mercado e domina o segmento de sucos diluídos.
O presidente-executivo da Coca-Cola, Muhtar Kent, afirmou que a empresa não prosseguirá com a aquisição planejada e que está "decepcionada, mas que respeitará a decisão do ministério".
Jeffery Lau, analista da Polaris Capital em Hong Kong, disse que a decisão confirma que a China permanece relutante em autorizar a aquisição de uma marca nacional.
"Mas isso não é exatamente uma enorme surpresa. O protecionismo tem aumentado em todo lugar neste ano", afirmou ele.
A China é o quarto maior mercado da Coca-Cola e um importante campo de batalha da empresa contra a rival Pepsico.

sábado, 14 de março de 2009

HSBC fechará 17 agências em SP nos próximos 30 dias

O banco HSBC informou hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá fechar 17 agências bancárias no Estado de São Paulo nos próximos 30 dias. Segundo nota divulgada nesta sexta-feira, a maior parte dos profissionais desses pontos de atendimento será realocada em outras agências. Os clientes serão avisados sobre a mudança e redirecionados para agências próximas.

terça-feira, 10 de março de 2009


Para alcançar qualquer objetivo, sempre há um risco envolvido. Muitas pessoas dizem: “não vou correr risco nenhum; não quero ter problemas!”…
O que elas não imaginam é que: é justamente no meio do problema que se encontram os melhores frutos… Há uma lei funcionando neste planeta que assegura que as recompensas vêm depois do risco, e não o contrário.
A maioria de nós começa a vida com uma atitude saudável em relação ao risco. Quando somos crianças, mal podemos esperar para tentar novas aventuras… Uma criança saudável e feliz, assim como um adulto saudável e feliz, adora se testar e aceitar desafios. Quando damos aqueles primeiros passos incertos, ao começarmos a dominar a arte de andar, estamos correndo riscos. E adoramos isso!
Mas, de alguma maneira, entre a idade de 2 e 22 anos, muitas pessoas passam por uma dramática mudança de atitude. Ficam preocupadas em se manterem sempre sãs e salvas; então, passam as noites grudadas na frente da televisão, fascinadas com as ousadas aventuras dos super-heróis de celulóide. Ou então, “engolem” grandes doses de novelas e seriados, enquanto suas próprias vidas degeneram para um interminável seguimento de um ano insuportável após o outro.
O tempero da vida está justamente em fazer coisas novas, em moldar algo com nossa própria substância. A busca pela segurança mina nossa força vital… Ser diferente é arriscado, mas também significa poder ser você mesmo…
Na verdade, o universo está continuamente nos encorajando a nos testarmos, a superarmos os desafios e a sermos extraordinários. Para ganhar, devemos arriscar. Para aprender a andar, devemos nos arriscar a cair e nos machucar. Para ganhar um real, devemos nos arriscar a perdê-lo, e as pessoas que ganham o máximo arriscam o máximo. Os vencedores correm mais riscos do que os perdedores. Por isso é que eles ganham tanto…
Em poucas palavras: nós temos uma escolha. A escolha entre viver de verdade ou apenas existir. Arranjar um novo emprego é um risco. Atravessar uma rua é um risco. Começar um negócio, um relacionamento ou uma família é um risco… A vida é um risco. Então, vamos caminhar um pouco por esse pomar e colher algumas frutas!
(texto de Andrew Matthews no livro “Seja Feliz”)

