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domingo, 20 de maio de 2007

Expansão em Natal


A Wal-Mart (Bompreço), quer acelerar a expansão das redes Todo Dia e Sam´s Club. A intenção é ampliar formatos reduzidos no Sudeste, como já fazem Carrefour e o grupo Pão de Açúcar. A futura loja Sam´s Club, por trás do McDonald´s, na avenida Alexandrino de Alencar, começa nos próximos dias. A Semurb não aceitou a interligação dos dois estacionamentos.

Eta cafezinho caro!


Com fama de barata, a bebida poderepresentar uma dentada na conta.



Vai longe o tempo em que o cafezinho servido nos restaurantes era passado em coador e, quase invariavelmente, oferecido de graça ao cliente. Esse panorama mudou muito, a partir dos anos 80, quando se iniciou uma popularização das máquinas de expresso por aqui. Mais recentemente, o avanço na produção de grãos nobres possibilitou o surgimento das versões gourmets. Hoje, existem endereços que dispõem até de cartas de café, o que torna possível apreciar o líquido fumegante e cremoso em uma ampla gama de sabores. De gentileza para o final da refeição, porém, a bebida virou um item a ser levado em consideração na hora da conta. Uma xicrinha chega a custar impressionantes 6,50 reais. Ou seja, se você e seu acompanhante pedirem café e, como muita gente faz, tomarem mais um como saideira, a conta, incluindo o serviço, vai ser engordada em quase 30 reais – preço equivalente ao de um prato de filé mignon no Filé do Moraes.
Entre os meses de março e abril, Veja São Paulo pesquisou o preço cobrado pelo café em 534 restaurantes paulistanos. O resultado é surpreendente. Do total, apenas 52 mantêm o antigo e simpático hábito de não acrescentá-lo à nota. Esse grupo de casas inclui desde a tradicional cantina Gigetto, no centro, até os requintados La Tambouille, no Itaim Bibi, Amadeus, Tatini e Massimo, na região dos Jardins. "Desde que tínhamos a churrascaria Cabana, na década de 50, o café era de graça", lembra Venanzio Ferrari, sócio do Massimo. "Mantivemos a tradição." No outro extremo, aparecem como os mais caros o Skye, na cobertura do Hotel Unique, e o Gero Caffè, ambos no Jardim Paulista. Pedem-se nessas duas casas 6,50 reais por uma xícara de Nespresso, linha top da Nestlé. A faixa intermediária concentra a maior parte dos estabelecimentos, com preços que variam de 2 a 2,99 reais.

Gerente de alimentos e bebidas do Unique, Melissa Oliveira explica que no Skye existe uma opção mais em conta da Toledo, a 3,50 reais. "Não mandamos apenas o café à mesa. Com ele vão juntos petits-fours preparados pelo chef Emmanuel Bassoleil", diz. Pode-se atribuir o preço alto dos cafés à melhoria da qualidade. Mas são encontradas disparidades mesmo quando se trata de uma única marca. Para tomar um expresso italiano Illy no Terraço Jardins, dentro do Hotel Renaissance, o freguês paga 6 reais. No restaurante espanhol Don Curro, o melhor de sua especialidade em São Paulo, o Illy é de graça. Maurício Martins, diretor de alimentos e bebidas do Renaissance, põe a culpa na louça usada para servir. "O expresso é tirado em xícaras criadas pelo artista plástico Romero Britto, e cada uma delas sai em média por 30 reais", afirma. "Para o nosso tipo de cliente, esse valor não pesa no bolso, já que o bufê de almoço custa 75 reais."

sexta-feira, 18 de maio de 2007

De trainee a presidente em 15 anos


Luiz Fernando Edmond, da Ambev, é um vencedor. Ele subiu todos os degraus na hierarquia da empresa mais competitiva do Brasil.

