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terça-feira, 22 de abril de 2008

Autofagia no varejo?

O setor automotivo continua retirando dinheiro da atividade varejista e o próximo setor será a construção civil. O especialista em varejo, Eugênio Foganholo adverte que, com o incremento da renda do brasileiro, a elasticidade dos prazos, as novas de condições de financiamento e novos modelos de imóveis que estão surgindo, o lojista, o empresário do varejo tem de estar preparado para os novos tempos. Para ele, as formas de reduzir o impacto dos novos concorrentes no faturamento perpassam por estratégias que vão desde o atendimento personalizado, à maior atenção à clientela do bairro, àquele vizinho do ponto de venda, até a readequação do ´mix´ de produtos e serviços para os diversos tipos de consumidores.

Diga "não" sem magoar

Reinaldo Polito
Às vezes temos de dizer não. Entretanto, dizer não sem deixar que o outro fique aborrecido é uma habilidade de comunicação que exige diplomacia, experiência, capacidade de observação e conhecimento dos sentimentos e das reações das pessoas.A grande lição que recebi sobre esta verdadeira arte do convívio e do relacionamento talvez possa ser muito útil a você também. O mestre, provavelmente, não sabia que estava me ensinando, pois a aula foi ministrada naturalmente a partir de um exemplo prático. Eu me lembrei dessa história porque há pouco tempo fui treinar um grupo de executivos no Hotel Jaraguá em São Paulo. Ao ver o ambiente, hoje todo remodelado, me veio à mente um encontro que tive naquele mesmo local com Leonel Brizola. Eu havia sido contratado para preparar a comunicação do deputado Adhemar de Barros Filho, que se candidatara ao governo de São Paulo. Por isso, como eles pertenciam ao mesmo partido político, pedi a ele que intercedesse junto a Brizola, para que aceitasse ser o paraninfo de uma das turmas do nosso curso de expressão verbal. Era importante que ele aceitasse, pois os alunos o consideravam um dos melhores oradores em atividade no país. Fomos eu e o professor Jairo até o hotel para fazer o convite pessoalmente. Assim que terminaram a reunião do partido, o líder revolucionário veio em minha direção com um largo sorriso: "Caro professor Polito, o senhor não imagina a satisfação que tenho em conhecê-lo. O Adhemar me falou muito bem a seu respeito. Em que posso ajudá-lo?"Eu, todo satisfeito com a receptividade, fui direto ao ponto: "Gostaria muito que aceitasse o convite para ser o paraninfo das turmas do nosso curso de expressão verbal. Os alunos estão aguardando ansiosamente por uma resposta positiva, pois o consideram um dos maiores oradores da nossa história".Mantendo o mesmo sorriso ele me disse: "Professor Polito, além de ter a honra de conhecê-lo pessoalmente, o senhor acaba de me dar uma das maiores alegrias, a de ser convidado para ser o paraninfo das turmas do seu curso. Jamais vou me esquecer deste momento que me envaidece e me dá tanto orgulho. Prometo que vou caprichar no discurso para não decepcionar seus alunos e ao senhor. Quando o Adhemar falou a seu respeito e me perguntou se havia ouvido falar sobre a sua escola de oratória, eu disse a ele que já o conheço de longa data e sempre refleti sobre uma questão: como a minha vida de orador teria sido diferente se tivéssemos nos encontrado há mais tempo"."Professor, embora estejamos nos conhecendo pessoalmente agora, as referências que tenho sobre o seu trabalho são tantas que tenho a impressão de conhecê-lo há muitos anos. Pode ter certeza de que não somos estranhos um para o outro.""Esta data que o senhor marcou coincide com as viagens que programamos para esta fase da campanha. Por isso, peço-lhe que mantenha o convite de pé para que eu possa realizar este sonho que agora passa a fazer parte da minha vida -ser paraninfo de uma das turmas do seu curso."Nós nos despedimos, e o Jairo comentou satisfeito: "Puxa, que belo encontro. Viu como ele gostou do convite?! Foi só elogio o tempo todo." E eu, caindo em mim, disse a ele; "Mas, você percebeu que ele não aceitou o convite?" Demonstrou tanta consideração pelo nosso pedido que mesmo dizendo não, saímos com a sensação tão positiva como se ele tivesse dito sim.Analise bem a maneira como tem dito não às pessoas. Se concluir que não está levando em conta os sentimentos delas, procure mudar o comportamento e passe a agir com mais diplomacia e gentileza. Lembre-se de que às vezes precisamos dizer não, mas nem por isso precisamos magoar as pessoas.
Reinaldo Polito
é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares

terça-feira, 15 de abril de 2008

Petrobras publica edital com mais de 2.500 vagas

A Petrobras publicou nesta terça (15), no Diário Oficial da União, o edital do seu novo concurso público, com 2.582 vagas em todo o país: 1.517 vagas de nível médio e 1.065 de nível superior. As remunerações para os cargos de nível médio e técnico variam de R$ 1.390,35 a R$ 2.019,01. Para nível superior, são de R$ 4.453,73 e R$ 4.798,64.A inscrição deverá ser efetuada somente via Internet, no site da Fundação Cesgranrio, organizadora do concurso, no período entre 0h do dia 17/4 e 23h59 do dia 29/4 (horário oficial de Brasília). A taxa é e R$ 27 para os postos e nível médio e de R$ 40 para os de nível superior.O processo seletivo público terá de provas objetivas (para todos os cargos) e discursiva (exclusivamente para advogado júnior e auditor júnior) e exame de capacitação física (somente para inspetor de segurança interna júnior e de técnico de perfuração e poços júnior). Os exames serão aplicados no dia 18 de maio para advogado júnior, auditor júnior, inspetor de segurança júnior e técnico de perfuração e poços júnior. Os demais cargos fazem os testes em 8 de junho. Os exames serão realizados nas cidades de Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC),Fortaleza (CE), Macaé (RJ), Manaus (AM), Mauá (SP), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São José dos Campos (SP), São Luiz (MA), São Mateus do Sul (PR), São Paulo (SP), Três Lagoas (MS) e Vitória (ES).CargosPara concorrer, é preciso ter nacionalidade brasileira ou portuguesa e idade mínima de 18 anos completos, na data de admissão, ou de 21, no caso do cargo de inspetor de segurança interna júnior.Para nível médio e técnico, os cargos são de inspetor de segurança interna júnior; técnico ambiental júnior; técnico ambiental júnior - agrícola; técnico de administração e controle júnior; técnico de contabilidade júnior; técnico de enfermagem do trabalho júnior; técnico de estabilidade júnior; técnico de exploração de petróleo júnior (áreas de eletrônica, geodésia e geologia); técnico de informática júnior; técnico de logística de transporte júnior - operação.As vagas são ainda para os postos de técnico de manutenção júnior (áreas de caldeiraria, elétrica, eletrônica, instrumentação e mecânica); técnico de operação júnior; técnico de perfuração e poços júnior; técnico de projetos, construção e montagem júnior (áreas de edificações, elétrica, eletrônica, estruturas navais, instrumentação e mecânica); técnico de segurança júnior; técnico de suprimento de bens e serviços júnior - administração; técnico de telecomunicações júnior; e técnico químico de petróleo júnior.Para graduados, as funções são para advogado; auditoria (cursos de administração, ciências contábeis ou economia); economista; dentista; contador; enfermeiro do trabalho; e engenheiros agrônomo, civil, de meio ambiente, de petróleo, de produção, de geodésia, de segurança; de equipamentos (curso de engenharia mecânica, civil, metalúrgica ou sanitária) e naval.Há ainda cargos para estatístico; geofísico; geólogo, médico do trabalho; nutricionista; pedagogo; jornalista; relações públicas; psicólogo; químico de petróleo; assistente social; oceanógrafo; e analista de sistemas, nas áreas de software, infra-estrutura e processos de negócio (graduações de computação e informática, administração, ciências atuariais, ciências contábeis, economia, engenharia, estatística, física ou matemática).Os profissionais de nível médio e técnico podem trabalhar nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.Os cargos de nível superior estão nos Estados da Bahia, Pará, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul. Alguns postos têm o pólo de trabalho definido como nacional (qualquer Estado onde a Petrobras tenha unidade de negócio).