Merck e Schering-Plough anunciam fusão bilionária no setor farmacêutico

Diário do Grande ABC
Da AFP
Os grupos farmacêuticos americanos Merck e Schering-Plough anunciaram nesta segunda-feira a conclusão de um acordo para uma fusão, em uma transação que envolve troca de ações e pagamento em dinheiro, por um total de US$ 41,1 bilhões.
A nova empresa terá o nome de Merck ao fim da transação, que foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas gigantes, segundo um comunicado conjunto.
O acordo determina que os acionistas da Schering-Plough receberão US$ 0,5767 por ação e US$ 10,50 em pagamento por cada ação da Schering-Plough. Cada ação da Merck se transformará automaticamente em uma ação da empresa combinada, da qual os atuais acionistas da Merck terão 68% e os da Schering-Plough 32%.
Após a fusão das duas gigantes, cujo faturamento combinado chegou a US$ 47 bilhões em 2008, a Merck espera economizar custos da ordem aproximada de US$ 3,5 bilhões anuais, a partir de 2011.
"Estamos dando nascimento a um sólido líder mundial no setor do atendimento da saúde, destinado a ter êxito e a gerar um crescimento duradouro", afirmou o presidente da Merck, Richard Clark, que será o presidente da nova gigante.
"A entidade fruto da fusão será beneficiada por formidáveis perspectivas de pesquisa e desenvolvimento, de uma gama de medicamentos consideravelmente ampliada e de uma presença maior nos mercados internacionais chave, particularmente nos mercados emergentes com forte crescimento", acrescentou.
Merck e Schering-Plough, qualificadas de "complementares" em um comunicado conjunto, já haviam se associado em duas empresas: uma especializada nos tratamentos contra o colesterol que tem como medicamento estrela era o Vyotrine; a outra centrada nos tratamentos respiratórios que foi dissolvida em junho do ano passado.
O acordo foi concluído no momento em que os grupos farmacêuticos enfrentam uma queda nas vendas, a concorrência dos genéricos e a expiração das patentes de vários fármacos lucrativos.
No fim de janeiro, a também americana Pfizer, maior grupo farmacêutico mundial, anunciou a compra da concorrente Wyeth, o que gerou um colosso com um volume de vendas combinado de US$ 75 bilhões.

sábado, 7 de março de 2009

Você está gerenciando mediocridade ou inspirando alta performance?