O reconhecimento aos melhores profissionais na Ambev é um ritual diário. Os vendedores que fecharam mais negócios num dia são aplaudidos de pé pelos colegas no final do expediente. Os piores vão para a rua com o supervisor no dia seguinte, para detectar o que há de errado. Mas essa não é a única (nem a principal) diferença na rotina de trabalho de quem alcança ou não o resultado planejado pelos superiores. A grande dessemelhança chega no fim do ano. Os melhores recebem um polpudo cheque pelos serviços prestados. Os piores, em geral, acabam expelidos da empresa. Sobreviver num ambiente de alta competição como esse exige mais que competência -- é preciso ter nervos e estômago de aço. O carioca Luiz Fernando Edmond, de 41 anos, é um desses afortunados. Edmond é o primeiro ex-trainee da companhia a sentar na cadeira de presidente da Ambev. Durante 15 anos, escalou degrau a degrau todas as etapas da espinhosa hierarquia da empresa. Sua trajetória é um dos exemplos mais eloqüentes da cultura extremamente competitiva da Ambev, característica que a transformou num dos maiores fenômenos do capitalismo brasileiro.

Luiz Fernando Edmond

Presidente da Ambev para a América Latina

Idade 41 anos

Formação acadêmica :Engenheiro de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez cursos de especialização em Harvard e em Kellogg,nos Estados Unidos (“Mas as melhores coisas aprendi na prática”, diz ele.)

Carreira Edmond ingressou no primeiro grupo de trainees da antiga Brahma, em 1990.
A primeira grande provação foi a abertura da subsidiária argentina, em 1994
Tempo médio em cada cargo Dois anos

Coca-Cola investe em nova embalagem para Sucos Mais


Com assinatura criativa da agência Dia Comunicação e produção diferenciada da Tetra Pak, a Coca-Cola Brasil está lançando suco pronto para beber com tampa de rosca. A linha de sucos Minute Maid Mais será servida em 750ml. Com a inovação, a empresa espera conquistar novos consumidores com uma embalagem prática e econômica. O produto estará disponível em cinco sabores inicialmente nas regiões Sul e Nordeste, onde estão previstas ações de marketing em pontos de venda.

Atendimento como ativo estratégico


Os setores de atendimento não são mais os mesmos. Se no passado gozavam de pouca credibilidade na empresa e até despertavam impaciência nos consumidores, hoje, o atendimento se consolida como um setor estratégico, onde a empresa tem a oportunidade de praticar atributos de sua imagem e absorver opiniões dos clientes. Mais do que discurso, as instituições têm comprovado este posicionamento. Um estudo da revista Consumidor Moderno em parceria com o Instituto GFK aponta e premia a evolução do setor em diversos segmentos.
Os dados mostram que o atendimento está mais humanizado e eficiente. Cerca de 92% dos contatos tiveram a solicitação correspondida na primeira chamada, o que demonstra que os índices de rechamada foram menores, otimizando custos e contribuindo para uma maior satisfação. “No Brasil temos as melhores práticas de atendimento do mundo”, destaca Roberto Meir (foto), Presidente da Abrarec – Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, ele conta que os resultados da pesquisa refletem a qualidade das práticas nacionais frente às estrangeiras e mostram a maturidade do setor. Para Meir, os maiores problemas estão na importação de modelos que não se identificam com o modo brasileiro de cultivar relações. “As indústrias importam o lixo que vem de fora, software e tecnologia que afastam os clientes”, diz, “O consumidor não é bobo. Ele percebe quando a empresa não quer resolver seu problema”.
A pesquisa também mostra que os atendentes têm grande participação no sucesso do setor. Ela detectou melhoras no vocabulário, compreensão das informações, segurança nas respostas e até na cordialidade. A satisfação dos clientes aumentou de 90 para 98% em relação ao ano anterior neste último parâmetro.