Motive a sua equipe!!!!!!!!!!!!!!



Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanece na frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores.
"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."
Autor: Roberto Shinyashiki

Justiça Federal pede fiscalização contra excesso de água em frango congelado

O Globo Online
A União Federal deverá realizar, em todo o Brasil, permanente fiscalização e combate à inserção de água nas carnes de aves congeladas e resfriadas, em carcaças e cortes, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no prazo de noventa dias. A sentença foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Federal de Bauru, Roberto Lemos dos Santos Filho, no último dia 7, mas somente nesta segunda-feira foi divulgada pela Justiça Federal.
A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a União, para assegurar o impedimento da continuidade de irregularidades na comercialização de carne de frango no varejo, bem como pedir a efetiva fiscalização no comércio de frango congelado ou resfriado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), que alegou ser deficiente. O MPF aduziu que as irregularidades relacionam-se com a injeção de água ou substâncias que propiciam a retenção de água pela carne dos frangos, e na colocação de pedaços de gelo no interior de frangos inteiros, o que influenciaria o peso do produto colocado à venda, aumentando o lucro dos comerciantes em detrimento aos consumidores.
O juiz concluiu que não ficou comprovada a efetiva fiscalização por parte dos órgãos responsáveis e eventual aplicação de sanção cabível. A União Federal, por sua vez, sustentou a impossibilidade de interferência do Poder Judiciário em assunto que entende inserido na esfera de seu poder discricionário. Para Roberto Lemos dos Santos Filho, no entanto, a União não demonstrou em momento algum eficácia na fiscalização e no método de controle da comercialização de carne de frango no varejo, congelado ou resfriado.
- O poder discricionário não está sendo exercitado de forma eficaz, pelo que resta autorizada a atuação do Judiciário para coibir a prática da ação da Administração prejudicial aos consumidores, que possuem direito à proteção garantida pela Constituição.
O MPF apresentou provas no curso da ação quanto à adulteração das carnes. "Nota-se que, nos supermercados, carcaças de frangos resfriadas são comercializadas com temperatura levemente abaixo de 0º, no início do processo de congelamento da água de constituição. Esse procedimento permite o congelamento e a retenção da água livre, de constituição da carcaça, e o integral congelamento da água incorporada no resfriamento".
De acordo com a sentença, constatou-se que o método para a fiscalização da carne de frango congelada não é utilizado por falta de regulação acerca dos padrões de tolerância pelo Serviço de Inspeção, além da falta de reagentes, moinho para tratamento de amostras, e o deficiente quadro de fiscais.
"Em razão da falta de serviço do Estado, os consumidores estão sujeitos a fraude consistente na adição de água nas carnes comercializadas" - acrescenta o documento.
Roberto Lemos determinou, ainda, a adoção, em todo o Brasil, de processo seletivo para contratação de profissionais em número suficiente à eficaz e efetiva fiscalização, com observância aos critérios da publicidade, impessoalidade e mérito, para contratação de médicos veterinários "ou de pessoal necessário e habilitado, fornecido pelos estabelecimentos-frigoríficos, enquanto não equacionado o problema relacionado com a realização de concursos para técnicos de inspeção e auditores de inspeção".

Em miniatura, shopping fica mais perto do consumidor

Valor Econômico
O trânsito recorde registrado na cidade de São Paulo nos últimos dias não incomoda nem um pouco os executivos da Urbia e a da Real Estate Partners (REP). Para eles, quanto pior o tráfego, melhor. Assim, mais pessoas procurarão fazer suas compras e buscar serviços perto dos locais em que moram ou trabalham, aumentando o movimento nos mini-shopping centers de bairro. A REP, que foi adquirida pela incorporadora Lidencorp em 2007, já constrói centros comerciais de vizinhança desde 1996.
Com um capital de US$ 10 milhões, a Urbia acaba de ser constituída por um grupo de investidores que acredita que a procura por mini-shoppings irá explodir nos próximos anos. No varejo, mais redes começam a abrir lojas de bairro no formato "express". Além dos grandes supermercados, como o Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart, varejistas dos mais variados artigos, como a Lojas Americanas e a Multicoisas (especializada em utilidades domésticas), também querem ficar mais perto dos seus fregueses.
Nos Estados Unidos, os pequenos centros comerciais, ou "street centers", estão espalhados por todo país e já existem grupos especializados na construção e administração deste tipo de empreendimento. No Brasil, e em especial nas grandes metrópoles, onde o deslocamento das pessoas está cada vez mais difícil, a indústria de mini-shoppings começa a deslanchar.
"Devemos lançar três empreendimentos neste ano", afirma Antonio Sampaio, sócio e presidente da Urbia. Segundo ele, além dos executivos que estão à sua frente, a empresa também recebeu aporte de recursos de investidores estrangeiros e da Harpia Ventures, uma empresa de participações com foco em negócios com alto potencial de crescimento.
O foco da Urbia são shoppings de rua com capacidade para abrigar de cinco a oito lojas. Sampaio prevê que exista espaço para 150 estabelecimentos neste formato só na capital paulista.
A REP nasceu vinculada ao McDonald's e à Blockbuster (que no Brasil pertence à Americanas), explica Marcos Saad, diretor da empresa. Naquela época, a empresa buscava pontos-de-venda para as duas redes. Nos últimos treze anos, porém, a empresa criou uma divisão de negócios e, hoje, a sua carteira é bastante diversificada. Entre os seus maiores clientes estão as redes de farmácias Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia, a Kopenhagem, Amor aos Pedaços, Itáu e Bradesco e a rede de cabelereiros Soho.
Em vez de construir centros comerciais para depois procurar inquilinos, tanto a REP quanto a Urbia fazem o contrário. Primeiro, analisam os locais de interesse dos varejistas para depois prospectar imóveis. "Quando inauguramos um empreendimento, 70% ou 100% do espaço já está alugado", diz Saad. A REP possui 13 Centros Comerciais de Conveniência (CCS) em operação e prevê inaugurar mais três até o fim do ano.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Boticário, Sadia e Tramontina são eleitas marcas de prestígio e reputação por consumidores