Harry J. Friedman
Quem sabe como alguém se torna um gerente de loja hoje em dia? Algumas empresas põem fé no tão bem conhecido caminho de subgerente à gerente. Outras usam um programa mais formal de “Gerentes em Treinamento”. E para muitos, o título de gerente de loja tende a sobrar para “o último cara ou garota que restou”, ou ainda um vendedor que demonstrou talento suficiente no salão de vendas. Parece familiar? Deveria.
Mesmo com sistemas formais adequados, o treinamento que ocorre geralmente está concentrado em grande parte em tarefas operacionais básicas, como depósitos bancários, procedimentos de segurança, planejamento, procedimentos para abertura e fechamento e, talvez, com sorte, algumas dicas para entrevistas. Certamente, assim é possível manter as portas abertas e a loja funcionando! Mas não está faltando algo – algo decisivo para o crescimento e o sucesso a longo prazo de qualquer empresa de varejo?
Quando eu trabalho com clientes na consultoria, gosto de fazer algumas perguntas aos gerentes das lojas para ter uma compreensão clara de suas aspirações e atitudes, bem como de suas habilidades. Dentre as minhas favoritas estão: “Quem é você? Porque eu deveria seguir você? Para onde estaria me levando?” Sabe as respostas que recebo com frequência? Nenhuma. A maior parte dos gerentes não pensa sobre isso. Eles simplesmente fazem o trabalho deles. Liderança, na maioria das vezes, não está na agenda deles.
O problema parecer ser este: vendedores não esperam ser liderados e gerentes não esperam liderar. Sempre que você encontrar excelência – e excelentes gerentes existem – você encontrará alguém que está assumindo de fato o comando, alguém que entende que incentivar sua equipe a buscar a excelência é uma responsabilidade tão essencial quanto os depósitos bancários.
Ao longo dos anos, eu ouço dos varejistas ao redor do mundo o que diz respeito às melhores práticas para os gerentes de loja. Elas incluem encorajar o espírito empreendedor, dar poderes aos gerentes e uma centena de outras abordagens positivas e bem-intencionadas. Um varejista fornece aos seus gerentes um balanço com os resultados da empresa para torná-los mais responsáveis pelas despesas. Outro orienta seus gerentes a serem mais proativos na geração de novos negócios, ao invés de ficarem esperando passivamente pelos clientes, que é a tática conveniente à maioria das lojas de varejo. Mas, afinal, os gerentes realmente lideram alguém?
Infelizmente, muitos vendedores não são incentivados a ter orgulho do seu trabalho e são totalmente indiferentes à percepção do cliente em relação à loja e ao atendimento. Nas lojas de varejo de hoje em dia, um alto percentual de vendedores está mais preocupado com as suas próprias vidas e seus problemas pessoais, em vez de com a “experiência de compra” do cliente. Eles tendem a fazer o seu trabalho simplesmente por fazer. Como a água serpenteando o oceano, vendedores com baixo desempenho procuram o nível mais baixo e o caminho mais fácil para receber o pagamento, com pouco esforço ou determinação. Um panorama obscuro, eu sei. Mas existe uma solução, se você deseja jogar para ganhar.
A visão do gerente deve se transformar em convicção. E a visão não tem nada a ver com a quantidade das vendas, itens por venda ou vendas por hora. O foco deve ser exclusivamente oferecer aos clientes o mais perfeito, o mais requintado e elegante atendimento possível. Se você treinar sua equipe para executar esta estratégia com todo o cliente de forma consistente, acredite em mim, a última coisa com a qual você terá que se preocupar são os números.
Mas isso requer uma forte liderança do gerente. Porque líderes criam um ambiente onde as pessoas se preocupam com a qualidade do seu atendimento, onde possam se aconselhar sobre como melhorar as técnicas de vendas e como coreografar melhor seus movimentos individualmente ou em grupo. Líderes inspiram sua equipe a se perguntar: “Como eu poderia ter feito melhor?”
Um líder de verdade pode dar a volta por cima e encontrar uma multidão. Você tem uma multidão disposta a segui-lo?
* Harry J. Friedman é um aclamado consultor internacional especializado em vendas e gestão no Varejo. Ex-proprietário de uma bem-sucedida rede de lojas, fundador e presidente do The Friedman Group, autor e treinador de mais de 500 mil varejistas, ele criou o sistema de vendas e gerência no Varejo mais utilizado no mundo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O consumidor é fiel a marca ou ao ponto-de-venda?