Comércio com mais vigor

A Pesquisa Anual de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativa a 2005 e divulgada ontem, contabilizou 1,438 milhão de empresas comerciais (atacado e varejo) em todo o país, com R$ 940,2 bilhões de receita líquida e onde trabalhavam 7,074 milhões de pessoas. Segundo os dados, as empresas com menos de 20 pessoas ocupadas representavam 97,8% do total de companhias comerciais. As empresas atacadistas tinham a maior receita (R$ 418,9 bilhões), mas o varejo reunia 84,2% das empresas e ocupava 75,2% dos trabalhadores do comércio. No atacado, a venda de combustíveis e lubrificantes foi responsável pela maior parte (34,2%) da receita líquida. O levantamento destaca que o varejo reduziu sua participação no total do comércio de 2000 a 2005, enquanto o atacado elevou sua fatia, de 29,9% para 35,5% no período.

Empresas mais valorizadas

Seria digno de admiração, em todo o mundo, se o Brasil tivesse no ranking mundial das grandes empresas não só a Vale do Rio Doce e a Petrobras, mas a Votorantim, Siderúrgicas Gerdau, Banco do Brasil, Bradesco, entre outras empresas de saúde financeira. Ter apenas duas como de grande valor patrimonial, para um país como o Brasil, não significa muita coisa. A Vale do Rio Doce é agora a empresa mais valorizada do país, com grandes possibilidades de crescimento nos próximos anos, longe ainda dos maiores grupos siderúrgicos e metalúrgicos do mundo.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Case do Spoleto, Instituto Endeavor e Ibmec juntos em workshop


O Ibmec-RJ e o Instituto Endeavor fecharam parceria para realizarem diversos workshops sobre empreendedorismo até setembro deste ano. O primeiro acontece hoje pela manhã com Eduardo Ourivio, sócio-fundador da rede de culinária rápida italiana Spoleto. Os outros eventos, todos gratuitos, estarão com inscrições abertas no site http://www.iee.org.br/. Sobre o case do Spoleto, veja mais aqui.

Ferramenta de RH permite medir satisfação dos funcionários

Uma das ferramentas mais utilizadas nos departamentos de RH atualmente são as pesquisas de clima. O instrumento permite que os gestores conheçam mais sobre seus fucnionários e do que acontece no backstage das organizações. O resultado é que é possível corrigir estratégias e medir a satisfação dos funcionários. De acordo com informações da consultoria S&L, através dos depoimentos nem sempre favoráveis pode-se ainda coletar informações que motivem mudanças na empresa.

McDonald’s do Brasil é premiado por estratégias de marketing

A inovação do menu, a excelência na comunicação e o compromisso da equipe brasileira do McDonald’s com os valores da marca na execução de todas as estratégias de marketing foram reconhecidas pela matriz da maior rede de fast food do mundo. A equipe de marketing do McDonald’s Brasil trouxe os prêmios "Charlie Bell Latin America Marketing Award" e o "Global Marketing Award" oferecido durante a Conferência Mundial de Comunicação e Marketing da rede como reconhecimento pela consistência na condução estratégica e na execução dos planos de marketing da empresa no país.

Promoção de Wellaton atinge consumidoras, proprietários e vendedores

Uma campanha para divulgar a coloração em forma de shampoo Wellaton, da Procter&Gamble, e alavancar as vendas, promete conquistar consumidoras, vendedoras e proprietários de estabelecimentos nas regiões Sul, Nordeste e algumas cidades de São Paulo.
A ação desenvolvida pela M&K Promoções simula as melhores tonalidades para as compradoras e as premia com um colar. Já a força de vendas, também pode receber prêmios ao oferecer o produto a "compradoras misteriosas". As vendedoras recebem um kit com colar, brincos, brilho labial e pontos de luz para o cabelo e os proprietários do estabelecimento, um kit de churrasco e conjunto para queijo.

Qual é o verdadeiro retorno sobre investimento em patrocínio?