Por Bruno Mellobruno@mundodomarketing.com.br
O Boticário, Sadia e Tramontina são as marcas de maior prestígio e reputação no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, respectivamente. Homens e mulheres das classes A, B e C que moram na capital e no interior dos três estados avaliaram a qualidade de produtos e serviços das marcas, admiração e confiança, responsabilidade social e ambiental, capacidade de inovação, história e evolução das empresas.
Seis mil consumidores foram entrevistados por um estudo pioneiro conduzido pela Troiano Consultoria de Marca em parceria com a Revista Amanhã. Entraram na votação as 30 maiores empresas de cada um dos estados de acordo com um estudo da PriceWaterhouseCoopers.
As marcas brasileiras, principalmente O Boticário em Curitiba, disputaram a admiração com grupos multinacionais como Renault, HSBC e Kraft. “Ficar em primeiro lugar competindo com estas companhias significa que há um trabalho de branding consistente e que está sendo reconhecido pelo consumidor”, explica Levi Carneiro, Diretor da Unidade de Reputação Corporativa da Troiano.
Números além dos númerosA principal diferença entre outras pesquisas relativas à marca e o estudo que mede o Índice de Prestígio da Marca Corporativa – IPMC – é que são avaliados atributos tangíveis das empresas, como a qualidade de seus produtos e serviços. Este quesito foi o de maior importância para os entrevistados. Em todos os estados, foi responsável por mais de 23% do resultado final.
O segundo driver que mais influenciou no resultado foi a admiração e confiança na marca, responsável por pouco mais de 20% no levantamento geral, seguido de responsabilidade social e ambiental, capacidade de inovação e história e evolução. “De uma maneira geral, todos os critérios ficaram equilibrados, de modo que uma empresa que tenha tido destaque em uma avaliação não ficou em primeiro lugar em âmbito geral. O consumidor está de olho em tudo”, aponta Levi Carneiro(foto) em entrevista ao Mundo do Marketing.
A principal leitura a ser feita pelas empresas que tiveram suas marcas julgadas é a avaliação de sua estratégia de negócios. Segundo a Troiano, a marca da empresa e a sua reputação assumem cada vez mais um papel capital dentro de uma nova realidade de um mercado mais competitivo e mais informado. “A marca corporativa passa a ser uma espécie de chancela, de aval, de garantia para quem quer ter a certeza da boa procedência do que compra e evitar os simulacros e as imitações”, afirma o estudo.
“Esses resultados mostram se está havendo um equilíbrio entre aquilo que a empresa está promovendo, o que ela está realizando e o reconhecimento público deste trabalho. Uma empresa pode estar fazendo um excelente trabalho de responsabilidade social, mas se isso ainda não aparece da maneira como elas gostariam, não está dando conhecimento público a isso”, aponta Levi Carneiro.
DNA da marca reconhecidoAs marcas que obtiveram a melhor avaliação por parte dos consumidores ficaram no topo da maior parte dos quesitos avaliados. No Paraná, o destaque foi O Boticário. “O que chama atenção é como a empresa tem sabido evoluir de forma consistente. Ela demonstra uma grande responsabilidade social em toda a cadeia de produção, os funcionários reconhecem a saúde no ambiente de trabalho, na recompensa e a empresa nunca deixará de ser inovadora”, avalia o Diretor da Troiano.
Já a Sadia, campeã em Santa Catarina, chama atenção por apresentar a mesma marca em diversos produtos de forma única. “Eles conseguiram fazer o que chamamos de arquitetura monolítica, que dá o nome corporativo a todos os produtos. A Sadia tem um sistema muito forte de garantia de qualidade, o que significa que cada novo produto é uma bem sucedida experiência da marca”, avalia o especialista em marcas.
No quesito qualidade, não houve marca mais bem avaliada que a Tramontina entre os três estados pesquisados, com um índice de 77,8%. “O reconhecimento mais forte é com relação a sua qualidade, tanto que foi uma das mais bem avaliadas neste quesito em todos os estados pesquisados”, ressalta Levi Carneiro.
Como foi a avaliaçãoNo quesito Admiração e Confiança, o consumidor mostra o que sente em relação à empresa. Em inovação, como está sendo vista a atitude da empresa ao inovar e incorporar novidades. Qualidade de produtos ou serviços indica qual é a percepção do cliente sobre a qualidade geral de produtos e serviços. Em Responsabilidade social e Ambiental são avaliados os projetos e ações sociais e ambientais de cada organização e, por fim, no Histórico e evolução da empresa, o público diz como vê o processo de evolução e crescimento da empresa. Conheça o Índice de Prestígio da Marca Corporativa dos três mercados pesquisados.

São Paulo

Empresários potiguares participam de duas feiras em São Paulo, a Restaubar e a Feicon 2008 que traz, entre outras novidades, as soluções para tratamento de esgoto sanitário e reúso de água, que atendem construções sustentáveis. A 16ª Feira Internacional da Indústria da Construção, acontece a partir de hoje até sábado, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Salão Imobiliário de Madri

A participação brasileira no Salão Imobiliário de Madri, a partir de hoje, é a maior já realizada no exterior. O projeto do estande, organizado pelo Grupo Eugênio para reunir as empresas nacionais, recebeu R$ 4 milhões em investimentos. No estande estarão reunidas as principais incorporadoras e construtoras do País, uma grande parte do RN.

sábado, 5 de abril de 2008

Rádio na moda

Em abril as 69 lojas da Levi’s no Brasil terão som ambiente próprio. A rede estenderá às filiais a rádio lançada em outubro passado na internet. É mais uma grife que investe nesta forma de “marketing sensorial” para estabelecer uma conexão maior com a clientela.
A Levi’s instalou em sua sede um radialista, que monta a programação de acordo com as coleções da grife. A tradicional calça 501, por exemplo, inspirou um programa de rock e a linha Blue, mais ousada, um de música eletrônica. A rede segue exemplo de lojas como a Farm, que também tem rádio com músicas selecionas por um DJ, em sintonia com o tema da coleção. A Myth é outra que lançou rádio este mês em suas dez lojas.
A popularização das rádios está ligada ao custo, que se tornou baixíssimo com o avanço da tecnologia. Tudo é feito eletronicamente. Nas lojas da Addict, há inclusive um computador para que clientes possam escolher músicas e alterar a programação.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vendedor ou VendeDOR

Mello Jr.

Em pleno século da tecnologia e informação onde o mercado profissional cada vez mais necessita de todos os conhecimentos possíveis para se manter no topo, ainda vemos muita gente vendendo produtos sem sequer conhecê-los. Parece absurdo e sua função deveria até ter outro nome: vendeDOR. Isso mesmo, é ruim de doer e dói muito ver a apresentação de uma pessoa despreparada, que não conhece os produtos, não sabe onde procurar respostas e não passa segurança aos clientes, tornando-se um temor para os fornecedores (fabricantes). Preferimos chamar esse trabalhador como um vendeDOR, tudo o que faz dói e o pior é que está tão anestesiado e acomodado que nem sente mais.
Conversando sobre o assunto com um empresário, amigo meu, que estava esperando um representante comercial de uma grande empresa do setor de confecções e me propôs que eu acompanhasse, assumindo o papel de comprador para avaliar as peças masculinas junto com uma profissional que avaliaria as peças femininas.
Na hora marcada chega o representante todo suado, ofegante, descabelado, desajeitado e com uma abordagem interessante ao lojista: “Daí cara, queres ver alguma coisa?” (Ui, esta doeu, né?). O empresário olhou pra mim, sorriu e respondeu: “Não cara, hoje não tenho tempo para você”. O representante insistiu: “Como? Marcamos uma horinha para que eu apresentasse meus produtos”. “Bom até pode ser. Sua pergunta foi seu quero ver alguma coisa? Quero ver seus produtos, sua coleção, sua marca. Se esta for a proposta, podemos conversar.” O nosso representante então pegou suas malas e disse: “Tens um balcão pra gente mostrar, porque se não tens uma sala vai ter que ser no balcão mesmo.”
Doeu de novo? Nosso lojista experiente perguntou se ele poderia mostrar o catálogo antes de abrir a mala e ele respondeu: “Sim, mas é tão ruim que até não mostro.” (toing!!!!) E veja sua resposta sobre o preço médio: “Olha, sabes que depende. Tenho algumas referências horríveis que se eu te mostrar o preço médio aumenta. Prefiro mostrar as mais baratas primeiro e qualquer coisa a gente pode negociar”.
Como estávamos avaliando sua performance, mesmo depois desta abordagem dolorida pedimos para ver os produtos. A coleção estava muito legal, modelagem perfeita, valores agregados excelentes. E mesmo as perguntas básicas sobre composição dos tecidos, tipos de lavação e metais utilizados o nosso vendeDOR não sabia responder. Entretanto, nos passou que vende muito bem, pois a marca em que estava trabalhando não precisava de vendedor, bastava um tirador de pedido, por isso não era necessário se aprofundar muito nos detalhes do produto.
Infelizmente, situações como estas são muito freqüentes. O despreparo destes representantes é tão grande que os lojistas desistiram de pedir que eles treinem os vendedores das lojas para venderem melhor seu produto. É claro que algumas marcas se vendem mesmo, mas poderiam vender mais caso preparassem melhor seus representantes. Além disso, deixariam de passar a imagem de amadorismo que fica bem claro no comentário do lojista: “do que vale as empresas investirem em tecnologia, tendências e coleções se colocam tudo isso na mão de amadores!” As empresas se dizem profissionais, no entanto, não existe empresa profissional com trabalhadores amadores.
Você que está desenvolvendo a função de vender produtos da sua empresa e está lendo este artigo, responda com honestidade para consigo mesmo: és vendedor ou vendeDOR?

