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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Paulo de Paula nega “especulações” sobre venda da UnP

O empresário Paulo de Paula chamou de especulações as notícias que circulam no mercado de que teria vendido o restante de suas ações na UnP à Rede Internacional de Universidades Laureate. Desde 2007 os dois são sócios no negócio, mas desde o ano passado vinham tendo desavenças em relação à gestão da universidade. Paulo de Paula é dono de 40% das ações. “‘O que estamos buscando neste momento é um acordo de convivência, para que tudo continue como estava antes, nos repeitando mutuamente. O resto é especulação”, garantiu Paulo em entrevista ao blog, sem descartar, porém, a possibilidade de compra ou de venda no futuro. “A vida empresarial é dinâmica. Comprar e vender faz parte. Pode ser que em três anos, em três meses, isso aconteça, ninguém sabe. Pode ser que no futuro façamos IPO (significa Initial Public Offering. É a primeira oferta de ações de uma empresa). Possibilidades existem”. Por enquanto não há proposta de nenhuma das partes de acordo com ele. “O que posso dizer é que estamos buscando entendimento, a continuidade do sucesso da universidade, mas já nos acertamos em relação à gestão. Não há mais desavenças”. Para este ano, os planos são de investir algo em torno de R$ 20 milhões nos campi de Natal e Mossoró. Desse total, R$ 10 milhões serão investidos no curso de medicina, em compra de equipamentos e nos laboratórios. As metas de pré-matrícula, de acordo com o empresário, fora cumpridas. Em Natal, a UnP ganhou 6.500 novos alunos. Em Mossoró, foram mais 2 mil, números que elevaram para 30 mil o corpo discente da instituição de ensino. “”Temos vários novos cursos, todos bem aceitos nas duas cidades. Isso mostra que as coisas estão caminhando bem”, diz ainda o empresáro. “Trabalhamos com pessoas e não com máquinas. Especulações geram desconforto em toda a instituição”.
Fonte: Mercado.com

CASE: EMPREENDEDORISMO

Juan Rodrigues, empreendendo em famíliaA história de empreendedorismo de Juan Rodrigues iniciou-se na geração anterior, movida, segundo ele próprio, por forças da circunstância.

Seu pai, militar espanhol, que após derrota na guerra civil passava por momentos de dificuldade, necessitava sustentar sua família e encontrou como saída comercializar produtos básicos, como alimentos e especiarias a uma região que foi devastada e estava excluída devido à guerra. Ainda na Espanha, chegou a abrir uma loja, mas sem muito sucesso decidiu-se mudar com a família para o Brasil, um país ainda completamente desconhecido.

As economias da família foram praticamente esgotadas com a viagem e estavam sem dinheiro em um país em que nem falavam a língua. Passado algum tempo, conseguiram reunir recursos para comprar uma chácara para plantar verduras. Os filhos, entre eles Juan, com cerca de cinco anos, eram encarregados de vender em feiras os produtos plantados.

Juan contou que sempre trabalhou muito desde cedo e já aos doze anos conseguiu comprar sua primeira bicicleta para fazer as vendas e entregas de verduras em Penápolis, interior de São Paulo. Durante a juventude, economizou para comprar seu primeiro caminhão e quando alcançou seus dezoito anos já era atacadista de verduras.

Por isso, Juan Rodrigues acredita fielmente que a ocasião faz o empreendedor. Outro fator que influenciou fortemente sua carreira empreendedora foi o fato de ter começado a trabalhar desde cedo, partilhando a responsabilidade de sustentar a família.

O início da carreira empreendedora

O primeiro negócio de Juan iniciou-se durante sua adolescência. Já a empresa de importação que administra atualmente, foi criada no início dos anos 90 por sua irmã e pelo cunhado, que posteriormente o convidaram a participar do negócio. Naquela época, Juan já atuava como atacadista há 28 anos e sentia-se cansado da atividade, que exigia turnos de trabalho incomuns (das 18h às 6h) e não havia permitido a ele, durante todo esse tempo, que tivesse férias.

Nunca tive férias. Hoje em dia tiro de 15 a 20 dias todo ano, e essas férias são mais importantes que os dias de trabalho. Você volta com uma gana, uma vontade que você já não tinha. Ajuda nos negócios..

Momento crítico e momento de satisfação

Para Juan, o momento mais crítico do negócio foi a época da crise cambial, por volta de 1999, quando a moeda norte americana valorizou-se violentamente, minando seu mercado e elevando suas dívidas em dólar. Naquele tempo Juan utilizava muito as linhas de crédito para importação, mas não possuía políticas de hedging (proteção às oscilações cambiais). Em suas palavras: "Dormi com a Tiazinha e acordei com a Aracy de Almeida!".

O momento de maior satisfação está sendo vivido agora, ano em que o negócio está despontando e que a empresa está sendo tomada como referência no mercado. Juan expressa sua felicidade ao comentar que seus produtos estão constantemente na mídia, principalmente a especializada, ganhando importantes prêmios de qualidade, além de receber numerosos convites para participar de eventos, degustações eparcerias.

Formação e conhecimento

Juan não fez faculdade, diz que aprendeu com a escola da vida, mas ressalta a importância do ensino básico e ginasial: "O ensino fundamental é fundamental!". Juan não continuou com os estudos, pois precisava trabalhar e a conciliação estava inviável. A busca por conhecimento, porém, nunca cessou. Ávido por conhecimento, buscou especializar-se no que dizia respeito ao seu negócio e hoje, humildemente, esbanja conhecimento sobre vinhos, principalmente os espanhóis. A entrevista permitiu perceber, também, que Juan é bem dotado de cultura geral, fala tranqüilamente sobre política, economia e sociedade.

Pontos fortes e fracos que influenciam no negócio

Para Juan, seu principal ponto forte é o trabalho. Trabalho muito, vou atrás. Faço qualquer negócio, desde que coloque meus vinhos na loja. Perguntado sobre como se sentiu quando conquistou o primeiro cliente, respondeu de pronto: "Quando fiz o primeiro contrato não comemorei, já comecei a pensar no segundo".

Como ponto fraco, Juan considera ser sua postura ética perante os concorrentes, que não respeitam praticamente nada e estão sempre prontos para prejudicar seus negócios, custe o que custar. Para Juan, muitas vezes a ética atrapalha o crescimento, mas ainda assim ele prefere optar pela ética.

Sócios

Os sócios, além de familiares, possuem ótima relação de confiança e cooperação. Os sócios se complementam e se dão bem. "Somos um time. Um chuta com a esquerda, outro com a direita e o outro cabeceia para o gol! Discussões e divergências existem, mas sempre são superadas", complementa Juan.

Riscos e recursos

Quando veio o convite para deixar a atividade de atacadista e arriscar-se em um novo negócio, Juan não titubeou e aceitou a proposta. Dali por diante iniciou nova jornada empreendedora, desbravando um mercado desconhecido por completo: "Vim porque me parecia um desafio, com 40 anos mudar completamente de ramo e de atividade. Me sentia um garoto". Apesar de mostrar-se disposto a arriscar, Juan afirma que não gosta de arriscar, mas isso é algo que não se controla: "Não gosto de riscos, mas tem que assumir, senão não vendo. O risco não está a nosso alcance. É incontrolável".

No início do negócio não possuía recursos suficientes e precisou recorrer a empréstimos e cartas de crédito de bancos. Juan mostrou sua indignação com o sistema de crédito brasileiro, apontando que não há, de fato, linhas de crédito voltadas para o pequeno empresário no país, nem mesmo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). "Tudo é muito burocrático e as taxas de juros ainda são altas".

Lado positivo e lado negativo de ser empreendedor

O lado positivo está relacionado às conquistas e superações por que passou ao longo de sua vida, empreendedor de verdade é aquele que saiu do nada e empreende alguma coisa, inicia um negócio. O lado negativo é o fato de já começar o negócio com dívida, o que é muito comum, segundo Juan. "É duro começar sem dinheiro, reforçando a questão das dificuldades enfrentadas pelos empresários iniciantes no Brasil em relação ao sistema financeiro do país".

Com relação ao futuro, Juan está otimista: "A Espanha é a nova locomotiva do mercado de vinhos de qualidade". Sua expectativa é de que os vinhos espanhóis passem a ganhar espaço no mercado nacional e está confiante também que seus contratos de exclusividade reservam para sua carteira os melhores produtos da Espanha.


Conselhos que daria a um empreendedor iniciante

"Não peça empréstimos".

"Não tenha medo de nada. Para cada dificuldade, existe uma solução."

"Vá quebrar a cara."

"Se puder, faça uma pesquisa de mercado, conheça o mercado."

"Trabalhe muito."


* Entrevista realizada por Caio C. P. Ferraz Júnior

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nestlé assume Nestea no Brasil

A Nestlé Brasil ingressa na categoria de chás gelados com a marca NESTEA. A empresa assume a comercialização e distribuição dos produtos NESTEA no país a partir deste mês – até janeiro o produto estava sob a responsabilidade da Beverage Partners Worldwide (BPW), joint venture mundial entre a Nestlé e The Coca-Cola Company. Desta forma, NESTEA passa a integrar o portfólio de produtos da companhia no Brasil, alinhado ao conceito de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.

NESTEA já estará no mercado em novas embalagens, estampando o nome Nestlé em sua linha completa: pêssego e limão nas versões lata (340 ml) e garrafa pet (1,5 l), maracujá e tangerina (lata) e ainda as opções light de pêssego e limão (lata e pet). As fórmulas dos produtos permanecem inalteradas, com o mesmo sabor e leveza de NESTEA, aliados à característica de bebida refrescante.

Com esta marca, a Nestlé passa a integrar mais uma categoria com forte potencial de expansão no país e que vem avançando a taxas de dois dígitos nos últimos anos – o setor cresceu 11% em 2009, de acordo com dados da Nielsen. A marca NESTEA vem crescendo acima da média do mercado, com destaque nas regiões Nordeste e Centro-Oeste e nas cidades do interior de São Paulo. A partir deste ano, terá investimentos voltados para aumentar a presença nas demais regiões do país e ampliar os pontos de distribuição, incluindo pequenos estabelecimentos, lojas de conveniência, restaurantes e bares. Os produtos continuarão sendo distribuídos nacionalmente.

“A estreia nesse novo segmento reforça nosso compromisso de manter investimentos para continuar crescendo no Brasil, oferecendo produtos saudáveis e de alta qualidade aos consumidores”, afirma Ivan F. Zurita, presidente da Nestlé Brasil.

A marca NESTEA foi lançada há 70 anos e está presente no mercado brasileiro desde a década de 80 através de diversos produtos, sendo lançada como chá gelado em 2002. Movimenta no mundo mais de 1 bilhão de francos suíços/ano e lidera a venda de chás gelado em países da Europa e Estados Unidos.

Fonte: Varejista

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Email marketing: o que muda na era das redes sociais?