Por Bruno Mello*
bruno@mundodomarketing.com.br
Os fabricantes de produto de consumo estão tendo cada vez mais dor de cabeça para manter seus clientes fiéis. Na Bélgica, a rede de supermercados Delhaize, uma das líderes do varejo com 775 lojas, retirou de suas prateleiras 250 produtos da Unilever em fevereiro. Enquanto as duas empresas não chegam a um acordo sobre os preços de produtos e sobre merchandising nas lojas, os consumidores estão indo atrás dos produtos em outras redes ou trocando a marca Unilever por outras concorrentes.
Um terço dos clientes da Delhaize afirmou, em uma pesquisa on-line, que vão atrás dos produtos da Unilever no Carrefour e na rede de desconto Colruyt. Um terço migrará para produtos iguais ou semelhantes de outras marcas ou comprará marcas próprias, enquanto a outra parte dos clientes da rede belga ainda não sabe que medida vai tomar para suprir suas necessidades e desejos.
Aqui no Brasil, em recente entrevista à revista Exame, o diretor executivo das Casas Bahia, Michael Klein, comentou sobre a mudança que a rede havia feito para diminuir os preços dos produtos (eliminação dos intermediários na compra), mas que não estava agradando os fornecedores: “Eles não têm como nos pressionar. Você acha que alguém vai deixar de vender para a Casas Bahia?”.
Ano passado, em entrevista ao Mundo do Marketing, o professor Francisco Gracioso, da ESPM, já havia ratificado o poder dos canais de venda. “É o varejo que tem o domínio do comprador. Costumo me perguntar muitas vezes a quem o consumidor é mais fiel: a marca Omo ou a marca do supermercado que vende o Omo. Geralmente é o supermercado”.
Afinal, o consumidor é fiel às marcas de produtos de consumo ou ao ponto-de-venda? O caso de Omo, líder de mercado, pode ser diferente, como mostra a pesquisa com os consumidores belgas. Tanto que o pesquisador do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, Edgard Barki, discorda. Para ele, a fidelidade depende da categoria de produto e do envolvimento com a marca. “No caso de Omo o consumidor vai buscar em outro ponto-de-venda”, afirma em entrevista ao site. Mas nem sempre é assim.
Mudança na históriaComo só um produto pode ser líder em cada categoria, a briga pela preferência do consumidor é grande. E, nesta briga, surge um juiz implacável: o ponto-de-venda. Hoje, os supermercados podem chegar a 80% das vendas de um produto, estima o professor Ivan Pinto (foto), da ESPM. “Antigamente os produtos eram vendidos sem marca, em quantidade, nos armazéns ou empórios. O sabão era em barra. E, à medida que os grandes supermercados começaram a surgir, o poder das empresas de marcas de produtos começou a diminuir”, analisa Pinto em entrevista ao Mundo do Marketing.
O que mudou também foi o comportamento do consumidor nos últimos 30 anos, com destaque para a última década. E continuará mudando. “O consumidor está menos fiel à marca do que antes. Ele muda de uma marca para outra dentro do ponto-de-venda por uma série de razões, mas pela situação atual (crise), ele muda por preço, por exemplo”, afirma Chan Wook Min, presidente do Popai Brasil.
Se o consumidor decide que marca vai comprar na hora que ele está parado na frente da gôndola, Isadora Sbrissa de Campus (foto), Gerente de Marketing da marca Taeq, do Grupo Pão de Açúcar, tende a dizer que o consumidor é mais fiel ao canal. “E o canal empresta o seu peso a algumas marcas. Existe uma percepção no consumidor de que se um produto está numa loja do Pão de Açúcar é porque ele já passou por alguns crivos e pode confiar”, aponta em entrevista ao site. “O canal influencia a compra significativamente, mas não dá para dizer que isso não seja verdade em relação a marca porque uns dos primeiros papéis da Taeq é fidelizar o cliente ao canal”, conta Isadora.