Para relacionamento, promoção ou mesmo para exposição em segmentos onde há restrições, o patrocínio esportivo está na moda. Estima-se que os valores investidos nesta atividade tenham crescido mais de mil por cento em vinte anos e tenham chegado aos 21 bilhões de dólares em 2004. Apesar do crescimento e interesse de empresas e gestores no assunto, o resultado das ações é assombrado pelos mesmos fantasmas das demais ações de marketing: o retorno sobre investimento.
Existem ferramentas que mais do que nunca apontam quantitativamente a exposição e o retorno de mídia, mas índices de recall ou mesmo aumento de vendas não podem ser apontados como conseqüência direta das ações do patrocínio. Um estudo realizado por pesquisadores da PUC-Rio durante a Copa de 2006 mostrou que é necessário muito mais que quantias vultosas para garantir que a marca seja lembrada. A operadora de telefonia celular Vivo não revela números do patrocínio, mas apesar dos milhões investidos, foi o patrocinador menos lembrado. Analisando a variável recall, 28,3% dos entrevistados afirmaram desconhecer o patrocinador na categoria telefonia móvel.
A Vivo também foi a menos lembrada se comparada aos outros dois patrocinadores: Nike e Guaraná Antarctica. A empresa americana consolidou a liderança ao investir também na identificação com a marca. “A Vivo ainda não conseguiu fazer esta associação”, opina Caio Grynberg, autor do estudo sobre patrocínio esportivo.
Para ele, é necessário construir elos que impactem o consumidor de formas diferentes, pois cada um será percebido de forma distinta. Deste modo, tempo, relacionamento e integração de campanhas e principalmente, ter claros os objetivos, contam a favor de bons resultados para o patrocínio.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Domingo é o segundo melhor dia em vendas

Se há alguns anos o domingo era considerado um dia morto para o comércio e de descanso para os trabalhadores, hoje o cenário é diferente. Desde que os empresários obtiveram licença para funcionar aos domingos, o primeiro dia da semana já representa o segundo melhor em vendas, perdendo apenas para o sábado.
No Floripa Shopping, inaugurado há seis meses na Capital, o domingo representa o segundo melhor dia de vendas, perdendo apenas para o sábado.
- O domingo é excelente para nós. Até porque o Floripa Shopping tem um apelo mais familiar e, neste dia, as compras, em sua maioria, são feitas por pais, mães e filhos. Como no resto da semana os pais trabalham e os filhos estudam é no domingo que eles se encontram para ir ao shopping - afirma o superintendente do empreendimento, Ricardo Visco.
Segundo ele, mesmo abrindo metade do tempo dos outros dias, o incremento no domingo é de 20% com relação à sexta-feira, o terceiro melhor dia, e pode dobrar em comparação aos outros dias da semana.
A rede de supermercados Imperatriz optou por abrir aos domingos há sete anos. Desde então, o dia é responsável pela segunda maior venda durante a semana - o primeiro é sábado - com incremento de 8% a 10% no faturamento do final do mês.
- O movimento é bastante grande em nossas lojas - diz o diretor de marketing e expansão da rede, Vidal Lohn Filho.
Horário diferenciado agrada aos clientes
As vendas no Beiramar Shopping, que funciona com horário diferenciado aos domingos - as lojas abrem às 14h e fecham às 20h e a praça de alimentação começa a funcionar às 11h e termina o expediente às 22h - vêm se destacando desde que o empreendimento adotou a prática.
- O domingo já é o nosso terceiro melhor dia de movimento e compra - afirma o gerente de marketing do shopping, Carlos Bonetto.
Apesar de ter sido inaugurado há menos de um mês, o movimento aos domingos tem sido considerado superior aos sábados no shopping Iguatemi Florianópolis. O gerente geral do shopping, Carlos Torres, diz que os consumidores aproveitam o dia para o lazer e as compras.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Tudo começa no call center