Os usuários de internet estão a mil e o cenário prova a necessidade urgente de mudanças que devem ocorrer na visão de nosso mercado em relação às redes sociais.

HSM Online

O Brasil é o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta. Os brasileiros passam, mensalmente, 23h30 na web. Os EUA ficam, em média, 19 horas navegando na rede, ocupando o segundo lugar depois do Brasil, de acordo com dados do Ibope Nielsen Online.

Não é à toa que os gastos com publicidade online e em redes sociais, segundo pesquisa da Nielsen, cresceram 119% por lá, somente no mês de agosto desse ano, em relação ao mesmo período de 2008.

Ainda falando dos americanos, 66% dos anunciantes usaram os canais de mídia social em 2008 contra 20% no ano anterior, de acordo com estudo conduzido pela Association of National Advertisers, BtoB Magazine e a prestadora de serviços de marketing Mktg. O levantamento aponta que 55% dos entrevistados transferiram recursos da mídia tradicional para campanhas realizadas em redes sociais.

No Brasil? Infelizmente não há muitos números sobre o uso desses canais de contato. Aqui, por enquanto, tive acesso apenas aos investimentos em publicidade digital, que cresceram 22,8% no primeiro semestre de 2009, pelo relatório Inter-Meios.

Rumo às mudanças

O cenário é mais do que prova da necessidade urgente de mudanças que devem ocorrer na visão de nosso mercado em relação às redes sociais, ou melhor, na visão das empresas. Os usuários estão a mil. Dos 55 milhões de participantes do Orkut, 54% (29,7 milhões) são brasileiros. Isso mesmo, mais da metade. Porém, os maiores investidores nessa relação social estão fora daqui. Motivos? Diversos. Publicações dizem que tememos exposição, nos preocupamos com a reputação e com o fato dela ser ameaçada pelo contato, inédito e aberto, com uma infinidade de pessoas.

Reticente às mudanças, ainda continua sendo preferível, para a maioria das companhias, comandar a oferta e fazer com que a demanda seja adequada ao que propõe. É claro que o panorama vai mudar, aliás, já está mudando, porque é mais do que perceptível que o investimento em mídias sociais é um caminho sem volta. Felizmente, mais rápido para alguns que acabam saindo na frente.

Procuro inspirar meu modelo de negócios na capacidade inesgotável de inovação da Amazon.com. Em recente entrevista para o portal HSM, Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon e especialista em comportamento do consumidor online, discorre sobre o poder das mídias sociais para evolução das marcas. Ele aponta que o crescente desejo das pessoas de compartilhar suas opiniões, experiências e aspirações, dá às empresas uma oportunidade de ouro para captar, medir e conectar dados e, depois, utilizá-los no desenvolvimento do novo marketing das redes sociais.

A Amazon não analisa e mensura apenas as transações feitas pelos e-consumidores, mas dá a eles a oportunidade de interagirem até mesmo com feedbacks sobre o tempo de carregamento entre uma página e outra, indicações para a correção de possíveis erros de conteúdo, além de outras inúmeras possibilidades que são exploradas ao máximo para melhoria contínua de seus serviços. Weigend afirma que experimentos e pesquisas mostram que o marketing social costuma ser de cinco a dez vezes mais eficaz do que outras formas de marketing.

Email marketing x Redes Sociais

É nesse ponto que quero chegar. Sabemos que o email marketing é uma ferramenta extremamente mensurável, quando falamos em medir o ROI. Você produz a campanha, define a lista para disparos do email – sempre a uma base opt-in -, envia a ação, mede o número de cliques e consegue ver quem interagiu com sua marca. Mais acesso ao perfil comportamental que isso, apenas...nas redes sociais. Diferentemente do email marketing, a coleta de informações sobre o que pensam de sua empresa, produto e serviço é reativa. Você não emite, você recebe, desde que esteja disposto a abrir um canal onde o fluxo de informações seja transparente.

Se as mídias sociais são oportunidades de ouro para as empresas saberem o que fazer para seguir os rumos atentas ao que seu consumidor anseia, a integração delas com o email marketing é o diamante para uma campanha. Isso porque o email marketing já fornece possibilidades fantásticas para atender ao mercado como ele deseja. Haja vista as ações que podem ser aplicadas para realizar a “segmentação da segmentação”.

Já tive a oportunidade de clicar em um produto de meu interesse veiculado em uma campanha de email marketing e, em poucos instantes, receber uma infinidade de temas relacionados ao meu perfil de consumo. Isso é marketing transacional possibilitado pelas diversas funcionalidades que a tecnologia proporciona em um sistema para envio e gestão de ações de marketing por email.

Integrar suas ações de email marketing ao twitter, por exemplo, já é possível. Poder acompanhar a geração e projeção de sua campanha através dessa integração pelos seguidores, é fantástico. As mídias sociais oferecem inúmeros recursos e cabe a nós saber como aproveitá-los.

Os chamados dados sociais – o que você coleta, ou deveria coletar, de informação na era da web 2.0 – servem de subsídios também para estruturação de uma campanha. O trabalho é detalhado, mas compensador. Uma equipe dedicada ao monitoramento digital social é investimento e não centro de custo. As agências de publicidade e propaganda já estão formando áreas exclusivamente dedicadas para esse processo.

Com a pesquisa em mãos, pode-se descobrir opiniões e sugestões altamente relevantes para uma ação digital, seja ela qual for. E, quando for uma ação por email marketing, você pode direcioná-la para um grupo formador de uma mesma opinião - que identificou naquele trabalho minucioso feito nas redes sociais -, mensura, analisa a receptividade, descobre a proveniência dos cliques e, ainda, vai ao encontro do que esse destinatário expôs em rede pública. Ponto positivo! Mais uma vez, mediu a eficiência de sua ação e, ainda, aumentou e muito a probabilidade de fidelizá-lo. O efeito é cíclico, se ele gostar – e olha que as chances disso acontecer quando se segue esse caminho são bem maiores – novamente é possível ganhar, só que agora, na viralização.

A conquista de seu público, mais uma vez, só depende de você. Fazê-lo proliferar a marca, o produto ou o serviço é consequência de sua ação inicial. Claro que o marketing viral na era social não depende mais de você, mas com certeza pode ser potencializado pelas etapas anteriores. E não se esqueça da lição de casa. Mesmo indo ao encontro do que ele precisa, não se pensará nisso se deixar de cuidar da visualização da campanha, do layout, do HTML e do conteúdo, porque nós, brasileiros, temos uma leve tendência à crítica e se isso acontecer, todo o seu trabalho foi por água abaixo. Um post negativo no twitter pode dar muito mais repercussão que o positivo.

Por último e não menos importante, se sua empresa não abriu ainda um canal de comunicação público ao mercado, se não investiu na construção de um blog ou participa ativamente de comunidades virtuais/sociais, sinto dizer, mas parece que está bem atrás do mais importante: a vantagem (digital) competitiva.

Nova regra para farmácias entra em vigor nesta quinta-feira

Resolução da Anvisa proíbe venda de produtos como comidas e coloca remédios sem prescrição médica atrás do balcão
Portal EXAME
A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a venda de produtos de conveniência e medicamentos em farmácias entra em vigor nesta quinta-feira (18), mas sem validade completa. A resolução proíbe a venda de produtos alheios à saúde, como comidas e bebidas, e determina que os remédios sem prescrição médica fiquem atrás do balcão.

Cerca de 60 mil drogarias, entretanto, conseguiram autorização judicial que as desobrigam a cumprir a medida, o que, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), corresponde à maioria das farmácias do Brasil.

“Não há base legal para que a Anvisa proíba farmácias de vender produtos de conveniência nos estabelecimentos. Isso tinha que estar numa lei e não está. A Anvisa foi além da sua capacidade legal, e portanto, essa decisão não é válida e aí nós temos várias medidas judiciais a respeito”, disse Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma. Para a associação, a resolução restringe o poder de escolha do consumidor, que terá mais dificuldade de comparar preços.

Além disso, ainda de acordo com a Abrafarma, a proibição da venda de produtos alheios à saúde poderia provocar alta nos preços. "Hoje, a venda de produtos de conveniência ajuda a subsidiar os preços baixos de medicamentos", diz Barreto. Para ele, o Brasil está indo na contramão de outros países. "No mundo inteiro, a farmácia amplia seus serviços. Só o Brasil restringe a sua atuação."

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, entretanto, defende o cumprimento da RDC 44/2009. O diretor do órgão, Pedro Menegasso, acredita que a função da farmácia tem se desvirtuado. "Trata-se de estabelecimento diferenciado, pois lida com produtos que, se mal administrados, podem matar. Não dá para prestar um serviço de saúde adequado no meio da bagunça que virou a farmácia". Menegasso relata conhecer drogarias que vendem até bebida alcoólica.

De acordo com a Anvisa, a resolução está vigente e deverá ser cumprida por todos os estabelecimentos do país. A agência afirma que nenhuma liminar foi concedida para desobrigar o cumprimento integral da norma. As liminares concedidas são temporárias e limitadas, pois aplicam-se somente às Instruções Normativas IN nº 9 e 10, que tratam da venda de produtos alheios à saúde e da exposição dos medicamentos isentos de prescrição, afirma a agência. As decisões valem apenas para os estabelecimentos que estavam filiados às entidades amparadas por liminar no momento do ajuizamento da ação, também segundo a Anvisa.

A fiscalização será realizada pela vigilância sanitária estadual ou municipal a partir desta quinta-feira (18). Para quem descumprir as regras, a Anvisa prevê multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além de penalização com a apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Latas de 350ml somem das prateleiras dos mercados

O Carnaval 2010 começou oficialmente ontem com escassez de latas de cerveja de 350 ml em muitos supermercados da região metropolitana.
Júnior Santos
Estoques de latinhas de 473ml era maior do que as embalagens menores nos supermercadosNuma das lojas de uma grande rede varejista, 1,5 milhão de latinhas desapareceram entre a última terça-feira e ontem – o equivalente a cinco carretas. “Na outra loja do grupo a saída foi bem maior”, informou o funcionário.

A explicação, segundo o diretor da Associação dos Supermercados do RN (Assurn), Eugênio Medeiros, é que o aumento nacional do consumo de cerveja no verão provocou falta de latinhas para o envasamento por parte da indústria. Apesar do Brasil ser um dos países do mundo que mais recicla o alumínio das latas, este ano a demanda bateu todos os recordes.

Ontem, em Natal, na mesma loja que vendeu 1,5 milhão de latinhas de cerveja em menos de quatro dias, um único cliente propôs comprar no caixa o equivalente a R$ 18 mil em cerveja de marcas variadas. Voltou para casa com as mãos abanando. “Não vendemos para o varejo, especialmente nesta época do ano”, comentou o funcionário da rede.

Um grande número de clientes do interior ainda enchia a mala do automóvel com latinhas. É o caso do estudante universitário Felipe Ítalo, que ontem a tarde pegou estrada de volta para casa dos pais, em Apodi.