Mais R$ 25 bi em imóveis

De acordo com o jornal Valor Econômico, “as 21 construtoras e incorporadoras brasileiras que foram à bolsa de valores nos últimos dois anos, em especial em 2007, utilizaram os mais de R$ 12 bilhões que captaram em suas ofertas primárias para dar um salto de crescimento inédito na história da indústria imobiliária brasileira. Juntas essas companhias colocaram no mercado quase R$ 25 bilhões em imóveis novos, mais de duas vezes e meia o volume de lançamentos registrados em 2006”. Ontem, em outra reportagem, o jornal mostra que os investimentos estão deixando o eixo Rio-São Paulo e buscando as regiões Norte e Nordeste.

Adolescentes preferem passeio com os pais a um novo iPhone

Os adolescentes preferem passear com os pais a ganhar um novo Iphone. É o que descobriu uma pesquisa do eMarketer, instituto de pesquisas relativas a marketing digital dos Estados Unidos. A pesquisa “What Teens Really Want” ouviu mil jovens de 13 a 17 anos em fevereiro e descobriu que 98% deles responderiam a uma promoção que oferecesse um longo passeio com seus pais.
Outras opções receberam uma menor porcentagem, como um encontro com uma celebridade (45%), novo iPhone (34%) e uma viagem para a final do popular reality show American Idol (31%).

sexta-feira, 28 de março de 2008

Encantar clientes, fidelizá-los e vender mais?


Por Alexandre Diogo* Ouvia sempre minha avó fazer referência ao tempo de recém-casada, quando comprava nos pequenos comércios de bairro. "Era mais fácil. Se tínhamos algum problema, a gente falava com o dono e via a providência sendo tomada na hora! Hoje é tudo grande, a gente tem que falar por telefone, e nem sempre resolve. Preferia o atendimento exclusivo dos mercadinhos." – dizia. Em algumas frases ela resume com a simplicidade das avós, a evolução do relacionamento das empresas com seus clientes no Brasil, inclusive apontando para uma tendência de futuro.
Se as empresas de hoje, pequenas ou grandes, não são como as do tempo da minha avó, o que dizer então do consumidor? Desde a criação do Código brasileiro de defesa do consumidor, um dos mais avançados do mundo, há 16 anos, uma verdadeira revolução aconteceu, tornando o cliente que entra na sua loja, na sua empresa, um dos mais exigentes do mundo também. E esta exigência cresce exponencialmente a cada dia.
Não apenas as conquistas nos direitos do consumidor, mas a estabilidade econômica, que nos permite entender melhor o valor real das coisas, as privatizações, que democratizaram o acesso a serviços essenciais como telefonia, por exemplo, a abertura do mercado aos produtos importados, que forçou a indústria nacional a elevar a qualidade de sua produção, e é claro a concorrência avassaladora de um mercado globalizado, que impôs competitividade, dentre outros fatores, constituem a base da gênese deste novo perfil de consumidor.
O grande resultado disto tudo foi a comoditização. De repente, produtos e preços passaram a ser muito parecidos, e o cliente, aquele mesmo super exigente, passou a ter opção. Assim vender mais que a concorrência e em especial vender sempre para o mesmo cliente, FIDELIZÁ-LO, passou a ser um grande desafio.
Neste contexto, o grande diferencial das empresas volta a ser, como nos tempos da minha avó, o relacionamento com o cliente, fundamental para vender mais e fidelizar, não importando o tamanho da sua empresa.
Realizamos (IBRC – Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente) uma pesquisa que ouviu 1.800 pessoas em cinco capitais (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte) e no Distrito Federal entre Agosto e Novembro de 2006. Ela revela dados importantes sobre o perfil do consumidor no Brasil. A pesquisa perguntou: O que te faz repetir uma compra em um mesmo estabelecimento? Veja o resultado:
Atendimento na cabeça!
Mas se o diferencial continua sendo atendimento, o cliente mudou muito e é preciso utilizar ferramentas modernas para gerar um relacionamento, que mais que satisfaça, encante. As principais ferramentas para encantar estão baseadas em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia.
Você que é pequeno/médio empresário deve estar se perguntando: como alcançar um atendimento eficiente para o perfil do cliente exigente de hoje? Será que eu preciso mesmo disso? Será que essa tecnologia cabe no meu orçamento? Será que meu pessoal vai se adaptar a mudanças de processos e manuseio de nova tecnologia?
Eu te respondo que sim. Mais do que possível, é necessário que você se adapte aos novos tempos. Que você profissionalize o atendimento da sua empresa, não importa seu tamanho ou ramo de atividade. Lembre das palavras nostálgicas de minha avó e se pergunte como está seu negócio em atendimento.
* Alexandre Diogo é Presidente do IBRC – Instituto Brasileiro de Relações com clientes. É Médico e Administrador de empresas com MBA em Marketing. E-mail: presidencia@ibrc.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Administre as suas finanças


Grande parte das metas não alcançadas se dá por problemas financeiros. A maioria das pessoas acredita que se tivesse todo o dinheiro do mundo, alcançaria suas metas facilmente. Ok, não vamos entrar no mérito desta questão em particular! O que eu quero discutir aqui hoje é uma armadilha muito comum com relação a metas X finanças pessoais.
É comum as pessoas definirem metas da seguinte forma: “Sair de férias com a família para Miami em Dezembro”. Esta é a meta e ela fica lá dentro da cabeça ou num pedaço de papel até que Dezembro chegue e a pessoa perceba que não tem dinheiro para fazer a tal viagem. Ela então a transfere para o próximo ano, ou simplesmente esquece dela.
Outra pessoa, um pouco mais organizada, faz um planejamento. Ela define que precisa ter 5.000 para fazer a viagem. Ela então planeja guardar 500 por mês por 10 meses. O planejamento geralmente não sai como esperado. No mês 1 ela encontra uma promoção de um produto que ela desejava já há algum tempo e pensa “eu não posso perder esta oportunidade, nos próximos 2 meses eu guardo 750 para compensar”. No mês 2 ela tem um problema doméstico e precisa gastar 1.000 de emergência. E assim vai, mês a mês, ela não cumpre com o planejado e não consegue economizar o necessário para a viagem.
Qual a forma correta de lidar com planejamentos financeiros para metas então?
O ideal á fazer uma análise de hábitos. Se você normalmente não consegue guardar X por mês, não é porque você agora tem uma meta que você passará a guardar! Prometer a si mesmo que irá economizar “a partir de agora” não funciona, nós não somos bons com promessas a nós mesmos!
A melhor forma de lidar com metas financeiras é aumentar os ganhos (ao invés de tentar frustradamente reduzir gastos!). Isso vai depender muito do tipo de trabalho que você tem. Se você trabalha com vendas, será vender X a mais por mês, se você ganha por horas extras, então é fazer X horas extras por mês e assim por diante. Se você está acostumado a viver com uma determinada quantia por mês, você não mudará seus hábitos facilmente, desista desta estratégia. No lugar dela, tente ganhar mensalmente um dinheiro que normalmente não entraria e coloque este dinheiro numa poupança especial para a meta.
Dessa forma, o que você normalmente economiza para emergências e gastos extras estará lá disponível, enquanto o valor destinado para sua meta estará protegido!