O primeiro passo para uma empresa evitar processos judiciais é ter um call center decente. Há setores de atendimento de grandes empresas, no Brasil, que mais lembram quadros humorísticos que criticam o serviço público quando alguém precisa de qualquer informação. A professora da PUC de São Paulo, Maria Stella Gregori, consultora de empresas para assuntos do consumidor, diz que a maioria dos clientes tenta resolver o problema na companhia antes de ir à justiça. Apenas uma pequena parcela não quer nem papo e bate direto na porta do Judiciário. Segundo Maria Stella, as empresas se conscientizaram da necessidade do call center a partir da entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, na década de 90. Entretanto, muitos setores de atendimento ainda não conseguem dar vazão ao número de reclamações que lhes chegam. E, por isso, os casos vão parar nos tribunais. Um dos setores mais processados hoje é o de telefonia. Eu me lembro que, em uma ocasião, cheguei a ligar mais de 20 vezes durante um ano para uma empresa resolver problemas de internet até que decidi trocar o serviço pelo da concorrente. Cansei de gastar mais de 30 minutos no telefone cada vez que ligava para resolver esses pepinos. Desisti. Pedi o cancelamento do serviço. Nesse dia, o call center funcionou e chegou a oferecer inclusive isenção de pagamento de taxa por um mês, entre outras vantagens. Tarde demais. Não fui à justiça, mas preferi abandonar a empresa e não me irritar mais. Foi uma boa idéia.

TAM é condenada por crise aérea

A justiça do Rio de Janeiro condenou a TAM a indenizar um passageiro por causa do caos aéreo que tomou conta do país no fim de 2006. O passageiro, defendido pelo advogado Renato César de Araújo Porto, alegou que seu vôo teve atraso de 13 horas no dia 22 de dezembro do ano passado. Ele argumentou também que teve a bagagem extraviada e desembarcou no aeroporto do Galeão e não no Santos Dumont conforme estava previsto. A TAM usou vários argumentos para tentar evitar a condenação. De acordo com a empresa, no feriado de natal, houve um imprevisto operacional por causa da manutenção não programada de seis aeronaves, fortes chuvas em São Paulo e problemas na malha aérea por causa da greve dos controladores de vôo. A justiça rejeitou as alegações por entender que os fatos não isentam a empresa aérea da responsabilidade com o consumidor. Agora, a TAM está obrigada a pagar 2 mil reais de indenização. A empresa ainda pode recorrer.

"O Brasil criou empregos"


O presidente da Merck diz que o licenciamento compulsório da patente de um remédio antiaids foi um tiro no pé do governo e poderia ter sido evitado.


O laboratório farmacêutico americano Merck Sharp & Dohme transformou-se na primeira companhia a ter a patente de um produto quebrada no Brasil. Trata-se do anti-retroviral Efavirenz, o principal medicamento do coquetel antiaids distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro a 75.000 dos 210.000 portadores da doença no país. A medida permitirá ao governo importar um genérico fabricado na Índia, economizando cerca de 30 milhões de dólares por ano. De acordo com o ministro José Gomes Temporão, a medida foi adotada depois que o governo esgotou todas as possibilidades de negociação com a Merck e está em absoluta conformidade com as exigências internacionais e com a legislação brasileira. "A empresa detentora da patente do Efavirenz estabelece uma política de preços praticada no mercado internacional que não considera a realidade brasileira." A versão da Merck é outra. "Foi uma decisão abrupta, inesperada e lamentável", disse o físico brasileiro Tadeu Alves, presidente da divisão latino-americana do laboratório, em sua primeira entrevista após o episódio.

Grupo canadense compra a agência Reuters


O grupo editorial canadense Thomson acertou a compra da agência de notícias britânica Reuters por 8,7 bilhões de libras – cerca de 17,2 bilhões de dólares, informaram nesta terça-feira as duas empresas. A operação cria a maior empresa mundial do setor de informações financeiras, à frente da americana Bloomberg. Um comunicado divulgado pelas companhias editoriais afirma que o acordo ainda precisa do sinal verde de autoridades regulatórias e de acionistas.
A Reuters Founders Share Company, responsável por garantir a independência editorial do grupo e que pode bloquear qualquer tipo e negociação, apóia a oferta de aquisição da Thomson, segundo o grupo britânico. Já a família Woodbridge de Toronto, que controla 70% do grupo Thomson, respalda a transação e, caso o processo seja concretizado, passará a controlar 53% do novo grupo. Os outros acionistas da Thomson ficarão com 23% e os da Reuters com 24%.
Caso a negociação vingue, o novo grupo Thomson-Reuters, que terá cotação nas bolsas de Toronto e Londres, concentrará 34% do mercado de informações financeiras. A Bloomberg, atual líder do setor, conta com 33%. De acordo com estimativas, o novo grupo terá uma receita de cerca de 11 bilhões de dólares. A união permitirá às duas empresas economizar 500 milhões de dólares por ano a partir do terceiro ano da fusão, conforme diz o comunicado.