Quem não conseguia as desejadas latinhas de 350 ml tinha que se contentar com as 473 ml, cujos estoques eram bem maiores.

Segundo Medeiros, da Assurn, a falta de latinhas atingiu também marcas de aguardente em lata, prejudicando o comércio dos atacadistas. Ele não descarta que os preços da cerveja em lata no comércio de ruas, nos dias de Carnaval, sofre possíveis acréscimos para consumidor. “Nos supermercados, que já planejaram seus estoques, essa é uma possibilidade não cogitada”. Mas o aumento na saída de mercadorias como bebidas destiladas e fermentadas, carnes e outros produtos assessórios aumentou mais 40% em relação a épocas não festivas.

As vendas embaladas pelo Carnaval já acusam um incremento nos negócios do varejo supermercadista de de 30% em algumas redes nacionais em relação ao Carnaval de 2009. O diretor comercial da rede Bompreço, Jéferson Silva, atribui o desempenho na vende de cerveja, por exemplo, a duras negociações com fornecedores para todo o Nordeste, segurando o preços dos produtos. As redes reforçaram também seus estoques de biquínis, sunga, chinelos, óculos de sol, camisetas, bonés e shorts (masculino e feminino), além de bolsas em diversas estampas e toalhas para banho.

Ontem, a assessoria de imprensa da rede Extra, em Natal, informou que todas as fantasias infantis adquiridas por uma de suas lojas na cidade já haviam se esgotado desde o começo da semana.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Consumidor escolhe o que produzir

Postado por Delyse Braun - Direto dos EUA
ModCloth é uma empresa fundada em 2002 por um casal de namorados que, na época, tinham apenas 17 anos. Seu principal destaque atualmente é o modo com que os fundadores vêm atuando no mercado através de crowdsourcing.

Em outubro do ano passado, eles resolveram fazer uma espécie de “concurso virtual” das roupas criadas por eles, para que seus clientes pudessem votar em seus modelos favoritos. Cada amostra é colocada em votação no site por 14 dias e, após a contagem dos votos, a empresa decide se vale a pena o investimento. Se um item for escolhido, os clientes que votaram a favor receberão um e-mail quando o produto estiver disponível para venda. Há também uma seção de comentários para cada peça e uma funcionalidade que permite aos clientes enviar um link da roupa para seus amigos no Facebook e no Twitter, o que resultou em muita popularidade.



Dessa forma, a empresa atua com mais segurança naquele produto que era considerado de risco e também pode se comprometer com os fabricantes sem medo, uma vez que os os fabricantes exigem um compromisso de um pedido mínimo de peças para fabricar. A iniciativa já aumentou o tráfego no site em 25% no mês seguinte ao lançamento.



É certamente uma ótima estratégia, mas até quando isso vai durar? Será que os consumidores vão querer, para sempre, gastar seu tempo diante de um computador para sugerir idéias sem nada em troca, somente para os outros lucrarem?

Programas de Fidelidade precisam mudar

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

No Brasil, 60% dos clientes que já tentaram acumular pontos em programas de fidelidade de cartões de crédito se sentiram frustrados porque nunca conseguiram resgatar seus prêmios, diz uma pesquisa da CSU MarketSystem. Nos Estados Unidos, 54% dos consumidores entrevistados pelo CMO Council se dizem cansados da enxurrada de mensagens irrelevantes que recebem, das recompensas de baixo valor que são oferecidas e estão ameaçando as marcas de abandoná-las.

Seria um duro golpe para as empresas. De acordo com Jupiter Research, mais de 75% dos consumidores norte-americanos têm pelo menos um cartão de fidelidade e o número de pessoas com dois ou mais é de cerca de 1/3. É uma realidade bem diferente da brasileira. O estudo da CSU MarketSystem foi feito com seis milhões de clientes, mas não há um dado que possa quantificar quantas pessoas no Brasil aderem aos programas de fidelidade. O que se vê por aqui é a multiplicação dos programas voltados para o consumidor.

Até pouco tempo atrás, os programas eram utilizados quase que exclusivamente pelas empresas como parte de um programa de incentivo para seus parceiros. “Os programas de B2C tem crescido muito. A Tam e a Accor Hospitality reformularam e potencializaram os seus programas de fidelidade recentemente”, afirma Danilo Vasconcelos (foto), Head de Planejamento Estratégico da Accentiv´ Brasil. “Mas ainda é um mercado que tem muito a crescer”, completa.

Cuidados com os erros
Este crescimento passa por não cometer erros. O mais comum é separar o programa de fidelidade do banco de dados da empresa. Um sistema único de informação traça o perfil do cliente e dá possibilidade de se comunicar e criar ofertas sob medida. Quando aproveitados ao máximo, os programas podem impulsionar o crescimento das vendas e aumentar a rentabilidade da empresa, porque ela passa a conhecer os clientes mais valiosos, realocando as suas verbas de Marketing e mudando o seu foco. “Com isso, você economiza dinheiro de mídia”, aponta Vasconcelos em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro ponto crucial para o sucesso do programa é a atratividade tanto para a empresa quanto para o cliente. Para ter adesão, um programa precisa ser atrativo. Primeiro do ponto de vista financeiro para a empresa. Depois, a premiação deve ser relevante para o consumidor, se possível com exclusividade, principalmente para os principais clientes. “Não existe fidelidade 100% de um cliente. O objetivo de um programa é trazer um pouco mais de fidelidade de milhares de clientes, o que dá dinheiro”, ressalta o Head de Planejamento Estratégico da Accentiv´ Brasil.

A conta é simples. Se não tiver grande adesão, o programa não se paga. Por outro lado, com um programa grande, o custo baixa, mas há o valor da premiação, pago apenas se o cliente adere, resgata e, consequentemente, gera lucro para a empresa. “É preciso fazer uma oferta de produtos ou serviços diferenciados para as pessoas resgatarem os pontos. Isso se torna mais fácil quando você já conhece o seu cliente porque ele está na sua base”, ensina Danilo Vasconcelos.

Caso de sucesso Club Med
Depois que o cliente resgata o prêmio, seja em produto ou em experiências como viagens, ele acaba aderindo com mais força ao programa. O estudo da CSU MarketSystem aponta que 25% destas pessoas passam a consumir mais. É o que espera o Club Med, que acaba de reformular o seu programa de fidelidade no país. Hoje, 15% do faturamento do resort no Brasil vem de clientes fidelizados.

A operação da empresa no Brasil foi a primeira no mundo a lançar um programa de fidelidade, há quatro anos. Agora, com um novo programa lançado mundialmente, o Unique muda de nome para Great Members e traz mais transformações além da marca. Passa de quatro mil para 24 mil clientes participantes do programa segmentados em três categorias. Antes, era apenas uma.

Outra grande mudança é que os clientes do Club Med poderão utilizar os seus pontos nos 80 resorts espalhados por todo o mundo. Antes, o programa baseado no gasto e nas diárias efetivadas nos últimos três anos era restrito aos três villages no Brasil. Entre as vantagens está o desconto nos serviços e nas lojas do resort, transfer personalizado, upgrade de quarto, check-in prioritário e late check-out. “Tudo isso dá uma vantagem muito grande a quem participa do programa”, afirma Gian Maria Mazzei, Diretor de Marketing e Comunicação do Club Med América Latina.

Retorno sobre o investimento garantido
Até chegar a este ponto, o Club Med trabalhou durante seis meses em cima de sua base de dados de clientes, no treinamento das agências de turismo e de todos os funcionários dos resorts. “O que temos que trabalhar agora é adicionar vantagens para os nossos clientes”, diz Mazzei (foto). “Esses programas funcionam porque o cliente gosta de ser reconhecido. Reforça o relacionamento da marca com o cliente e trás um retorno sobre o investimento maior. Isso significa gastar menos dinheiro com campanhas de publicidade. Não gastamos para recrutar. Gastamos para fidelizar”, conta o executivo em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro caso de sucesso, este no setor de business to business, é da SulAmérica, hoje desenvolvido pela Accentiv’. O programa conta com 20 mil corretores, uma adesão perto de 70% dos profissionais parceiros da seguradora. O objetivo é fazer os corretores venderem mais. Eles somam pontos de acordo com a venda de cada seguro e a cada trimestre ganham vouchers para comprar produtos. Semestralmente concorrem a carros e, anualmente, a uma grande viagem.

As métricas do programa são acompanhadas em tempo real com o controle dos objetivos estratégicos. “Tem que monitorar para não deixar de atingir as metas”, ressalta Danilo Vasconcelos. O programa é forte no meio digital, tendência entre os projetos de fidelização. Há um site com ferramentas para ajudar o corretor a vender melhor e os acessos também geram pontos para os participantes. Esses são os programas de fidelidade do futuro. Que seja eterno enquanto dure.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Varejista lança kit promocional com eletros para universitários

Info Money Pessoal
Pensando nos estudantes que precisam montar a casa nova a tempo do início das aulas, a varejista Magazine Luiza lançou o Kit República, com oferta de eletrodomésticos em condições especiais.
O kit, composto por geladeira, fogão, micro-ondas e máquina de lavar, pode somar descontos de até R$ 700. A promoção é exclusiva para compras pelo site da loja (www.magazineluiza.com.br) ou pelo telefone (11) 3508-9900 e vai até o dia 15 de março.
O conjunto composto por produtos da marca Consul pode ser adquirido por R$ 2.090, em 12 parcelas sem juros. Já os da marca Brastemp saem por R$ 2.790.
Economizar na república
A compra de eletrodomésticos e móveis é uma das etapas que preocupam os estudantes que precisam se mudar para uma república. Antes disso, o universitário precisa buscar um imóvel que seja perto da faculdade ou do trabalho, ou de fácil acesso, de modo que permita a redução de gastos com transporte.
Decidir se vai morar ou dividir o apartamento ou ainda se vai dividir o quarto ou escolher um imóvel com quartos individuais está entre as escolhas que afetam diretamente o estudante em uma república.
Além do valor do aluguel, custos de condomínio, taxas, impostos, contas de luz, internet e telefone também devem ser colocados no orçamento do universtário.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tendências e Consolidações do Varejo Mundial

Adir Ribeiro

Evento de grande destaque no varejo mundial, a NRF (National Retail Federation) ocorre uma vez por ano nos EUA, em Nova York, e em janeiro aconteceu a 99ª edição. Os principais pontos assimilados durante todos os dias do evento, juntamente com a visita à feira, que ocorre no mesmo período, e também a algumas lojas importantes do varejo americano, foram, de maneira resumida, as seguintes:

Cenário Brasil x EUA – Brasil despontando como uma das poucas economias mundiais em crescimento, tendo passado pela crise de forma destacada e ampliando de maneira significativa a população com acesso ao consumo de massa e reduzindo índices de pobreza, além da solidez de suas instituições financeiras. Os EUA ainda se ressentem da crise e aos poucos vão retomando a confiança do consumidor, com acesso ao crédito e ampliação do consumo.