Canal virou marcaDesde o advento das grandes redes de varejo no Brasil, o ponto-de-venda também se transformou em marca, argumenta Ivan Pinto. “Pão de Açúcar e Carrefour são marcas com todas as características usadas para diferenciar uma marca da outra. Por isso, ela tem capacidade de amarrar o consumidor pelos aspectos racionais e emocionais tanto quanto as marcas de produto”, atesta o professo da ESPM. Mas por que um cliente é mais fiel a uma rede de lojas do que uma marca? “Porque existe um relacionamento no ponto-de-venda. As pessoas preferem ir lá comprar mesmo que não tenha a sua marca preferida, mas tem produtos tão bons quanto”, responde Chan Wook Min, presidente do Popai Brasil.
É claro que um consumidor é diferente do outro e a fidelidade também pode ser alterada, mas segundo pesquisas do Popai, a decisão de compra por uma marca acontece no ponto-de-venda para a maioria deles, chegando a mais de 80%. “A prioridade é preço e facilidade e, se possível, satisfazer o desejo da marca preferida. Em médio prazo, o cliente comprará duas vezes pela facilidade e na terceira, se não houver o produto, ele vai para outro lugar”, constata Wook Min.
Por isso, a localização, o preço e o sortimento de produtos, entre outros fatores, são fundamentais para o varejo fidelizar o cliente. “Não adianta ter um ponto-de-venda que não ofereça Nestlé”, argumenta Edgard Barki, da FGV-EAESP, completando que o varejo tem possibilidade de criar uma fidelidade grande com o consumidor. “O Pão de Açúcar, por exemplo, oferece uma experiência de compra, com atendimento diferenciado que fideliza o consumidor”.
Ponto-de-venda trabalha para fidelizar clienteO varejo se mobiliza cada vez mais para fidelizar o cliente. Por isso, oferece serviços complementares que vão desde o pagamento de contas até a criação de farmácias, passando por correio, lavanderia, posto de gasolina e até consulta médica. “O consumidor acaba sendo atraído mais pelo PDV do que pela marca”, aponta o presidente do Popai Brasil.
Outro ponto de mudança nesta equação de fidelidade diz respeito à localização. O consumidor tem cada vez menos tempo para realizar suas compras, aponta Chan Wook Min (foto). “Antes se falava em share of mind, depois de share of pocket e agora estamos falando de share of time. O consumidor tem tempo cronometrado para fazer compras e, por isso, os pontos-de-venda próximos ao trabalho e da casa passaram a ter mais importância”.
Essa mudança no comportamento do consumidor mostra também uma reação racional e mais planejada do que há cinco, dez anos. Isso afeta diretamente a fidelidade à marca. O consumidor está agindo menos pelo desejo. Não é por acaso que as marcas de consumo estão criando seus próprios canais de venda. “Marcas como Luis Vuitton, Versace, Mont Blanc e até as Havaianas têm suas lojas próprias. Hoje você compra geladeira Brastemp pela internet. Isso mostra que o relacionamento do varejo com o consumidor foi reconhecido. Por outro lado, os consumidores continuam tendo relações emocionais com os produtos”, ressalta Ivan Pinto.
DesafiosPara as marcas de produtos de consumo, as opiniões dos especialistas ouvidos pelo Mundo do Marketing representam um desafio a mais para elas venderem. Se a disputa pela diferenciação, pela carteira e pelo tempo do consumidor diante de tantas opções já é grande, obrigando as empresas a investirem cada vez mais em inovação e relacionamento, a orientação para o ponto-de-venda ganha ainda mais importância.
“As grandes marcas – conhecidas e líderes – não podem deixar de comunicar bem no ponto-de-venda para não perder o cliente potencial para o concorrente. Ele tem que se preocupar com um mix de comunicação com mais foco no PDV”, garante Chan Wook Min.
O mesmo vale para o ponto-de-venda se manter na preferência do cliente. “O varejo precisa de algumas marcas de qualidade para carregar a qualidade também. Depois é preciso um bom atendimento, uma boa localização, um local agradável e facilitar o dia-a-dia do consumidor. O varejo precisa se preocupar com estacionamento, como o consumidor vai achar rapidamente o produto que deseja e como vai pagar rapidamente. Isso ajudará o cliente a ser fiel ao varejo”, conclui o presidente do Popai Brasil.
* Com reportagem de Thiago Terra.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Uso das Algemas e a Menos Valia da Vida do Policial Brasileiro.