BB tem lucro 40% menor em relação a 2006

Banco do Brasil, maior instituição financeira do país, registrou no primeiro trimestre deste ano lucro líquido de R$ 1,41 bilhão. Isso representa uma redução de 40% em relação ao resultado de 2006, quando lucro liquido foi de R$ 2,34 bilhões. O lucro do BB foi menor que os resultados apresentados pelo Itaú (R$ 1,9 bilhão) e pelo Bradesco (R$ 1,7 bilhão).
Segundo o banco, a queda se deve ao efeito provocado por créditos tributários que inflaram o balanço do banco naquela ocasião. Sem esse efeito, o lucro teria aumentado 50%. O banco manteve a liderança em relação à carteira de crédito, que cresceu 33% e chegou a R$ 140,4 bilhões. O BB foi responsável por 18,5% das operações realizadas no país. O destaque ficou com o aumento de quase 40% nos empréstimos para empresas. O crédito para pessoa física subiu 32%. A taxa de inadimplência caiu de 4,3% para 2,8% (operações em atraso superior a 60 dias). O BB manteve a liderança como maior banco do país, com R$ 321,9 bilhões em ativos e 24,6 milhões de correntistas.

Líder no mercado de pescados tem novo executivo de marketing

Empresa do grupo espanhol Calvo, Gomes da costa, acaba de contratar Luís Manglano para assumir a Gerência Corporativa de Marketing da empresa. Manglano deixa a Nutricia International (Support Produtos Nutricionais, no Brasil) após 7 anos no Marketing da empresa, para assumir este novo desafio. Ele foi responsável por desenvolver ações focadas nas marcas Biscoitos Tostines e candies Kids.

Big Brother

A operadora espanhola Telefónica vendeu a produtora holandesa Endemol, dona do Big Brother, por US$ 3,55 bilhões, a um consórcio formado pelo grupo italiano Mediaset, pelo banco americano Goldman Sachs e pela sociedade de investimento holandesa Cyrte. O negócio indica que investimento em entretenimento tem retorno certo.

Restituição do IR

Receita Federal vai liberar para saque hoje (15), o quarto lote residual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2006, ano-base 2005. Para saber se seu nome foi incluído ou não no lote, o contribuinte pode checar na página da Receita na Internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou informar-se pelo telefone 0300-789-0300. Foram liberadas 163.315 declarações, das quais 63.106 são com imposto a pagar, num total de R$ 67,99 milhões. Outras 54.472 pessoas têm direito a uma restituição de imposto, no valor total de R$ 75,66 milhões, além de 45.737 extratos sem saldo de imposto a pagar nem a restituir. O dinheiro da restituição terá correção de 13,99%, referentes à variação da taxa Selic acumulada desde maio de 2006 e 1% relativo a maio deste ano.

Câmbio pode romper hoje a barreira dos R$ 2

São Paulo - O Banco Central deixou a imprevisibilidade de lado ontem. Fez só um leilão em que comprou cerca de US$ 600 milhões, e o dólar retomou com força a queda. A cotação à vista terminou na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e no balcão em baixa de 0,45%, a R$ 2,009, menor valor desde 19 de fevereiro de 2001. Esse patamar realimenta discussões sobre a necessidade de aceleração dos cortes da taxa Selic. A expectativa é de que o dólar poderá furar os R$ 2 hoje, dependendo da reação dos mercados ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, aos números da inflação ao consumidor dos EUA em abril e da postura do BC no câmbio. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a realização de lucros nas Bolsas norte-americanas. O Ibovespa caiu 0,77%, aos 50.510,8 pontos. Os juros continuaram em baixa. A taxa para janeiro de 2009 recuou para 10,73%. O risco Brasil cedeu para 151 pontos-base.