Tecnologia x Simplicidade – Não se viram tantas soluções complexas e de investimento com retorno questionável, mas sim a aplicabilidade imediata do básico e necessário. Foco na execução cada vez mais se torna imperativo no mundo das ideias e da informação em excesso.


Redes Sociais – Quase a totalidade das redes varejistas do mundo está apostando suas fichas no uso das mídias sociais (Facebook, Twitter, LinkedIn e outras) como forma de se aproximar de seus consumidores e, mais do que isso, precisam de fato passar a monitorar o que está sendo “dito” e publicado sobre suas marcas. Diversas apresentações ressaltaram o poder de destruição que esse tipo de comentário pode causar para sua marca e negócios, sendo essa a razão principal de se monitorar efetivamente o processo.


Centralização no consumidor – A integração dos canais de vendas é um exemplo de como as empresas deveriam colocar o consumidor no centro de toda a estratégia de acesso aos mercados. Hoje, com a disseminação das mídias eletrônicas o cliente ganhou um poder incomparável, já que quase todas as informações estão a poucos cliques.


Geração Y – Força para esse segmento da população (nascidos a partir de 1976), que são cerca de 85 milhões de pessoas nos EUA, sendo que 50% desse público já é adulto e enviam aproximadamente 2.000 SMSs por mês de seus dispositivos móveis. Um termo bastante interessante usado por essa geração e que demonstra a amplitude dessa questão – IWWIWWIWI – I want what I want when I want it (algo como eu quero o que quero onde eu quero). O uso de tecnologia para esse público é uma forma de integração ao mundo e cerca de 61% dos consumidores dessa geração (segundo as pesquisadoras Jayne O´Donnel e Kit Yarrow, autoras do Livro GEN BUY – How Tweens, Teens and Twenty-Somethings are Revolutionizing Retail) compartilham pelas mídias sociais as marcas de suas preferências e as não admiradas.


Capacitação das Pessoas – O palestrante Paco Underhill citou que as empresas varejistas têm que tratar bem de seus “soldados” do varejo, pois de fato são eles que entregam a parte principal da promessa da marca e que são responsáveis pela geração de boa parte dos resultados no ponto de venda ou nos pontos de relacionamento com os consumidores.


Racionalização do Mix de produtos – A ditadura da opção deve diminuir em função da necessidade de redução dos custos com o sortimento de produtos à disposição dos clientes e como forma de se ampliar a simplicidade ao entender as necessidades básicas do mercado e dos consumidores, ampliando o foco da empresa na sua proposta de negócios e se adequar de maneira estratégica e operacional.

Gestão dos Negócios – Duas grandes redes varejistas mundiais, como a Tesco e o Grupo Kingfisher , tiveram o foco das suas apresentações na gestão de maneira efetiva e simples, desde a necessidade de realizar uma análise realista, verdadeira e transparente da empresa em cada mercado em que ela atua, a elaboração de um planejamento estratégico e operacional de 3 anos para cada realidade e o envolvimento das equipes na construção desses planos, visando manter todos alinhados e conectados com a estratégia definida.


Sustentabilidade – Impressionante e positiva a pressão que redes como Walmart estão recebendo e exercendo sobre seus fornecedores, declarando que somente 8% de seu footprint (algo como pegada empresarial, seu rastro) são controlados por eles próprios, ou seja, existe um nível de mais de 90% de dependência de outras partes, que precisam ser envolvidas. Ajudando o consumidor a se tornar mais exigente e inteligente, várias lojas já focam sua comunicação nesse princípio e algumas são exclusivas no conceito, comercializando somente produtos que não agridam o meio ambiente.


Design – A marca Cirque du Soleil apresentou seu case de reformulação de todas as suas lojas dentro das tendas dos shows, que ocorrem no mundo inteiro. O que impressionou foi a construção e aplicação do projeto envolvendo toda a mística da marca e o alinhamento operacional para um negócio mutante no mundo inteiro, trazendo desafios logísticos gigantescos sem perder o charme e a experiência de consumo, tão fundamentais nos shows e apresentações dessa trupe que revolucionou o jeito de pensar os negócios em um segmento fadado à extinção.


Expansão dos negócios – O tema franquias foi bastante explorado por grandes redes como Dunkin Brand´s e Grupo Aldo. Destaque para mercados em forte recessão como o americano, a saída encontrada passa por ampliar as fronteiras e em mercados mais complexos, a franquia passa a ser uma excelente opção e com menor grau de risco, mas que exige forte preparação para a expansão organizada e parceiros devidamente alinhados aos propósitos do negócio e marca, para poderem gerenciar bem suas franquias.


De maneira geral, percebe-se que estamos passando por profundas mudanças na forma como os consumidores estão se relacionando com as marcas, acessando todas as informações da empresa via celular ou email / smartphone e exigindo cada vez mais conhecimento da empresa sobre ela própria e gerando um enorme potencial de oportunidades para aqueles que se prepararem, abraçarem as mudanças e definirem claramente o seu foco de negócios, planejando de maneira adequada o seu futuro por um período mínimo de 3 anos, com revisões freqüentes e envolvendo a equipe nessa construção. Afinal, há tempos não fomos tão bem referendados como brasileiros pelo mundo inteiro.





*Adir Ribeiro - Sócio diretor da Praxis Education (www.praxiseducation.com.br) - adir.ribeiro@praxiseducation.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Lixo reciclável será trocado por vale social em Natal

O lixo reciclável coletado em Natal poderá ser trocado por um vale social. Isso é o que prevê a lei 6.060, publicada na edição desta sexta-feira (29) do Diário Oficial do Município (DOM).

A lei institui o programa Troca Ecológica, que tem por finalidade a "participação da comunidade no processo de seleção do lixo reciclável limpo, buscando, desta forma, alternativas para a melhoria de vida, transformando os cuidados com o lixo em exercício de cidadania".

De acordo com a lei, se enquadra como lixo reciclável limpo: papel, vidro, metal, plásticos e similares, isenta de líquidos e de restos de materiais orgânicos.

Para o acondicionamento do lixo reciclável limpo, a Prefeitura do Natal vai oferecer aos participantes do programa, sem qualquer custo, embalagens plásticas padronizadas.

O documento diz que "a cada volume de 10 quilos de lixo reciclável limpo entregues nos caminhões especiais do programa, os participantes farão jus a um vale social". O valor do vale não foi definido na lei, mas será regulamentado e alterado a critério da Prefeitura.

Os locais e horários para coletas seletivas do material reciclável ainda serão definidos. "O lixo reciclável limpo recolhido será destinado à conta do Município a triagem e
reciclagem, onde será submetido a uma segunda separação e classificação e posteriormente comercializado, através de leilões específicos".

A coordenação do Programa Troca Ecológica será exercida pela Semurb, com a participação da Divisão de Educação. Para difundir o programa, a Prefeitura deverá "elaborar e distribuir materiais informativos à população, bem como veicular campanha especifica na imprensa local".
Fonte: Tribuna do Norte

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pagamento mínimo do cartão é armadilha para consumidor

Agência Brasil - Quem costuma pagar o valor mínimo sugerido pela administradora de cartão de crédito, quase sempre em torno de 15% do valor total da fatura, entra numa dívida muito mais alta, pois o juro sobre o saldo devedor é de aproximadamente 13% ao mês. A informação é do economista da CBS Consultoria Financeira, Emerson Castello Branco Simenes.

Segundo ele, pagar o mínimo é o mesmo que cair numa armadilha. De acordo com seus cálculos, numa situação hipotética, uma pessoa com fatura de R$ 1 mil para pagar e sugestão pela administradora de parcela mínima de R$ 150 para pagamento, terá um saldo devedor de R$ 960,50 para o vencimento seguinte sobre a parcela que restou da fatura, de R$ 850.

Simenes calcula ainda que uma pessoa que quiser quitar uma dívida de R$ 1 mil pagando só os valores mínimos sugeridos, todos os meses, vai levar 30 anos e meio para terminar de pagar um montante de R$ 3,797 mil. Claro que a hipótese é absurda, admitiu o economista, já que ninguém aceitaria pagar as parcelas mínimas por tanto tempo. Mas ele advertiu para a importância de se quitar a fatura total. Pagar o mínimo do cartão é como enxugar gelo.

Taxa

De acordo com ele, a taxa de juros dos cartões de crédito é a mais extorsiva do mercado financeiro. Além disso, a administradora ganha também com o aluguel das máquinas e a anuidade cobrada sobre os cartões. Simenes acredita que pode haver uma redução nas taxas dos cartões já que a taxa básica de juros (Selic) caiu 36,36% em 2009, com redução de 13,75% para 8 75% ao ano.

O economista defendeu, ainda, uma intervenção do governo para que se permita uma maior concorrência. Segundo ele, o mercado de cartões, hoje, está centralizado em duas grandes administradoras Caso contrário, acrescenta, mais e mais titulares de cartões de crédito continuarão inadimplentes e com o nome no Serasa.

Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, a pequena competição no mercado de cartões explica a indiferença das operadoras de cartões ao movimento de redução dos juros.
Fonte:Rodrigo Sena /Tribuna do Norte

Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart farão investimento recorde no País

O Grupo Pão de Açúcar, rede líder no setor supermercadista no mercado brasileiro, anunciou que vai investir R$ 5 bilhões em três anos (2010-2012) na ampliação de sua presença no mercado. A estratégia é aplicar o dinheiro na abertura de novas lojas, reformas, aquisição de terrenos em locais estratégicos para futuras inaugurações e novos negócios, que neste ano devem crescer também nos setores de farmácias e postos de gasolina com a bandeira Extra, disse o vice-presidente executivo de operações sênior ou COO (Chief Operating Officer), Enéas Pestana. "Consideramos que somos varejistas, não só de alimentos. Por isso vamos ampliar nossa atuação onde pudermos usar nossa plataforma de vendas", disse ele.

Se comparados os investimentos previstos pelo GPA para os próximos três anos com o triênio anterior (2007-2009), quando foram investidos R$ 2,9 bilhões, incluindo aquisições, os investimentos serão 70% maiores. De acordo com o executivo, a maior parte do dinheiro investido sairá de "caixa próprio" - sem a necessidade de empréstimo - e será usado na abertura de 300 novas lojas, o que deve elevar a área total de vendas do grupo entre 8% e 9% ao ano, e gerar no total 100 mil postos de trabalho direto na rede. Este ano, a empresa estima abrir 100 novas lojas.

Pestana declarou não descartarem fusões e aquisições para o setor, porém não revelou se está nos planos do GPA incorporar outras redes. "Se tiver aderência estratégica e rentabilidade então temos interesse em investir", diz. Os valores anunciados pelo grupo não consideram eventuais custos de expansão nas redes de eletrônicos Ponto Frio e Casas Bahia, incorporadas à empresa em 2009. "Falta consolidar a entrada das Casas Bahia no grupo. Mas, neste segmento, não é prioridade sair abrindo lojas".