terça-feira, 25 de março de 2008

Por dentro do reposicionamento da Tam

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br
No dicionário, a palavra reposicionar é explicada de forma simples. Significa posicionar novamente. Na prática, colocar uma empresa de volta ao caminho certo em direção a geração de maiores lucros - e às vezes até mesmo da sobrevivência - é um pouco mais complexo. Mas não é impossível. Que o diga a Tam. A companhia aérea é a que mais sofreu com o apagão aéreo, com acidentes e com a perda do fundador que lhe conferia um DNA mais do que único: era sinônimo de excelência.
Para a Tam, reposicionar significa voltar no tempo. Assim como muitos clientes, a empresa sentiu a necessidade de resgatar a herança recebida do Comandante Rolim Amaro, personagem marcante na história da companhia. À frente da Tam, o Comandante recebia os clientes no tapete vermelho da companhia, superou dois acidentes e levou a empresa à liderança do setor.
Depois de sua morte, em 2001 em um acidente de helicóptero, a Tam passou por diversos anos de turbulência. Primeiro o desaquecimento do mercado com os atentados às Torres Gêmeas, depois com o processo de profissionalização da empresa e, mais recentemente, com a crise do setor aéreo e com o maior desastre do setor em 2007.
Posicionar novamente a empresa, portanto, era também uma questão de sobrevivência. Em fevereiro deste ano, a companhia anunciou o seu reposicionamento. Reviu a missão, os valores, a visão, a marca e o portfólio de produtos. O foco central foi na marca, um dos maiores ativos da Tam. O trabalho de branding está envolvendo toda a companhia. À frente desta revisão estão os principais executivos da empresa e a Thymus Branding.
Para Ricardo Guimarães, sócio-diretor Thymus - empresa que também trabalha com marcas como Banco Real e Natura - a Tam sofreu como qualquer outra empresa as dores do crescimento e com a perda de seu fundador. A revisão geral tem como objetivo resgatar os princípios deixados pelo comandante Rolim e fazer a empresa ganhar valor de mercado segundo uma nova visão de atitude perante aos clientes.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Guimarães explicou como está sendo este trabalho. O site também procurou Manoela Amaro, Diretora de Marketing da Tam, desde o dia do anúncio das mudanças, em 21 de fevereiro, mas, por meio da assessoria de imprensa, a executiva não nos respondeu.
Como estava o branding da Tam?O branding é novo como disciplina, mas não como fenômeno de mercado. Quando uma empresa tem um fundador que tem o tino de negócio, ele consegue fazer a empresa crescer com uma identidade, com um jeito de ser que está muito presente na organização. Quando ele consegue passar esse jeito de ser, o DNA, a empresa se pereniza. A Tam é uma empresa que tem esse DNA. Ela tem um DNA que foi cultivado pelo Rolim sem nunca falar de branding. A nossa contribuição foi identificar essa cultura, esse jeito de se relacionar com o passageiro, com os fornecedores e instrumentalizar a Tam para poder fazer o gerenciamento disso.
Quais foram as principais barreiras neste trabalho?Foram as crises provocadas no Natal de 2006, com o apagão aéreo, e o acidente no ano passado. Mas, em momentos como estes, com a empresa sob observação para se fazer um diagnóstico, acelerou muito a identificação dos pontos a serem melhorados.
Quais são as fases pelas quais a empresa passou para chegar ao novo posicionamento?O processo de instalação do branding é sempre o mesmo. Primeiro identifica-se o ecossistema da marca, que pode ser chamado de mapa de stakeholders. A partir de estabelecido que marca vive neste ecossistema, é elaborada a essência dela, o que faz sentido e é atraente para todo esse público que participa deste ecossistema.
Depois, contextualiza essa essência no mercado, mapeando a concorrência para saber como os outros estão se posicionamento e, com os fatores de diferenciação da marca, fazemos os atributos desejados e o posicionamento. Depois, há os critérios para se fazer a arquitetura da marca, que define o uso de acordo com a gestão do ativo estratégico. Feito isso, entramos na linguagem da marca para saber como todas as expressões da marca se comunicam com seus diversos públicos e aí entramos na fase de implementação.
Essa fase de implementação já foi finalizada e vocês já estão monitorando os resultados?Ainda estamos na fase de capacitação e o monitoramento está sendo planejado. Estamos fazendo oficinas de linguagens e, em 50 dias, capacitamos 300 pessoas da Tam e parceiros, como as agências de publicidade, o pessoal de RH, a área de Marketing e os parceiros.
O que vai determinar o resgate da essência da Tam, da época do Comandante Rolim?A primeira coisa é que isso seja verdade para as pessoas que estão na companhia, que isso faça sentindo para elas. A segunda coisa é ter liderança que incorpore e seja espontânea segundo a proposta de comportamento e, terceiro, a proposta de instrumentalização. Ou seja, o desenho dos processos e critérios que fazem parte do dia-a-dia e devem estar de acordo com esta mudança. Os outros atributos são os critérios para que as pessoas possam redesenhar os processos, os relacionamentos e os indicadores de tal forma que eles passam a fazer parte da remuneração variável das pessoas e vão na direção da criação de valor de mercado. O grande indicador é o valor de mercado.
Dentro das mudanças, qual era a necessidade de mudar a marca e por que ela foi alterada?Mudar a logomarca é decorrência natural da tomada de consciência desta nova identidade. Passando por todo o processo de reflexão, olhando para a expressão visual de quem você é, percebe-se que a logomarca já não mostra mais quem é você. É comum, a partir de um processo como este, que a roupa que você usava não reflete mais a identidade da empresa.
Quais são os motivos que fazem uma empresa sair do trilho do sucesso e precisar retomar e rever a sua gestão?Em geral, a evolução das organizações é muito semelhante a evolução das pessoas. Você sabe porque as pessoas fazem terapia? Imagine: a pessoa nasce com um brilho nos olhos e uma espontaneidade linda. Aí começa a fase de tornar a criança adequada ao convívio social fazendo ela sentar direito, conversar direito e a sentar direito. Aí a criança fica super adequada ao convívio social e começa a perder o brilho dos olhos. Ela vai para a faculdade, para a empresa, e dizem tudo que ela deve fazer. Com isso, vai perdendo cada vez mais a sua originalidade e fica infeliz. Então, a pessoa precisa entrar em contato de novo com a sua identidade para ter uma nova perspectiva de satisfação pessoal.
Com a empresa acontece a mesma coisa. Mesmo com a presença do fundador, com energia, criatividade e inovação, em geral, a segunda geração, que não é o caso da Tam, chega na fase de uma gestão racional, cria sistemas, controles e padrões que permitem a empresa crescer muito. Sai do gestor pioneiro emocional e entra na do gestor racional. Mas o que acontece é que esses sistemas e padrões que controlam a qualidade começam a inibir as pessoas na sua criatividade. É a fase em que a empresa define tudo por pesquisa. É tudo muito objetivo e racional. E, na terceira fase, para a empresa sobreviver, ela precisa resgatar aquela intuição inovadora do pioneiro e a individualidade dos funcionários que deixaram de ser indivíduos criativos para serem executivos racionais.
Por isso, é preciso resgatar a sua essência para que as pessoas possam renovar a empresa. Na fase de fundador, gerencia-se a rentabilidade. Na fase do gestor racional, gerencia-se a participação de mercado, clima e satisfação. E na fase em que se tem a inovação como foco, o objetivo é a perenidade da empresa, não apenas a rentabilidade e a participação de mercado. Em geral, nesta fase, a turbulência é muito grande e o olhar é para gerar valor de mercado porque a empresa já pode ter aberto capital. Nesta fase começa a ter uma complexidade maior e há a necessidade de ter a identidade melhor formatada para ser compartilhada e, com isso, ter agilidade e inovação.