A Segurança Pública brasileira está em fase de transformação, desde o advento da Constituição Federal de 1988 a sociedade brasileira tem buscado encontrar uma identidade em seus órgãos de segurança pública, a própria formação dos encarregados da aplicação da lei no País passa por um momento de busca de identidade. O chamado ciclo de polícia, que é incompleto nas polícias estaduais, currículos para a formação de policiais os mais diversos possíveis, vicissitudes, limitações de recursos de toda sorte, desde os humanos aos operacionais, logísticos, salariais, também fazem parte do trabalho policial, não só aqui no Brasil, mas em toda parte do mundo.Todavia, nunca me acostumei a pouca valia profissional e porque não dizer como ser humano, que o Estado proporciona aos homens e mulheres que fazem parte das corporações policiais. Deixo claro que me refiro ao Estado como unidade administrativa, política e social e não como unidade federativa.Desta menos valia posso citar como exemplo o pouco preparo profissional que os policiais recebem em seus cursos de formação e o quase completo abandono por parte do Estado e de seus poderes constitucionais, durante a vida profissional, na promoção de treinamentos e atualizações de conhecimentos. Os equipamentos de proteção individual, tais como coletes balísticos, calçados adequados, roupas com tecidos apropriados e com formatos desenvolvidos para o exercício de atividades específicas, treinamento com uso de armas de menor poder de letalidade, cintos operacionais, coldres e suportes para armas mais seguros e confiáveis, que não existem, ou são inadequados ou não são suficientes em números.Conhecimentos e equipamentos estes que objetivam a excelência no desenvolver de suas atividades profissionais, a fim atender aos anseios da sociedade por uma polícia melhor e dar condições aos encarregados da aplicação da lei de exercerem suas atividades com mais segurança e que são conseqüência do investimento financeiro nos órgãos de segurança pública.Esta realidade termina por coloca os profissionais encarregados da aplicação de lei, sempre em situações difíceis diante da complexidade dos problemas a serem enfrentados, situações que inevitavelmente resultam em lesões ou mortes, seqüelas e sofrimentos físicos e psicológicos permanentes a esses homens e mulheres. Homens e mulheres não são diferentes e nem vieram de lugar diferente de onde vem todo cidadão, da sociedade, das famílias brasileiras e como tal tem filhos, maridos, esposas, pai, mãe, amigos, em fim, famílias que os recebem após terem prestado serviços relevantes e indispensáveis à sociedade em condições de enfermidades.Agora, vejo com muita preocupação e tristeza mais uma vez o Estado dar uma demonstração de menos valia à vida desses profissionais, pois ao invés de discutirem e criarem leis que melhorassem a qualidade do serviço de segurança pública prestado pelo Estado, tais como currículos básicos unificados para a formação do profissional de segurança pública, programas permanentes de atualizações profissionais, definição legal de equipamentos de proteção individual – EPIs, para o exercício da atividade policial, avaliações psicológicas periódicas, etc., discute-se o uso ou não de algemas e se cria dispositivo legal para tanto.O incrível é que a existência de todas estas medidas já é uma realidade em outras profissões de segurança, como a de Vigilante, que são submetidos por força de lei a uma atualização profissional e a avaliação psicológica a cada dois anos, o uso de vestimenta balística pelo Vigilante que trabalha em bancos ou transportando valores também é disciplinado pela legislação de referência.O absurdo de tal discussão é que ela foi motivada pela prisão, em nossa opinião, de um cidadão que teve todas as oportunidades sociais, familiares e porque não dizer legais de ser um cidadão cumpridor das leis do País e não ser protagonista de um dos maiores escândalos financeiros, morais e institucionais que o Brasil já viveu na sua história recente.O uso das algemas no ato de prisão de suspeito de crime é um ato que objetiva exatamente a redução da possibilidade de reação violenta por parte da pessoa presa e a eventual necessidade do uso da força legal para garantir o cumprimento da lei, ou seja, é um ato proativo para exatamente não fazer uso da força. Tal comportamento deve ser regra e não exceção, pois a incolumidade física do preso é responsabilidade do Estado, como também é a do encarregado da aplicação da lei e a presunção de reação violenta é válida, como também é o direito de fuga e o de permanecer calado para não produzir prova contra si.O que assistimos agora é uma interpretação completamente dispare da razão em concreto, razão está verificada por conhecimento de causa formada ao longo de meus 17 anos de polícia e repassado para mim também por outros policiais que exerceram a profissão antes de mim. É o policial que efetua a prisão e conduz o preso o único a possuir as informações necessárias para a tomada da decisão do uso ou não da algema, não é crível que tal decisão possa ser tomada por pessoa que não se encontra presente no ato da prisão do suspeito. Depois da súmula vinculante N.° 11 a pergunta que se faz agora é “- O que deverá inibir a reação do conduzido preso no interior da viatura policial?” – Será a presença de armas ou mesmo a possibilidade do seu uso e o seu efetivo uso?. Triste é pensar que mais famílias de policiais perderão e chorarão seus entes queridos, mortos que foram em ocorrências que tiveram origem na ausência do uso da algema.