Para o professor Nuno Fouto, do Programa de Administração do Varejo (Provar), o interesse das empresas em aumentar os investimentos neste momento, é devido à capacidade que o País oferece de crescimento para o setor. "Existem locais onde essas empresas ainda não atuam e, geralmente, são mal cobertos por redes menores", diz.

Prioridades

Para o executivo do GPA, um dos focos da rede neste ano será a abertura de novas lojas nos segmentos de farmácias e postos de gasolina - a tendência é que os novos pontos tenham a bandeira Extra e, "não estejam vinculados apenas às lojas de super e hipermercados", afirmou.Segundo Enéas Pestana, uma das prioridades do grupo para o período é a expansão da rede para as Regiões Norte e Centro-Oeste, regiões onde a economia está aquecida e cresce mais rápido. Nessas áreas, a empresa pretende brigar com a concorrência através das marcas: Extra Supermercado e Assai, bandeira que vende no atacado e varejo (atacarejo). "Hoje o norte é o segundo maior mercado consumidor do País".

Para o vice-presidente executivo do Pão de Açúcar, a estratégia da empresa é investir na marca Extra, que tem se mostrado mais forte do que outras como: Sendas e Barateiro, que poderão ser convertidas em unidades do Extra Supermercados e Extra Fácil, ou mesmo do Pão de Açúcar, que estão entre as prioridades de expansão da empresa.

Concorrência

No momento em que o GPA anuncia seus planos ousados de investimentos recordes, a concorrência também demonstra musculatura e interesse em manter seus mercados. O Walmart Brasil, terceiro colocado no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), pretende investir R$ 2,2 bilhões em sua expansão neste ano. De acordo com Héctor Núñez, presidente do Walmart, o foco é inaugurar lojas de bandeiras mais populares, como Maxxi Atacado e TodoDia, na Região Nordeste, para aproveitar o crescimento da renda da população. "Nossa prioridade é atingir o publico de menor renda", disse o Núñes.

Segundo colocado no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Carrefour anunciou que pretende investir R$ 2,5 bilhões em sua expansão orgânica no País, entre os anos de 2010 e 2011. A quantia é considerada o maior investimento feito pela rede francesa desde que começou sua operação no Brasil, em 1975. Para o Carrefour, o Brasil, onde possui lojas em 18 Estados, representa a terceira maior operação da rede no mundo. De acordo com a companhia, o valor será aplicado na inauguração e reformas de lojas, além da construção de Centros de Distribuição (CDs) e a abertura de sua loja virtual, prevista para o primeiro semestre deste ano. Conforme a rede, o foco dos investimentos ao longo deste ano será o fortalecimento de suas bandeiras nas Regiões Norte e Nordeste brasileiras, por causa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) das regiões e do aumento de renda das classes emergentes. Para o período, a empresa pretende continuar a investir na bandeira Atacadão, que vende tanto no atacado como no varejo (atacarejo).

A briga pelo consumidor brasileiro, disposto a aumentar seus gastos, animou as grandes redes de supermercados a programar investimentos pesados para os próximos anos.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), o Carrefour e o Walmart, anunciaram ontem gastos bilionários na ampliação de suas redes. Somados, os investimentos das três gigantes do setor totalizarão R$ 9,7 bilhões nos próximos anos.

Mais agressivo, o Pão de Açúcar investirá, de 2010 a 2012, cerca de 70% mais do que no último triênio. Serão R$ 5 bilhões em 300 lojas, reforma de unidades e expansão em drogarias e postos de gasolina, segundo Enéas Pestana, vice-presidente executivo de Operações do grupo. "Vamos ampliar nossa atuação onde pudermos usar nossa plataforma de vendas", garantiu.

Em segundo lugar no ranking supermercadista, os franceses do Carrefour investirão R$ 2,5 bilhões em seu crescimento orgânico no País no biênio 2010 e 2011. A quantia é considerada o maior investimento feito pelo grupo em 35 anos de operação no País.

Para a rede, a importância da subsidiária brasileira é determinante para os resultados globais da companhia. O Brasil é o terceiro maior mercado para o Carrefour no mundo. De acordo com a empresa, o foco para o seu crescimento serão os mercados das regiões Norte e Nordeste, onde se espera uma disputa ferrenha com o Pão de Açúcar.

Também interessada no crescimento do poder aquisitivo das classes C e D no nordeste, o Walmart pretende injetar cerca de R$ 2,2 bilhões em seu plano de crescimento neste ano no mercado interno.

Segundo Héctor Núñez, presidente do grupo no País, o foco é inaugurar lojas de bandeiras mais populares, como Maxxi Atacado e TodoDia, para aproveitar o crescimento da renda da população. "A prioridade é atingir o público de menor renda", disse.

Para o professor Nuno Fouto, do Programa de Administração do Varejo (Provar), o interesse das empresas em aumentar os investimentos neste momento deve-se à capacidade do País de crescer. "Existem regiões onde essas empresas ainda não atuam e que, geralmente, são mal cobertas por redes menores", disse.

Fonte: DCI

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lucro do Google supera expectativas e atinge quase US$ 2 bi

da Reuters, em San Francisco

A receita do Google no quarto trimestre cresceu 17%, superando as estimativas de Wall Street, à medida que anunciantes e internautas recorreram ao buscador durante a temporada de compras de final de ano.

Mas a receita do Google ficou no piso da faixa estimada por alguns investidores, e suas ações caíram cerca de 5% no pregão eletrônico nesta quinta-feira.

A receita trimestral do Google, maior buscador da internet em todo o mundo, totalizou US$ 6,67 bilhões, acima dos US$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2008.

O Google teve lucro líquido de US$ 1,97 bilhão, ou US$ 6,13 por ação, nos três meses encerrados em 31 de dezembro.

Em igual período do ano anterior, o lucro foi de US$ 382,4 milhões, ou US$ 1,21 por ação, quando a companhia contabilizou uma perda de US$ 1 bilhão pela reavaliação do valor de seu investimento na AOL e na provedora de serviços sem fio Clearwire.

Excluindo itens extraordinários, o Google teve lucro por ação de US$ 6,79, contra previsão média do mercado de US$ 6,48, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

Rio Bravo compra ações da Multdia

Com um aporte de R$ 25 milhões, a Rio Bravo Investimento adquiriu uma participação acionária da empresa potiguar Multdia. O negócio – feito através do Fundo Rio Bravo Nordeste II – foi anunciado ontem e, a partir da próxima semana, algumas mudanças já devem ser iniciadas na direção da empresa, com a inclusão de novos cargos e mudanças no formato administrativo.
Alex Régis
Eduardo Patrício permanece na direção da MultdiaA Multdia, fabricante dos produtos com a marca Nutriday e que comercializa também a Nutrilar, é a uma das maiores empresas de alimentos do Nordeste, com receita anual de R$ 100 milhões. Tendo à frente o empresário Eduardo Patrício – que apesar da mudança permanece no cargo de diretor da empresa - a carteira de clientes da Multdia é composta por mais de 12 mil estabelecimentos comerciais nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Segundo declarações de Patrício, repassadas através de sua assessoria de imprensa, a decisão pela Rio Bravo foi tomada pela qualidade do Fundo e, principalmente, pela visão comum de longo prazo quanto à necessidade de crescimento e ampliação do negócio. Através do celular, a reportagem tentou contato com o empresário para que comentasse o negócio, mas ele não atendeu as ligações na tarde de ontem.

Paulo Silvestri, diretor da área de Private Equity da Rio Bravo, explica que as conversas com a Multdia foram iniciadas há cerca de seis meses. E comenta que, a partir de agora, há um alinhamento do trabalho do Fundo e a empresa para atingir um patamar mais alto. “Prova deste alinhamento é que Eduardo (Patrício) continua como diretor da empresa e eu assumirei o conselho da Multdia”.

Por uma questão estratégica, Silvestri não revela a fatia da participação da Rio Bravo na Multdia, mas garante que a participação é “relevante”. “Tanto que vamos participar ativamente da gestão”. Uma das mudanças é justamente a criação de um conselho da empresa ao qual se reportarão comitês que vão agir em áreas específicas como estratégia de comercialização, criação de produtos e controle de custos. Um diretor financeiro, ligado a um grande fundo, já foi selecionado e começará a trabalhar na empresa.

“Passo a passo, vamos implementando medidas de gestão e melhorando a atuação da empresa”, explica Silvestri. Ele acrescenta que, para o consumidor, as marcas continuam as mesmas. Porém, com as mudanças administrativas, o objetivo é buscar novos mercados e criar produtos.

Investimento

A aquisição da Multdia é o segundo negócio do Rio Bravo Nordeste II. O outro investimento em uma empresa de tratamento de água na Bahia. Com R$ 140 milhões, este é o maior Fundo de Private Equity já estruturado pela gestora. Paulo Silvestri revela que existe intenção de, em 2010, sejam executados cinco ou seis investimentos.

O segmento de foco da Rio Bravo são indústrias do setor de alimentos, empresas da área educacional, turismo e energia. “Temos a possibilidade de criar uma carteira de investimentos bastante diversificada”.
Private equity
Os Private Equity – uma das linhas de atuação da Rio Bravo – são uma espécie de fundo que compram participações em empresas, levantando recursos de instituições. Segundo informações da assessoria da Rio Bravo, antes de escolher onde investir, os fundos fazem uma análise minuciosa das empresas chegando, às vezes, a analisar 60 empreendimentos. Depois, eles entram na gestão, sugerem melhorias, aplicam ações para o desenvolvimento da empresa. Para colher seus lucros, após cerca de cinco anos, o fundo vende sua participação na empresa que, após as mudanças estará valendo duas vezes ou mais no mercado.