terça-feira, 18 de março de 2008

Reinvenção do Marketing Promocional

Por Elza Tsumori*
Eu sempre aprendi que devemos estar preparados para mudanças constantes do mercado e sempre mirar para atingir um alvo móvel que é o nosso cliente, consumidor, shopper... Agora, isso depende de uma mudança nossa: mudar 180º a chave virtual da nossa cabeça. E não é uma tarefa fácil.
Estamos grudados numa cultura cheia de facilidades tecnológicas e nossa natureza é buscar sempre se "aninhar em zonas de conforto" e lá permanecer como se quisesse retornar sempre ao aconchegante colo materno que tivemos na infância. Muitas vezes a gente não quer acreditar que certas mudanças vão nos atingir, seja para melhor ou pior. Dramática e romântica? Sim, mas é isso que acontece com muita freqüência. Agora, vamos transportar este pensamento para o mercado de Comunicação. Veremos que a área de Marketing Promocional está numa das melhores fases em termo de oportunidade e necessidade do mercado. Mas devemos reconhecer que as partes mais importantes (cliente e agências) não estão ainda ajustados ao novo tempo numa relação que costumamos chamar de "ganha-ganha". Então, temos muito desnivelamento, desconhecimento e desconfiança no mercado e isso acaba fazendo uma espécie de downsizing de reconhecimento numa atividade que tem tudo para ser o coach da comunicação integrada. Assim, ao assumirmos o desafio de dirigir a AMPRO – Associação de Marketing Promocional – para o próximo biênio, a decisão foi optar por um caminho mais difícil, mas que seria a única forma de fazer alguma diferença nos próximos anos deste negócio, que é tão extenso como é a própria comunicação. Chamamos de Reinvenção do Marketing Promocional e direcionamos nosso olhar para um horizonte mais distante, além de um olhar mais detalhista no aqui e agora.
Traduzido para o mercado, isso significa estudar mais, pesquisar mais, prestar mais atenção no sentido e direção que nossa atividade deve tomar nos próximos anos. Naturalmente teremos que cortar a nossa própria carne, se necessário, mas buscar muito mais um reconhecimento e lutar para conseguir uma legitimidade que tantos esperam e anseiam.
Isso abrange ações que passam pela linha da educação, conhecimento e treinamento de um lado; legislação, tributação, administração e empreendedorismo do outro. Também visibilidade de talento e profissionalismo; busca da excelência e certificação como um plus; aumentar a freqüência de divulgação e conscientização de todo o nosso trade da necessidade de uma melhor relação com as partes que compõem o setor com Ética, responsabilidade e sustentabilidade, na forma mais ampla das terminologias. É uma tarefa muito difícil, mas possível se tivermos os players e interessados do mercado ao nosso lado. Para finalizar deixo aqui um pensamento que escolhemos como "uma frase a seguir em 2008". Uma frase de Buckminster Füller (1895-1983) que foi um visionário, designer, arquiteto, poeta, autor e inventor da cúpula geodésica: O melhor caminho para prever o futuro é desenhá-lo". * Elza Tsumori é Presidente da AMPRO e sócia diretora da Companhia Ativadora de Negócios.

Carrefour coloca foco no consumidor

Colocar o cliente no centro de decisões da empresa e ter ele como foco das ações de marketing é o que todo guru nesta área propaga. Já houve até época em que a moda era dizer que o consumidor era rei. Mas, como todo discurso que não tem profundidade e não passa de um discurso realmente, a moda saiu de moda.
Antes, até o próprio Philip Kotler parecia jogar a toalha. “As empresas seriam espertas se conhecessem melhor seus clientes”, afirmou em entrevista exclusiva ao Mundo do Marketing. “Algumas empresas ficam distantes a respeito de envolver o cliente no co-desenvolvimento de novas ofertas”, sentenciou um dos maiores pensadores e responsáveis pelo desenvolvimento do marketing no mundo.
Agora, porém, a história começa a mudar. Grandes empresas como o Carrefour começam a ouvir seus clientes de forma mais efetiva. O líder do mercado supermercadista criou o projeto Cuca: Consumidores Unidos Carrefour. Na prática, a ação envolve os grupo de clientes da rede que serão consultores em busca do melhor preço, qualidade, variedade, atendimento, praticidade, ambiente de loja, responsabilidade social e ambiental.
A idéia é que as gestoras do lar possam interagir com a empresa, trocar idéias, dar sugestões e propor melhorias. Elas também terão acesso permanente à área de Relacionamento e aos responsáveis das lojas da rede Carrefour. Para Kotler, “Isto significa que as companhias podem testar novos produtos com estes clientes e ainda obter novas idéias deles. Toda empresa deve ter um grupo de clientes para lhe ajudar a ler a mente em mudança do consumidor”.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Rodrigo Lacerda, Diretor de Marketing do Carrefour, detalha o projeto Cuca, baseado em diversas pesquisas realizadas com os consumidores. Lacerda também conta sobre a retomada da multinacional a liderança no Brasil, que envolve investimento em novos pontos-de-venda, experiência na hora da compra, relacionamento com cliente, mídia digital no PDV, serviços, marca própria e consumo responsável. Acompanhe.
Por quer vocês criaram o Cuca e o que esperam dele?Identificamos, através de várias pesquisas, uma postura muito ativa do consumidor sobra a compra inteligente. Ele conhece quais são os melhores lugares para comprar, seja em termos de preço, serviço ou atendimento. Por outro lado, vimos que a comunicação do varejo ia para o lado oposto, tentando ensinar o consumidor que ele tinha algo melhor a oferecer. Então, percebemos a oportunidade de colocar o consumidor na frente da comunicação. É ele quem define o que é fazer uma boa compra.
O varejo tem tentando oferecer cada vez mais serviço. Como o Carrefour está pensando neste segmento do negócio?Esse é um dos principais pontos estratégicos que ajudou ao Carrefour a retomar a liderança do mercado, tanto na percepção do consumidor, sendo Top of Mind durante os últimos três anos, como na questão de participação de vendas. Adotamos a política de uma marca única para vários formatos e serviços.
De baixo da marca Carrefour, que até um tempo atrás era pautada pelo formato hipermercado, hoje temos loja de conveniência, com uma loja piloto no Sul, temos o supermercado, que era o antigo Champion e hoje é o Carrefour Bairro, temos postos de combustível, farmácia, turismo, banco Carrefour com diversos serviços financeiros, enfim, uma marca que comporta diferentes formatos e serviços para diferentes públicos em momentos diferentes de compra.
Como estes serviços tem participação na volta a liderança, tirando a aquisição do Atacadão?Primeiro no faturamento, pois temos mais de 100 farmácias e aproximadamente 80 pontos de combustíveis. O banco Carrefour tem mais de sete milhões de cartões emitidos e ajudam a agregar valor ao negócio e fortalecem a marca.
Além de fortalecer a marca, é preciso fortalecer o relacionamento com o consumidor, o que pode ser feito através de fidelidade. Ano passado vocês realizaram diversas promoções com o objetivo de fidelizar o cliente. O que a marca está preparando para este ano?Continuaremos com a nossa estratégia de grandes campanhas promocionais porque o consumidor quer este tipo de beneficio, além de algo lúdico e divertido que possa envolver toda a família, como o Código Mágico, que já fizemos duas edições com mais de um milhão de prêmios distribuídos. Eles geram muita interatividade e um residual muito grande também.
Mas essas ações não servem apenas para atrair os nossos clientes, mas para obter novos clientes. Esta é uma das ferramentas que utilizamos para agregar valor ao negócio porque fidelização, basicamente, é ter o preço adequado, produto certo e atendimento desejado. A base do varejo é preço, atendimento e relação com a marca. Por isso estamos entendendo cada vez mais o consumidor para poder fidelizá-lo.
E Cuca é isso porque abre mais canais de comunicação com o cliente para poder entender sua necessidade e seu desejo de uma forma completa. Além do SAC com quase 70 mil ligações por mês, temos agora o blog em que podemos prestar conta do que estamos fazendo.
Como está sendo esta experiência com o blog?Excepcional. Já tivemos mais de 100 mil acessos em doze dias de campanha. Estão sendo discutidos diversos temas sobre o Cuca, troca de receitas e todos os fatores que envolvem a compra inteligente. É também uma ferramenta de relacionamento e de aprendizado para melhorar as oportunidades identificadas.
Conveniência e preço estão diretamente ligados ao trabalho de trade marketing. Como o Carrefour tem trabalhado este tema?O nosso objetivo é que o cliente tenha sempre a melhor experiência de compra desde o momento em que entra até a hora que sai da loja. Trabalhamos com todos os sentidos do consumidor. Tem o som ambiente, toda a parte visual, as possibilidades de tocar, pegar e manusear os produtos.
Reforçamos muito todos esses espetos depois que reposicionamos a marca entre 2005 e 2006. Outro ponto é que temos reforçado é a adaptação da loja de acordo com perfil da região e do público para entregar a melhor comunicação, o melhor sortimento de produtos e os melhores preços. Temos trazido coisas novas e modernas, mas também respeitamos a cultura local e as necessidades regionais.
Qual tem sido o resultado das mudanças feitas nos canais de venda?O resultado está aí. Em vendas, somos líderes de mercado não só pela compra do Atacadão. Nos últimos dois anos, abrimos em médias 20 lojas por ano. Então, já tínhamos um crescimento orgânico muito forte. O grupo só investiu no Atacadão porque percebeu que a operação no Brasil estava muito saudável. O resultado de todo esse processo é a retomada do crescimento orgânico em termos de expansão.
O que a experiência do Atacadão tem trazido de bom para o Carrefour?Não respondo pelo Atacadão e teria dificuldade para falar sobre isso. Mas temos o formato do Dia%, que é uma rede que cresce muito. O importante é ter formatos que consigam compor todo o portfólio de consumidores do Brasil. Hoje temos um portfólio completo como grupo para poder atender a todos - cada um com uma experiência de compra diferente.
Recentemente, o Carrefour criou uma nova linha de produtos com marca própria. Qual tem sido o resultado deste negócio para o grupo?Todos os líderes varejistas dos Estados Unidos e da Europa têm como principal marca a sua própria marca. O Brasil volta a retomar este mercado com a mesma tendência. O Carrefour pioneiro foi nisso. No início, o conceito era a marca própria como alternativa de preço. Agora, reposicionamos o segmento agregando qualidade, diferenciação e variedade. Hoje, de acordo com a Nielsen, temos 45% do mercado total de marca própria.
Dentro da marca própria, estamos fazendo inovação de acordo com as novas tendências. Lançamos a linha Viver com produtos orgânicos com diversas segmentações e teremos mais inovações dentro da marca própria.
Como está a mídia digital dentro do Carrefour?Também fomos pioneiros nisso. Fechamos um acordo há aproximadamente um ano com a PRN, que é a maior fornecedora de mídia indoor, e hoje temos praticamente todas as lojas equipadas com monitores em diversos pontos da loja com sinais diferentes segmentados por setor.
Através deles passamos muito conteúdo, que é da Globosat, e comercializamos através da Globo para os nossos fornecedores e ou para outros anunciantes fazerem comunicação no ponto-de-venda. É um canal muito rico e os consumidores têm gostado demais. Para os fornecedores, é uma forma diferenciada para falar com os consumidores na hora da compra.
Como o Carrefour tem pensado no consumo responsável?Toda a empresa está envolvida. Temos diversas frentes na área de responsabilidade social, educação, saúde e temos uma série de iniciativas, como sacolas retornáveis em diversas lojas. Temos também uma linha muito grande de produtos com garantia de origem sobre não ter agrotóxicos e não ter trabalho infantil. Vamos trabalhar mais ainda nesta área e com o objetivo de comunicar essas ações de melhor forma também.