Droguistas Potiguares será negociada

Em 30 dias, o braço varejista da companhia Droguistas Potiguares, maior distribuidora de medicamentos do Rio Grande do Norte, estará vendido. O diretor-presidente da empresa, João Dinarte Patriota, prefere não falar em valores, mas uma fonte do meio empresarial afirma que o preço vai girar em torno de R$ 60 milhões. Segundo Patriota, a empresa está à venda há cerca de seis meses, com o interesse de grupos de outros estados, como Rio de Janeiro e Piauí. Contudo, ele preferiu não revelar o nome nem a origem do melhor candidato a novo dono da área varejista da Droguistas. De acordo com o diretor, o faturamento da atividade varejista da companhia, que atende farmácias e emprega 330 pessoas, girou em torno de R$ 50 milhões no ano passado. Na linha atacadista - que, pelo menos por enquanto, continuará integrando o patrimônio de Patriota - o faturamento é anual é de R$ 200 milhões. Nesta área, que fornece medicamentos para prefeituras, governos e hospitais, trabalham outros 300 funcionários. É a segunda vez este ano que Patriota negocia suas empresas. Em fevereiro, ele arrendou o frigorífico Potengy, localizado em Parnamirim (Região Metropolitana de Natal). Ele também é dono da rede de farmácias Globo, mas garantiu que ela não está sendo vendida, tampouco inclusa no negócio da Droguistas.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sadia lança mascotes em promoção


Uma promoção da Sadia promete mexer com os consumidores até agosto. A Sadia pela primeira vez transforma o famoso mascote em pelúcia para se aproximar dos consumidores e divulgar o patrocínio nos Jogos Pan-Americanos. Os interessados devem trocar cinco selos mais a quantia de três reais por mascotes judocas, tenistas, patinadores, jogadores de futebol ou vôlei.
A campanha inclui publicidade em TV, canais a cabo, revistas e materiais de PDV. O desenvolvimento e operacionalização da promoção é planejado pela The Marketing Store.

Podcast de Marketing de Baixo Custo

Kelly Gomes está provando de seu próprio veneno. No bom sentido. Especialista em baixo custo, ela sempre dá dicas de como as empresas podem se aproveitar de estratégias que tragam resultado com pouco investimento. Agora, ela está gravando podcasts com suas dicas.
Dois programas já estão disponíveis: ‘Como investir zero e atrair clientes’ e ‘ Como fazer com que pessoas cacem clientes para você’. Os áudios podem ser acessados pelo site www.kg8.com.br.

domingo, 13 de maio de 2007

A Ambev sentiu os golpes

Uma das principais características da Ambev, maior cervejaria do país, é sua inigualável capacidade de acumular vitórias. O histórico é impressionante e fez da empresa uma das maiores e mais rentáveis do mercado mundial de bebidas. Isso acontece, basicamente, porque seus sócios conseguiram criar uma cultura corporativa na qual perder é um verbo que executivos, funcionários e estagiários são proibidos de conjugar -- e mesmo pequenas derrotas são vistas como inaceitáveis. Nas últimas semanas, porém, essa aura de invencibilidade foi maculada por uma série de reveses. A participação de mercado da companhia é a menor nos últimos três anos, e a Ambev sofreu também derrotas nos tribunais, em ações movidas por concorrentes. Seriam problemas corriqueiros numa companhia normal. Na empresa mais competitiva do país, porém, as notícias recentes representaram algo semelhante a um terremoto, que já deixou vítimas. "O clima pesou lá dentro", diz um executivo do setor. "Os contratempos custaram o emprego de funcionários do departamento jurídico, por exemplo."