Restaura Jeans abre sua segunda loja no Nordeste

Portal Varejista
A Restaura Jeans – rede com mais de 200 lojas franqueadas que oferecem serviços de tingimento, costura, customização e limpeza de roupas; renovação, customização e cuidados com peças de couro – está inaugurando sua segunda loja na Região Nordeste, desta vez em João Pessoa, capital da Paraíba.
Sempre ligadas às tendências da moda e preocupadas em trabalhar de maneira dinâmica com o público, as sócias Norberta Dorand de Alcantara e Kátia Cilene Brasil de Araújo contam por que optaram pela Restaura Jeans no mercado de franquias: “Inicialmente, o que mais chamou nossa atenção foi o diferencial apresentado pela marca, como o mix de serviços oferecidos para os clientes”.
De acordo com Kátia, não existe na Paraíba nenhuma loja que reúna todo o mix que a Restaura Jeans oferece, com toda a qualidade e tecnologia que norteia os serviços da rede. “Além disso, estamos instalados em um bairro privilegiado, próximo de bancos, restaurantes, farmácias, lojas de roupas e de informática, ao lado do segundo maior shopping center da cidade, premiado com o visual da orla marítima – na Praia de Manaíra”, destaca.
Para elas, o novo layout da Restaura Jeans aproxima ainda mais o cliente da loja. “Também demonstra modernidade e proporciona ao cliente visão ampla do conjunto de serviços que lhe são oferecidos, transmitindo credibilidade e profissionalismo”, afirma Norberta.
A nova loja oferece todos os serviços do mix da Restaura Jeans: tingimento e customização de roupas e tênis; restauração, renovação e customização de artigos de couro e lavanderia. Em breve, as franqueadoras planejam disponibilizar também o sistema de delivery, que proporcionará ainda mais conforto à clientela.
Para a inauguração, elas prepararam uma superpromoção: 10% de desconto no tingimento em qualquer cor da Restaura Jeans. Além disso, toda quarta-feira, a barra simples e original de jeans sai com 20% de desconto.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

NRF 2010 - Entregue o que prometeu

Todo evento possui temas brilhantes e recorrentes e temas emergentes, sutis e periféricos. Gosto mais dos últimos. Mas primeiro vamos ver os temas e conclusões que surgiram na primeira camada de reflexões da NRF 2010:

- A conscientização de que, durante a crise, o poder do consumidor aumentou. Não apenas em função das redes sociais e ferramentas tecnológicas, mas porque ele se tornou difícil e menos propenso ao consumo. E, sabemos, desinteresse aumenta o poder. E este poder significa que ele quer mais por menos. Importante: não quer só o menos;
- A reflexão de que algumas mudanças de comportamento vieram para ficar;
- A curadoria de supply chain, que inseriu diminuição de estoques e depuração da amplitude e profundidade do mix. Por que precisamos de tantas alternativas no final das contas?
- Multicanal ainda é assunto, porque ainda não está resolvido. O processo de check-out na internet, por exemplo, não entrega a segurança que o consumidor busca. Falta também sincronicidade de movimentos multicanal, o que, na opinião de varejistas, não é possível. Por exemplo, o mesmo preço nos diversos canais;
- No Brasil e nos Estados Unidos há muita discrepância entre o discurso e a prática. Se uma marca promete deveria entregar;
- Na crise braba, as marcas esquecem os outros ativos. Sobrevivem: preço, desconto, promoção. E é isso. E, lá no canto da loja, os funcionários se viram como podem já que os investimentos em treinamentos cessam;
- Venda soluções e não produtos;
- A apresentação do CEO da Tesco valeu a viagem, pela coerência, magnitude, profundidade e integração entre teoria e prática, promessa e entrega. Um europeu foi o show no maior evento norte-americano de consumo;
- O Brasil virou cool. A população, os esportes, a cultura e a natureza sempre foram. Agora chegou a vez da economia.
E entre os temas emergentes e sutis na segunda camada de reflexão de varejistas:
- As pessoas e suas necessidades começam a suplantar processos e métricas;
- O que diferencia uma empresa é a criatividade aportada em sua oferta de valor;
- Causas e senso de finalidade comprometido são os modelos de negócio que irão fazer diferença;
- Cai a ficha da relevância da conectividade, colaboração e redes sociais;
- Mobile é um desafio a que se dedicar: m-marketing, m-commerce e m-operation;
- O tal foco no consumidor (consumer centric) tem sido foco na loja e na marca (store and brand centric). Não dá para ser focado no consumidor com ações que nascem dos escritórios centrais. Esta estratégia precisa ser gerida em cada loja, os clusters devem ceder lugar ao olhar local. Está na hora do gerenciamento de categoria tornar-se gerenciamento do consumidor;
- Transparência é a palavra que falta na atitude das marcas, o que o consumidor está de joelhos implorando;
- Crie memórias com seus movimentos de marca;
- Sustentabilidade: “Algumas poucas pessoas, em alguns poucos lugares, fazendo algumas poucas coisas, podem mudar o mundo".
Resumo da ópera por Alcir Gomes Leite da DM9DDB: entregue o que prometeu. E você terá um consumidor pra chamar de seu.

Beth Furtado - Consumo e Inovação

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

De carro novo: marcas estão com promoções para quem quer um zero

Info Money Pessoal

Para incentivar os consumidores a não deixar de lado o sonho do carro zero, além dos lançamentos, as marcas realizam promoções. Assim, quem puder, além de pagar menos na hora de comprar eletros nas liquidações típicas de janeiro, também pode aproveitar para trocar o carro.

A Chevrolet e a Citroën estão com campanhas promocionais para os consumidores neste ano. Ou você opta por dar uma entrada de R$ 85 no financiamento do veículo ou escolhe uma viagem a Paris.


0,85% ao mês de taxa, redução de 85% nas prestações


Em comemoração aos 85 anos da Chevrolet no Brasil, a marca está com a promoção Pacote 85. Até o dia 12 deste mês, o consumidor pode escolher qualquer modelo zero quilômetro da marca com condições especiais de pagamento.


Pela promoção, o veículo pode ser financiado com entrada a partir de R$ 85, redução de até 85% nas parcelas até o fim deste ano e com taxas de juros a partir de 0,85% ao mês.


Além disso, os preços de alguns modelos também estão mais baixos.


Porém, é preciso atenção, porque a condição especial pode variar para cima, dependendo do veículo e da concessionária. Dessa forma, tanto os juros como a entrada podem ser maiores.


Paris quase de graça


Na Citroën, quem comprar qualquer modelo ou versão zero quilômetro da marca ganha uma viagem a Paris. Toda a rede de concessionárias da marca está realizando a campanha desde o primeiro dia do ano até o dia 31 deste mês.


Após a compra e emissão da nota fiscal, o consumidor terá direito a uma passagem aérea para o trecho São Paulo-Paris-São Paulo ou para o trecho Rio de Janeiro-Paris-Rio de Janeiro. O voo será pela empresa TAM, na classe econômica.


As passagens deverão ser utilizadas nos seguintes períodos, exceto em feriados nacionais ou locais, alta temporada e fins de semana prolongados: de 23 de janeiro a 16 de junho; de 18 de julho a 11 de agosto; de 19 de setembro a 8 de dezembro; ou de 23 de janeiro de 2011 a 30 de abril de 2011.


As taxas de embarque não estão incluídas na passagem e são de exclusiva responsabilidade do consumidor. Além disso, a Citroën avisa que não haverá reembolso de qualquer valor pela utilização das passagens.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ninguém negocia com inimigo

Evaldo Costa

Você negociaria a compra de um bem com um inimigo? Pouco provável, não é mesmo? Muitos consultores de vendas não percebem que precisam desenvolver afinidades antes de quererem vender algo ao cliente.
Aliás, boa parte dos clientes somente decide pela compra quando passam a acreditar no vendedor. O tempo que leva para consolidar o elo de confiança dependerá de muitos fatores, a exemplo, da reputação da empresa, da marca, do profissional de vendas, da forma como o cliente foi abordado etc.
Tudo que a maioria dos consultores de vendas deseja é vender o produto. Ele sabe que, quanto mais vendas fizerem, maiores serão os seus ganhos. O que poucos sabem é como agir para que as vendas se maximizem. Naturalmente, o passo mais estressante do processo de vendas é a negociação, justamente a que antecede o fechamento. É nesta fase que os vendedores menos experimentados pensam perder a venda. Com um pouco de reflexão, eles descobrirão que chegaram à negociação de maneira “forçada”. É como se o médico quisesse fazer o parto antes do tempo. Poderá até conseguir, mas não sem prejuízo para o bebê.
Os profissionais de vendas sabem ou deveriam saber que a meta principal para a conclusão de uma venda é escalar com segurança e sabedoria cada degrau do processo de vendas. Se ele tentar pular algumas fases poderá até, com um pouco de sorte, realizar a venda, mas os riscos de perdê-la serão tão grandes, que não vale a pena tentar.
Você já tentou escalar uma montanha íngreme? Se já fez algo do gênero, saberá que dar passos firmes e manter-se atento às possibilidades de queda é o mínimo necessário para alcançar o topo. Você só chegará lá se for capaz de superar cada pequeno obstáculo que encontrar pela frente. Além disso, para ser bem sucedido na escalada é fundamental estar atento aos primeiros passos, até se acostumar com o terreno. Se tentar subir muito rápido no início da jornada, poderá deparar-se com terreno minado, levar uma queda inesperada e ficar impossibilitado de continuar.
O mesmo ocorre com o processo de vendas. O consultor bem sucedido sabe que é preciso superar cada etapa da venda para que as partes se conheçam melhor e se beneficiem com o melhor acordo possível. É preciso ter em mente que o fechamento da venda é fruto do início de seu relacionamento comercial - ambas as partes devem descobrir a melhor forma de “trabalhar e ganharem juntos”.
Normalmente, em uma venda, os dois (cliente e vendedor) ganham ou ambos perdem. O que você prefere? Ganhar com ele ou ganhar dele? Você pode até dizer que o mais importante é ganhar sempre. Mas, é bom ficar atento, pois para triunfar na profissão não basta ganhar a qualquer custo, é preciso ganhar certo para ganhar sempre.
* Evaldo Costa - Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil. Escritor, consultor, conferencista e professor. Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”.
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com


sábado, 24 de outubro de 2009

Marketing pessoal: você é um produto

Por Fabiano Parreiras*
Somos produtos a ser adquiridos de diversas formas, a todo instante. Precisamos nos vender para nosso dentista, para nosso patrão, para a esposa ou o marido, para os filhos. Desempenhamos “papéis” sociais que poderiam ser administrados como se administra uma marca qualquer. Precisamos comunicar quem somos – nossos valores, nossa missão e nossa visão. Esta comunicação construirá, perante os diferentes grupos sociais dos quais fazemos parte, uma determinada imagem a nosso respeito. Seremos valorizados por estes grupos de acordo com esta imagem. Podemos valer muito, ou pouco.Frequentemente sou procurado por pessoas com dificuldades para elaborar um bom currículo, enfrentar uma entrevista de emprego ou, simplesmente, manter-se num emprego. Muitos universitários não conseguem planejar suas carreiras. O que digo a estas pessoas é: Imagine que você é um produto! Sua roupa é a sua embalagem e seu currículo é seu folder.A partir daí, as coisas ficam mais claras. Todo mundo sabe que o objetivo de um folder não é vender um produto, mas chamar a atenção de um cliente em potencial. Fazê-lo querer conhecer o produto. No caso do currículo, agendar uma entrevista. E na entrevista, o que fazer? A resposta é: Desempenhar o papel de um vendedor de alto nível. Demonstrar que o “produto” que está sendo oferecido apresenta boa aderência às necessidades do “comprador”. Para conseguir fazer isso, não basta dissertar sobre as qualidades do “produto”. É importante questionar, levantar as necessidades do “cliente” e encontrar aquelas que o seu “produto” consegue atender com excelência.Todo mundo conhece os 4 P`s do Marketing – Produto, Preço, Promoção e Praça. O Marketing Pessoal deve tratar estes mesmos aspectos do indivíduo. O preço, segundo Kotler, deve ser formado considerando o custo operacional (custo de vida), a concorrência e o valor que o produto pode agregar para o cliente. A Promoção cuida da comunicação, da rede de relacionamentos, etc. O “P” de Praça se refere aos pontos de venda e aos métodos utilizados para vender o produto. Se o produto for vendido para o consumidor final, há de considerar que o consumidor compra por impulso. Para uma organização empresarial, a venda deve ser mais técnica.Para analisar a questão de forma mais ampla, abordemos o tema “Planejamento Estratégico”. Quando faço palestras sobre Planejamento Estratégico para estudantes de administração ou jovens executivos, sempre pergunto: Qual é a sua declaração de Missão? E a sua declaração de Valores? Você conhece a sua concorrência? Conhece bem as necessidades dos seus clientes em potencial? Você já tem metas estabelecidas para os próximos cinco ou dez anos da sua carreira? Sabe em que deve investir o seu dinheiro? Já montou um Planejamento Estratégico para o produto que você quer vender: sua mão de obra?Assim como todo produto, nós também nascemos, crescemos, atingimos um estágio de maturidade, entramos em declínio e morremos. Em qual estágio você está? Conseguirá reinventar-se várias vezes como a Coca-Cola, ou não?“Gestão de Marcas” também é um assunto cada vez mais discutido porque a percepção que as pessoas têm das marcas exerce grande influência na hora da compra. E no Marketing Pessoal, a marca é o seu nome. Administre este patrimônio com todo o carinho que ele merece!* Fabiano Parreiras é e sócio-diretor da UNICO Consultores e tem MBA em Gestão Empresarial e Marketing.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Google anuncia serviço de venda de livros digitais para 2010