sábado, 15 de março de 2008

Oportunidades de negócios

Mello Jr.
Se você é vendedor e está com dificuldades de atingir suas metas e prospectar clientes, então mude sua postura, saia do problema e foque na solução. Procure saber exatamente quais as suas dificuldades, pois existem várias explicações e a maioria delas se converterá em desculpas; saia da área de conflito, ou seja, ficar sentado chorando não resolverá nada, vá a campo, visite cidades, empresas, ruas, mas faça isso com a intenção de observar e ver o que não conseguiu ver antes; procure conhecer o que os concorrentes fazem de diferente, não para copiar, mas para desenvolver novas estratégias, melhorar o que eles fazem e colocar o seu molho; crie e identifique uma rede de contatos que seja geradora de negócios, pois alguns vendedores têm rede de contatos para tudo menos para gerar vendas. Isso já ajudará em sua estratégia.
Vou citar um exemplo: uma empresa resolveu criar e estruturar uma área comercial devido à necessidade de gerar novas vendas, prospectar clientes, disputar e ampliar mercado. No entanto, achava que qualquer pessoa que se dissesse vendedora poderia vender seu produto, não tinha noção do era trabalhar e identificar profissionais de vendas, nem que para cada produto existe um perfil que se torna mais adequado, ou seja, antes de contratar precisamos estudar a função, o produto que irá vender, como funciona o mercado no seu segmento de negócio e quais as características e habilidades são mais importantes no vendedor para que ele possa dar retorno e resultado à empresa que o contrata. Assim, com um kit vendedor jogou sua equipe aos leões e como não havia definição de rotas ou áreas de atuação, todos atacavam todos. Não fez treinamento técnico sobre produtos e alguns não tinham conhecimento em técnicas básicas de vendas. Os resultados ficaram muito abaixo do esperado e não poderia ser diferente. Nas dificuldades resolveu mudar, criar novas estratégias, preparar a equipe de vendas, preparar a equipe de produção para uma nova demanda. Criou o cargo de supervisão de campo e foi à luta. Num determinado dia resolveu, junto com um dos seus vendedores, visitarem uma cidade pequena no interior de Santa Catarina, visita aqui e ali, uma surpresa! Além de terem vendido e bem, prospectaram novos clientes e futuros negócios. Uma cidade pequena e esquecida na maioria das vezes, porém mostrou grande potencial para seu negócio. Numa manhã a estratégia provou que era possível mudar a história desta empresa usando o método que indiquei no início deste comentário.
É claro que não inventamos nada, apenas simplificamos e fomos a campo. É no campo que a coisa funciona, este negócio de ficar no escritório tentando ganhar espaço sem tirar o ‘bumbum’ da cadeira é coisa do passado. Vá à luta e veja quantas oportunidades o mercado lhe oferece. Claro que você deverá querer ver!!
Informe-se, posicione-se, discuta e prepare-se!
Vamos refletir. E agir!!!