Um brasileiro para mudar a Kodak

Na história da Eastman Kodak, empresa que é sinônimo de fotografia, o ano de 2007 deve ser tão emblemático quanto foi 1900, quando o fundador George Eastman lançou a primeira máquina fotográfica portátil e de baixo custo do mundo: a Brownie. Depois de quatro anos de um formidável processo de reestruturação, a empresa conduz a última etapa da transição de seu antigo modelo de negócio baseado em máquinas, filmes e revelações fotográficas para uma nova configuração centrada em tecnologia digital e equipamentos gráficos. A expectativa é que, com o fim do processo, a Kodak enterre de uma vez por todas a má fase em que acumulou um prejuízo anual da ordem de 1 bilhão de dólares e uma dívida de 3,5 bilhões. Entre os altos executivos responsáveis por essas mudanças, um deles terá um papel crucial. Trata-se do brasileiro Jaime Cohen Szulc, de 44 anos, que há um mês assumiu a divisão mundial de produtos de consumo da Kodak, um dos cargos mais importantes da corporação.
Sob sua responsabilidade estão as áreas de câmeras digitais, impressoras e outros produtos que significam aproximadamente 60% do faturamento da empresa.

McDonald's prevê investimento de US$ 300 milhões na AL


O novo controlador da rede McDonald's na América Latina, Woods Staton, colombiano radicado na Argentina, disse ontem que o Brasil poderia ter facilmente 50% a mais de restaurantes da rede. Staton disse, porém, que esse número ainda não passa de especulação, já que ainda está digerindo a recém-fechada compra da franquia de 1.600 restaurantes da rede americana. "Daqui a um mês eu saberei", disse. Hoje, há 540 restaurantes McDonald's no Brasil.Staton lidera o grupo de investidores - que inclui os fundos Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, Capital International e DLJ South American Partners - que comprou, por US$ 700 milhões, a franquia do McDonald's na região. A Arcos Dourados, nome oficial da nova controladora da rede, prevê investir US$ 300 milhões na América Latina nos próximos três anos.Sem especificar porcentagens, Staton afirmou que o Brasil será o destino de uma boa parte desses investimentos. Segundo ele, o mercado brasileiro possui um potencial fantástico. O plano de abertura de novos restaurantes ainda não está definido, mas Staton afirmou esperar que sejam entre 40 a 60 por ano, com ênfase no Brasil, Colômbia, México e Venezuela. Staton chega hoje ao Brasil e fica no País durante o fim de semana para analisar os restaurantes e o mercado da rede. "A operação brasileira é fantástica no atendimento aos fregueses, amabilidade e velocidade", disse.

Rio aposta em Pan para virar pólo esportivo e expandir turismo

Sob a poeira das obras de quadras, piscinas, pistas e arquibancadas desde que foi eleito sede dos Jogos Pan-Americanos, em 2002, o Rio de Janeiro está ansioso para encerrar o trabalho dos operários. Não só porque restam cerca de dois meses para o início das competições, mas também porque o resultado de todo o trabalho – complexos preparados para receber competições internacionais de natação, atletismo, futebol, entre outros – será uma herança dos jogos que a cidade já incorporou à sua estratégia de atração de visitantes: a de se vender como pólo de esportes e turismo da América do Sul.

Petrópolis passa a Femsa


A Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, superou a mexicana Femsa e assumiu o terceiro lugar em participação de mercado em abril, de acordo com dados do Instituto Nielsen. Maior fenômeno do setor de bebidas do país nos últimos anos, a Petrópolis tinha 6% do mercado de cervejas um ano atrás. Hoje é dona de 8,1%. O sucesso da empresa é acompanhado por polêmicas. Seu dono, o polêmico empresário Walter Faria, foi preso durante a Operação Cevada junto com executivos e controladores da Schincariol. Faria é suspeito de sonegação fiscal e, no último ano, 35 caminhões de sua empresa foram apreendidos por transportar cargas de cerveja sem as respectivas notas fiscais. Ainda assim, os produtos das Petrópolis são admirados e a Itaipava, sua principal marca, é tida por especialistas como uma das melhores cervejas pilsen do país.