IDG Now!
O Google lançará uma nova plataforma para a venda de livros online. O serviço, que se chamará Google Editions, possibilitará que os consumidores leiam os livros em qualquer dispositivo que contenha um navegador, de smartphones a leitores de e-books.
O Google Editions deve entrar no ar no primeiro semestre de 2010., segundo informou a o New York Times. Durante o anúncio feito nesta quinta-feira (15/10) na Feira de Livros de Frankfurt, na Alemanha, o diretor do programa de parcerias do Google, Tom Turvey, disse que o serviço contará inicialmente com cerca de 600 mil livros.
“Nós não estamos focados em um leitor dedicado ou em um aparelho específico”, disse Turvey. As publicações compradas pelo serviço poderão ser acessadas de qualquer navegador web, seja em smartphones, netbooks ou mesmo desktops. Após ser acessado uma vez, o livro ficará disponível para ser visualizado offline.
O preço de cada livro será definido pelas editoras. As publicações também poderão ser compradas em livrarias online como a Amazon e Barnes & Noble, e depois serão armazenadas pelo Google.
Atualmente, o mercado de e-readers (leitores de livros eletrônicos) é dominado pelo Kindle, da Amazon. O dispositivo foi desenvolvido tanto para a leitura de e-books quanto para jornais e revistas digitais. No dia 7 de outubro, a loja anunciou que distribuiria o aparelho para mais de 100 países, incluindo o Brasil.
Além da Amazon, outra livraria que lançará um leitor dedicado para livros digitais é a Barnes & Noble. A companhia anunciou para novembro, nos Estados Unidos, um aparelho que utilizará o sistema operacional móvel Android, desenvolvido pelo Google.
O Google Editions será a primeira tentativa da empresa de lucrar com publicações. Desde 2004, a companhia investe no Google Books, o serviço que permite pesquisa em livros digitalizados em parcerias com editoras.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dia das Crianças foi melhor data para comércio neste ano, diz Serasa

Valor Online
O aumento das vendas para o Dia das Crianças rendeu ao varejo nacional a melhor data comemorativa deste ano. No fim de semana de 9 a 11 de outubro o volume de vendas aumentou 8,2% ante período equivalente de 2008, com data de 10 a 12 de outubro. Os dados foram divulgados hoje pela Serasa Experian.
Considerando o período semanal que antecede a data, de 5 a 11 de outubro, as vendas aumentaram 2,4% se comparadas ao período de 6 a 12 de outubro do ano passado. Para a Serasa, o desempenho está relacionado com a recuperação da atividade econômica no país e do restabelecimento da oferta de crédito ao consumo. O período comparado também favorece a variação positiva, pois em outubro do ano passado o país já estava mergulhado nas incertezas da crise internacional.
Na capital paulista o desempenho também foi positivo, tendo aumento 9,1% no período de 9 a 11 de outubro. No intervalo semanal de 5 a 11 de outubro o comércio aumentou 2,1%, sempre na comparação com período equivalente de 2008. O resultado geral antecipa, na avaliação da empresa, um Natal mais promissor do que o do ano passado para o comércio.

Marcas pedem socorro


Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing

Um dos traços mais marcantes de uma marca é a comunicação dela. Os comerciais de TV, um anúncio numa revista, na internet e um outdoor continuam sendo grandes responsáveis por formar a identidade de uma marca no Brasil para a grande massa. A comunicação é a face mais tangível das marcas quando não se está experimentando um produto ou serviço. Agora, imagine a cena abaixo, descrita no “Branding 101, o Guia de Gestão de Marcas de Produto”, escrito por Fernando Jucá e Ricardo Jucá e publicado com exclusividade no Mundo do Marketing. “É difícil se relacionar com uma pessoa que muda constantemente, não é verdade? Com as marcas é a mesma coisa, traços de personalidade bem definidos ajudam a trazer coerência às ações da marca e dão mais credibilidade a sua promessa central”. Mas é isso que está acontecendo com uma centena de grandes, médias e pequenas. Elas mudam a comunicação a cada hora e o consumidor simplesmente perde a identidade. Não faltam exemplos disso. As vezes, dentro de uma própria gestão. Não raro, uma campanha de varejo é totalmente diferente de uma institucional. O grande problema é que muda o Diretor de Marketing, muda a agência de publicidade, muda o ano e a marca muda. Ricardo Guimarães, da Thymus Branding, comentou sobre este fenômeno recentemente e foi direto em minha inquietação. “Primeiro é preciso entender que a marca não é da empresa, é do mercado, é uma estrutura aberta e interage com todo o público que está dentro dela. Todo mundo pode criar e melhorar a marca, mas não pode ter um gerente e um diretor que é dono da marca. Marca é uma estrutura aberta”, enfatiza. Problema é originário na falta de essênciaO grande gap entre as mudanças está justamente na comunicação. “Não pode definir a sua identidade pela estética. Tem que ser reconhecido pelo significado e pela experiência da marca. Quando você olha para uma roupa Chanel, você vê que é Chanel, não precisa ver a etiqueta”, comenta. Estamos falando de consistência de marca. Algo que está passando longe do dia a dia dos gestores ultimamente. Por isso, Fernando Jucá e Ricardo Jucá dedicaram atenção especial a este tema ao escrever “Independente de onde ela vai acontecer, a comunicação precisa sempre traduzir a proposta de valor da marca e ser facilmente reconhecível pelos seus consumidores. O fundamental é que as diferentes ações de comunicação se somem e se completem na cabeça do consumidor para a construção de brand equity”.Ao falarmos de identidade, atingimos outra questão que Ricardo Guimarães comentou em nossa conversa: a essência. Se você acompanha este editorial, vai lembrar que nas duas ultimas edições enfatizamos este assunto e, agora, ao ver mais um problema, de falta de consistência na comunicação das marcas, esbarramos mais uma vez na essência da marca. É o DNA. E se o DNA está com problemas, tem que mudar tudo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Varejo está otimista no primeiro Natal pós-crise, mas com cautela

Uma pesquisa realizada pela Fecomercio- SP com empresas de São Paulo indica que os empresários do setor varejista estão otimistas em relação ao primeiro Natal pós-crise, mas ainda mantém uma certa reserva.De acordo com a análise, 33% dos empresários vão aumentar as encomendas para o Natal e 24% dos varejistas vão reduzir. Outros 44% estão fazendo encomendas iguais ao do ano passado. Já em relação aos estoques, 39% dizem que será maior e 44% responderam que será igual ao do Natal do ano passado."Esses dados mostram um viés de alta para as encomendas de Natal, porém o varejo mantém cautela. Mesmo assim, o resultado geral é positivo, na mesma direção que o consumidor parece estar apontando nas pesquisas de intenção de compra e de confiança. Desse diálogo entre consumidor e empresários até o final do ano é que os ajustes de perspectivas serão feitos, de ambos os lados", afirma Fabio Pina, economista da Fecomercio.Segundo a pesquisa, mais de 65% dos empresários vão trabalhar com produtos direcionados à classe C, enquanto 43% para a classe B e 24% para as classes D e E.Para alavancar as vendas para a classe C, os empresários planejam negócios parcelados. Segundo a pesquisa, a maioria das empresas (64%) vai oferecer parcelamento de três vezes sem juros. Já 37% vão oferecer mais de três vezes, com pouco envolvimento de financiamento tradicional (via banco ou financeira vinculada à loja).Segundo Pina, a maioria das empresas mira nas classes B e C, não por coincidência. O público A é muito restrito e "poucas empresas podem se dar ao luxo de trabalhar apenas para esse nicho". Do outro lado estão as classes D e E, com rendas médias ainda muito baixas, o que inviabiliza um volume de negócios muito grande, ainda que o contingente populacional seja elevado. "Desta forma, trabalhar as camadas do meio da população é a estratégia vigente de grande parte das empresas. Evidentemente, com o desenvolvimento do crédito e com o aumento gradual da renda, há uma migração de interesse para as faixas C e D", informa.
Por: Folha Online

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sustentabilidade no varejo mundial

Marco Quintarelli
Do hipermercado ao boteco universitário, todo mundo está envolvido de alguma forma com o varejo. Como vitrine dos novos hábitos de consumo e transformação sócio-ambiental, o setor varejista se mostra, cada vez mais, um interlocutor importante no campo da responsabilidade social e da sustentabilidade.
Nada mais ficará impune quanto à responsabilidade pelo que se produz e pelo que se consome. A atenção, o respeito e o cuidado pelo meio ambiente deixaram de ser oportunidade e tornaram-se condição. A “prestação de contas” junto à sociedade e ao ambiente é fator decisivo para o sucesso do negócio nos tempos atuais, qualquer que seja seu business.
Na Europa, por exemplo, a pressão dos consumidores faz com que os principais varejistas mudem a sua lógica comercial para diminuir seus riscos e fortalecer a sua imagem perante a sociedade. O comércio justo, a redução da emissão de carbono, o destino das embalagens, resíduos e detritos, o controle dos recursos hídricos e o cuidado com a saúde são as bases da preocupação do varejo europeu.
Hoje as principais varejistas mundiais já possuem políticas claras e definem o posicionamento de seus fornecedores fazendo-os se adequarem não só às suas necessidades, mas principalmente as necessidades das sociedades mundiais. Novos procedimentos de produção, processamento e transporte estão surgindo e mudando os processos empresariais. Todos os integrantes da cadeia de produção e venda sabem que a sustentabilidade vai se tornar exigência básica para garantir o acesso ao mercado de consumo, e o varejo, por ser o elo entre fornecedor e consumidor, terá a obrigação de abrir estas oportunidades.
Sites em que o consumidor descobre e rastreia a origem dos legumes que está comprando, ações que visam melhorar a relação de trabalho e o consumo sustentáveis são hábitos que já incorporados por 30% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pelos Institutos Ethos e Akatu sobre sustentabilidade.
Todo o mercado brasileiro está se movimentando neste caminho, junto com o que chamamos de “Fair Trade” - o comércio justo, ético e solidário. Uma viagem rápida num caminho sem volta.
* Marco Quintarelli - Consultor de varejo e sócio-fudador do Grupo Azo