Consumidor

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado hoje com mais um aniversário do Código Brasil do Consumidor que completa 18 anos. A Lei do Consumidor nº 8.078, ainda é desconhecida de muitos consumidores. Eles não sabem quais são seus direitos, quando são lesados e como proceder na hora de fazer uma reclamação. Poucos segmentos são levados aos Procons.

terça-feira, 11 de março de 2008

Trabalhar sob pressão aumenta distúrbio de sono


IGOR GIANNASIcolaboração para a Folha de S.Paulo
Houve um tempo em que a cabeleireira Maria Aparecida de Souza, 49, não conseguia dormir. Ela sabia de cor toda a programação da madrugada na TV. Chegava com olheiras ao salão de beleza onde trabalha.Naqueles dias, o pior, conta, era disfarçar o mau humor. "O serviço não rendia, eu ficava com moleza no corpo e com sono, mas tinha de trabalhar."
Há sete anos, Souza começou um tratamento no Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O diagnóstico: a insônia era causada por ansiedade e depressão.
Ela foi medicada e, agora, consegue dormir seis horas seguidas -e trabalhar melhor.
Distúrbios do sono podem comprometer as atividades do dia-a-dia, pois afetam áreas como memória e concentração.
Segundo Flávio Alóe, coordenador do Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, a maioria dos casos de privação do sono da população economicamente ativa é decorrência de alguns estilos de vida.
Fazer jornadas duplas de trabalho, assistir à televisão ou usar o computador até altas horas e depois acordar cedo para trabalhar podem acarretar problemas crônicos de sono.
Os profissionais que sofrem pressão para atingir suas metas são os mais suscetíveis a esses distúrbios, sejam eles bancários, executivos ou motoristas de caminhão, diz o neurologista J. Shigueo Yonekura.Para esses trabalhadores, o estresse pode ser um dos vilões na hora de dormir. "Não leve os problemas profissionais para a cama", aconselha Yonekura.
Males
Segundo Ademir Baptista da Silva, neurologista da Unifesp, mais de 40% dos adultos nas metrópoles têm privação moderada ou grave do sono.
A insônia é a decorrência mais comum, mas há também casos de obstrução das vias aéreas durante o sono, fazendo a pessoa acordar diversas vezes. O distúrbio pode, ainda, causar males como obesidade, diabetes e doenças cardíacas.
Dormir e acordar em horários regulares e evitar cigarro, bebidas alcoólicas e com cafeína e refeições pesadas à noite podem ajudar a evitar problemas. Mas, para casos persistentes, vale procurar um médico.

RESPONSABILIDADES x PROCEDIMENTOS

Cada empresa tem um conjunto de normas que comunica aos funcionários como a Diretoria quer que a loja e a equipe procedam. Entretanto, cada loja também tem seu próprio conjunto de normas, de acordo com a maneira que o Gerente deseja que certas tarefas sejam realizadas. Por exemplo: a Diretoria exige que a aparência da loja atenda aos padrões estabelecidos, mas é o Gerente o responsável por manter a loja limpa e arrumada. Cabe a ele decidir como os vendedores farão para que esses padrões sejam atendidos.Uma das habilidades mais importantes que um Gerente precisa desenvolver é a capacidade de distinguir procedimentos de responsabilidades. Se você diz para um de seus vendedores: "Mantenha a loja limpa e arrumada", pode ter certeza de que ele sabe exatamente como cumprir a tarefa? Você só comunicou a responsabilidade, mas os procedimentos para cumpri-la também devem ser explicados. Dê uma olhada no procedimento abaixo. Repare que é tão específico que não há espaço para mal-entendidos.Responsabilidade: manter a loja limpa e arrumada.Procedimento:· Toda noite, ao fechar a loja, passe aspirador em todo o chão, da frente da loja até os fundos, inclusive sob as cadeiras e estantes com pés. Arraste sempre as araras A e B e passe o aspirador sob elas, e não apenas em volta.Você pode ter uma opinião sobre como determinada responsabilidade foi cumprida. Já os procedimentos ou são cumpridos corretamente ou não. Por exemplo: se você pedir a alguém para limpar uma área específica da loja, pode achar que isso foi feito precariamente, enquanto outra pessoa pode achar que foi bem-feito. No entanto, suponha que você peça a alguém para limpar determinadas prateleiras com uma flanela e arrumar as mercadorias nestas prateleiras alinhadas e viradas para a frente. Duas pessoas dificilmente poderiam ter opiniões diferentes a respeito de como isto foi feito.O primeiro passo para treinar sua equipe de vendas com resultados satisfatórios é colocar por escrito o máximo possível de procedimentos. Mas, se a instrução verbal for necessária, nossa dica é: seja meticuloso.

Ordem de despejo tem recorde

A piora na crise imobiliária no final do ano passado, nos Estados Unidos, está se refletindo agora. As ordens de despejos de famílias que não conseguiram pagar as prestações de suas casas atingiram um volume recorde no último trimestre de 2007. A informação é da Associação de Bancos Hipotecários do país, após registrar em dezembro, que 2,04% das hipotecas americanas estavam em processo de execução por falta de pagamento, frente a 1,69% do terceiro trimestre e 1,19% de finais de 2006. A maioria é de hipotecas de alto risco (“subprime”), conferidas a pessoas com mal histórico de crédito na época da bonança imobiliária. Diante desse quadro, o economista Murilo Portugal disse não acreditar em tese de “descolamento” e vê impacto da crise na América Latina. Portugal é vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Para ele, “a América Latina não está imune. As economias emergentes serão afetadas pela desaceleração global.”

Produtos da China

No fim de semana o Armazém Pará estará recebendo diversos conteineres vindo da China, com procelanatos, blocos de vidro e utilidades domésticas. Antes importava por Suape/PE ou Pecém/CE, mas agora vem pelo Porto de Natal. O diretor comercial, Marcantoni Gadelha, espera para todo o ano receber regularmente produtos chineses, por dispor de um representante na China que faz contato com fornecedores, para as empresas do Grupo Construbrasil do qual o Pará parte.

Crédito

Além do grupo Guararapes/Lojas Riachuelo, outro grupo potiguar vai entrar no excelente negócio da intermediação financeira. No segundo semestre, a AleSat deverá abrir uma empresa, em parceria com um banco, ferecendo crédito à clientela. Será um braço financeiro de varejo atuando em seus 1.200 postos.

domingo, 9 de março de 2008

Coca-Cola inova com embalagem do Guaraná Kuat


O Guaraná Kuat ganhou nova identidade visual com tom dourado, que caracteriza o refrigerante. A nova identidade visual celebra a evolução de Kuat, presente no mercado há dez anos e que, de acordo com o Instituto AC Nielsen, aumentou a participação nacional no segmento de guaranás em 3,3% nos últimos quatro anos.
As novas latas são totalmente douradas, com exceção do Kuat Zero. Nas garrafas Pet ou de vidro, a solução para ressaltar o dourado foi substituir as embalagens verdes pelas transparentes. As novas embalagens poderão ser encontradas em toda a linha de Kuat. A nova identidade visual foi criada pela agência Santa Clara.

Direto dos EUA: Vitrine Móvel na hora certa


Não tem quem não seja impactado quando uma dessas vitrines móveis passam por aqui. Ainda mais quando a temperatura está -18°C e o que se estar propagando é um lugar com muito sol, areia e mar. O lugar turístico chama-se Fort Lauderdale.

Consumidor tem acesso e avalia o SAC de 3 mil empresas


Com um clique no mouse e alguns toques no teclado, o consumidor agora tem acesso a todos os pontos de contato com três mil empresas brasileiras. O Guia do SAC On-line reúne os números de telefone, e-mail, site e ouvidoria das companhias divididas em mais de 50 segmentos.
Também pela Internet, o consumidor poderá avaliar o atendimento em todos estes meios de comunicação. O projeto do Grupo Padrão é resultado da digitalização do Guia Brasileiro do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), publicado anualmente pela Revista Consumidor Moderno há 10 anos. Anote o endereço: http://www.guiadosac.com.br/

Direto da Europa: Geomarketing Chinês

Prepare-se para acompanhar a maior aula de distribuição e geomarketing da história. Os chineses abrem lojas no mundo todo, em locais cada vez mais interessantes e com um mix de produtos enorme. É realmente um estilo diferente de ponto de venda, mas vendem, e como vendem.


Um senhor vivia sozinho em sua casa. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era umtrabalho muito pesado. Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
'Querido Filho,
Estou triste com sua ausência e não vou poder plantar meu jardim este ano.Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.Com amor, Seu pai.'
Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:
'PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos'
Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte uma dúzia de Agentes do FBI epoliciais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:
'Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.'
Estratégia é tudo!!!
Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis. Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.