Nova Schin renova sua linha

Portal Varejista
A Nova Schin está diferente. A partir desta semana, o consumidor brasileiro encontrará todo o portifólio da marca reestilizado. Seis anos após o seu marcante lançamento, a Nova Schin ganha nova logomarca, cores e emprega de forma elegante a principal matéria-prima utilizada na fabricação das cervejas, a cevada. A mudança diz respeito apenas à comunicação visual do produto, sem qualquer alteração na formulação do sabor da cerveja.
“As mudanças reforçam atributos importantes como jovialidade, modernidade e qualidade, mas sem perder a essência da marca. Buscamos aprimorar ainda mais a percepção de qualidade, além de proporcionar maior integração da linha de produtos”, afirma Luiz Claudio Taya, Diretor de Marketing do Grupo Schincariol.
A logomarca de Nova Schin passou por um facelift, e o nome Schin ganha mais destaque. A alteração agrega dinamismo, uma vez que a palavra Schin é mais prática e sonora para os consumidores. “Schin isoladamente facilita o reconhecimento de toda linha de produtos, além de ampliar o campo visual”, explica Taya.
O dourado é aplicado de maneira mais perceptiva. Embalagens e materiais de comunicação passam a utilizar a cor laranja para destacar os produtos no ponto de venda, ativações, patrocínios e eventos realizados por todo Brasil.
A Nova Schin é encontrada nas versões lata, long neck e garrafa de 600 mililitros. A linha contempla ainda as opções 0% Álcool, Munich e Malzibier.
O site de Nova Schin também foi atualizado e apresenta informações sobre toda a linha: www.novaschin.com.br

Número de falências bate recorde do ano em setembro, diz Serasa

Folha Online
O número de falências bateu o recorde do ano em setembro puxado por micro e pequenas empresas, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Serasa Experian.
No mês passado, foram decretadas no país 89 falências de empresas --96,6% do total eram micro ou pequenas--, ante 66 em agosto.
Na análise do acumulado dos primeiros nove meses do ano, o levantamento verificou 627 decretos de falências, sendo 92,5% micro ou pequenas empresas. Vale lembrar que os empreendimentos desse porte representam 97,5% das empresas em atividade no país, de acordo com pesquisa de 2006 do Ministério do Trabalho.
O número de falências requeridas, por sua vez, atingiu o montante de 200 solicitações em setembro, com recuo de 4,8% ante agosto. Desse total, 127 foram feitas por micro e pequenas empresas (63,5% do total). Na análise mensal, o número de falências requeridas vem decrescendo desde maio, acompanhando o processo de recuperação econômica e a volta do crédito às empresas.
Segundo os analistas da Serasa Experian, se as falências requeridas estavam sendo usadas como instrumento de cobrança, agora estão voltando à sua original finalidade, retornando aos patamares pré-crise. Já as falências decretadas ainda sobem, refletindo os pedidos feitos em uma conjuntura econômica anterior.
Na comparação com setembro de 2008, quando houve o agravamento da crise, os pedidos de falência recuaram 2,4%. Já as falências decretadas apresentaram queda de 3,3%.
No comparativo entre os acumulados do ano de 2008 e de 2009, as falências requeridas cresceram 5,0%, e as decretadas caíram 16,2%. Para os analistas da Serasa, esse desempenho, além de mostrar o uso desvirtuado das falências requeridas, também evidencia que as empresas em maiores dificuldades financeiras, neste ano, conseguiram minimizar as falências com a recuperação judicial.
Com relação às recuperações judiciais requeridas, houve um crescimento de 12,8%, passando de 47 em agosto para 53 em setembro. As micro e pequenas empresas responderam por 58,5% do total.
Os analistas observam que as empresas ainda com dificuldades buscam a recuperação, a exemplo das empresas exclusivamente exportadoras, que têm mercados no exterior em recessão e enfrentam o real valorizado, perdendo competitividade.
Para os próximos meses, a expectativa dos especialistas é que as estatísticas de falências e recuperações apresentem volumes menores em decorrência da recuperação econômica, principalmente no último trimestre deste ano.

sábado, 3 de outubro de 2009

Riachuelo e Ivete Sangalo levam fãs para Las Vegas

A Riachuelo faz uma promoção em parceria com a cantora Ivete Sangalo. A iniciativa levará dois dos seguidores da artista no Twitter para representá-la na premiação do Grammy Latino em Las Vegas, EUA. Para participar basta criar um discurso de 140 caracteres incluindo @ivetesangalo e #GrammycomRiachuelo respondendo a pergunta “Caso Ivete ganhe o Grammy Latino, e você fosse escolhido para representá-la na premiação, qual seria o seu discurso?”.
Os autores dos dois discursos mais criativos – um homem e uma mulher – ganham a viagem e os que ficarem em segundo e terceiro lugares ganharão roupas da rede de lojas de departamento. As frases devem ser enviadas pelo Twitter até o dia 24 de outubro. O vencedor será divulgado pela própria cantora no microblog e no seu site no dia 25.

Display sazonal II Back to school


Esse display foi desenvolvido para Nabisco, na época da volta às aulas no mês passado. O display simula um ônibus escolar e nele está contido, na sua maioria, produtos de preparação rápida e em pequenos volumes. O ideal para garotada.
Postado por Delyse Braun - Direto dos EUA

O pior consumidor do mundo vem aí

Por Edson Zogbi*
Para quem está acostumado com marketing e tendências, assim como para o Kotler, dito “Papa do marketing”, na sua última passagem pelo Brasil, o sinal vermelho acendeu, estamos no nível de atenção máxima no marketing. Porquê? É culpa da crise? Claro que tem a ver, mas a crise financeira só é mais uma faceta (obscura) do sistema complexo que a globalização causou. O sinal vermelho acendeu porque o que vem por aí é comportamental, profundo e impactante para o mercado do consumo.
Comportamental porque se refere à um padrão global de jeito de ser que está presente em todos os jovens abaixo dos 25 anos. Está ligada à forma displicente e pouco compromissada de viver, está ligada à pouca necessidade de aparato material o seu redor. Hoje (e daqui pra frente) um jovem não precisa mais do que um computador e um celular para curtir.
Televisão? Telefone fixo? Aparelho de som? Máquina fotográfica? Filmadora? Dinossauros. Estamos falando de linha marrom, linha marrom? Até isso deve mudar de nome. E na cozinha? Microondas, geladeira e fogão, OK. Coifa? Depurador? Fora com as frituras! Máquina de lavar e secar, OK. Ferro de passar roupas? Abissal, pra quê passar roupas? E lá se vai metade da linha branca pra cucuia, como se dizia antigamente (1980). Carro? Quanto menor e mais clean melhor, de preferência elétrico, não poluente.
Pronto, chegamos no nível profundo. Tudo que polui ou exagera na extratividade do ambiente entrou na fase do desprezo deste consumidor, é a ecologia-2.0, a nova fase de comportamento em relação ao consumo consciente. Jornais, revistas e livros, cada um vale uma árvore. Imprimir ou fazer cópias em papel? Terrosismo com o planeta. Embalagens? Dá para racionalizar? Minimalismo neste setor, por favor. Dá trabalho encher e esvaziar os três lixos recicláveis (verde, azul e amarelo) todo dia. Quanto menos embalagem melhor.
Claro que o jovem menos informado tem um comportamento mais atrasado, mais destruidor, mas também ele tem menos dinheiro para detonar e tem o exemplo que vem do mais abastado, que acaba sendo copiado. Hoje já tem gente da favela pensando na silhueta, pensando em evitar a junkfood, abaixo dos 25, lembrando. E o consumidor do luxo, não se enquadra nisso? Tem dinheiro para consumir o quanto quiser. É verdade, mas repare que eles não querem o rótulo, eles não querem a bolha que os protege.
Foram gerações se isolando, se escondendo cada vez mais. Parece que houve aí um aprendizado, para melhor. Sair da bolha só depende de não ostentar - a liberdade é linda. Estes vão viajar mais, muito mais, vão experienciar mais, muito mais, mas na sua mochila não cabe muita coisa. Neste caso o crédito é a melhor companhia. Mesmo visitando os extremos - os ricos e os pobres - vemos mudanças de comportamentos, no centro, onde está a massa de consumo, ainda é mais óbvio.
É claro que sempre existirão jogadores de futebol e políticos que parecerão ETs, no seu contrasenso consumista, isso indica que as duas contracorrentes da tendência estão isoladas: ignorância e falta de ética. Impactante é a minha última palavra que aponta esta tendência, porque claramente isto derruba linhas de produção, gera excesso de estoques, cria saldos invendáveis. As indústrias têm que pensar em diminuir? Têm.
Ao mesmo tempo elas têm que pensar em inovar. O caminho para continuar é um só, este. Lá em 2006 eu escreví um artigo que circulou muito por aí. Chamava-se “Gestão da Inovação, o novo desafio do marketing”. Dele saiu meu livro: “Competitiviade através da Gestão da Inovação (Atlas 2008). E não é que o assunto está valendo mais ainda agora. O mesmo Kotler apontou numa entrevista que um CEO tem que trabalhar 25 horas por dia para lidar com isso. Solução velha para um problema novo. Aliás, não pode nem ser chamada de solução, a menos que seja pronunciada por um dono de hospital, que pretende ficar rico com os CEOs enfartados.
Conhecer este consumidor, entendê-lo, vivê-lo. Aí está o começo do trabalho do Gestor de Inovação, que pode muito bem ser um profissional de marketing repaginado, mais moderno, menos dependente da comunicação tradicional e mais planejador, estrategista. Também pode ser um engenheiro, ou um administrador, mas repito o que escreví em 2006: o desafio é para os marqueteiros, basta não se acomodar.
* Edson Zogbi – Especialista em Gestão da Inovação e Planejamento de Marketing - Diretor Geral da Poliscenário (www.poliscenario.pt) em Lisboa, empresa proprietária das redes: RCLP – Rede Colaborativa da Língua Portuguesa (www.rclp.pt, www.rclp.com.br), RCLE – Red Colaborativa en la Lengua Española (www.rcle.es) e CNIE – Colaborative Net for Innovation in English (www.cnie.co.uk). Conferencista internacional, professor e autor de 3 livros (Editoras Atlas e Profitbooks) e de 29 DVDs didáticos (Commit e Dtcom).