Pesquisar este blog

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Álcool demais eleva risco de derrames, diz pesquisa


Uma pesquisa realizada na China mostrou que o consumo excessivo de álcool entre os homens aumenta o risco de derrame cerebral. De acordo com o estudo, divulgado nesta segunda-feira pela revista especializada Annals of Neurology, o número de casos de derrame entre os homens que bebem demais é 22% maior. Segundo os autores da pesquisa, quem bebe em excesso precisaria se prevenir contra o problema.
O estudo observou os históricos médicos de 64.338 homens com idades acima dos 40 anos. Nenhum havia sofrido derrame até aquele momento. Descobriu-se não apenas que o número de casos é maior entre os que bebiam demais. Mais grave ainda é o fato de que a chance de sobreviver a um derrame é menor para quem consome álcool em excesso. A mortalidade entre esse grupo é 30% maior em caso de derrame.
Os cientistas chineses consideram que "beber demais" é consumir pelo menos 35 bebidas alcoólicas por semana. A produção de álcool na China hoje é 50 vezes maior do que na metade do século passado. O alcoolismo saltou do nono para o terceiro lugar entre as principais causas de problemas mentais. O derrame cerebral é a maior causa de mortes na China -- cerca de 20% dos homens chineses são vítimas da doença.

Fonte:www.veja.com.br

domingo, 19 de agosto de 2007

Imagem da semana

Orgulho de ser BRASILEIRO

Setor de CDs e DVDs virgens não deve ser liberado para sacoleiros

O Globo Online

BRASÍLIA - O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse nesta quinta-feira que o setor de CDs e DVDs virgens não deve entrar na lista de permissões prevista no projeto que vai legalizar a atividade dos sacoleiros brasileiros que compram mercadorias no Paraguai. Segundo ele, ainda está em discussão a lista de produtos que poderão ser adquiridos neste novo regime tributário discutido na Medida Provisória 380. Rachid afirmou, porém, que ainda não há um prazo para publicação da lista e que outros pontos estão em discussão.
- Os valores permitidos nessas operações ainda não foram acordados. Esta lei visa a atender os microempresários, que faturam até R$ 250 mil por ano. Então, entendemos que poderá ser permitida ainda a importação em uma faixa de R$ 120 mil a R$ 150 mil por ano - afirmou.

sábado, 18 de agosto de 2007

McDia feliz 2007


O McDia Feliz 2007 será realizado no próximo sábado (25), nas lanchonetes McDonald´s do Natal Shopping Center e da Prudente de Morais, durante todo o dia. Em Natal, os recursos do McDia Feliz serão revertidos para o Projeto Vida, desenvolvido pela Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, responsável pela construção e a reforma das casas dos pacientes no RN.

Ocupação garantida

Além da Convenção Nacional Lojista que acontecerá em setembro, trazendo cinco mil pessoas, outro grande evento será realizado em Natal, de 10 a 14 de novembro. É o 54º Congresso Brasileiro de Anestesiologista, com expectactiva de trazer cerca de seis mil visitantes, dos quais, 30 conferencistas estrangeiros. Na verdade serão dez dias, com o feriado prolongado, elevando o faturamento da hotelaria, bares, restaurantes e outros segmentos do turismo. Ao todo seriam R$ 20 milhões deixados na cidade. Cinco hotéis já estão com a ocupação 100% garantida. A coordenação do evento ainda espera o apoio do Poder Público e de segmentos do setor privado para garantir o custo de R$ 3,5 milhões.

Política de RH

A tendência é que 2007 feche com cerca de 100 mil vagas ofertadas, nos três níveis administrativos. Uma boa fatia dos cargos, como auditor da Receita Federal, tem salário de R$ 10 mil mensais e estabilidade, “daqui não saio, daqui ninguém me tira”. O governo prepara um pacote de medidas para mudar a cara do funcionalismo público brasileiro e acabar com o dogma legal de que não serão demitidos. A Fundação Estatal de Direito Privado prevê a permissão ao governo de firmar contratos de gestão com empresas para prestação de serviços. A idéia do governo é dar maior agilidade à contratação de servidores e, principalmente, à demissão no caso daqueles que não estiverem atendendo às necessidades da administração pública.

Vivo segue perdendo mercado, mas lidera setor

Balanço consolidado da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a telefonia móvel no País, referente ao mês de julho, revela que a Vivo teve pequena perda de participação no mercado, mas mantém sua liderança. A empresa viu sua participação cair para 28,11% em julho, contra 28,35% verificados no mês anterior. Segundo a Anatel, a TIM também perdeu presença no mercado de telefonia móvel, saindo de 25,78% em junho para 25,72% em julho. A Claro, terceira colocada, avançou de 24,61%, para 24,67% em julho. A participação da Oi no número de linhas de celular subiu de 12,92%, em junho, para 13,08%. Um pequeno decréscimo foi visto na posição de Telemig e Amazônia Celular, empresas que foram recentemente compradas pela Vivo. Juntas, as operadoras regionais marcaram 4,48% em julho, contra 4,53% no mês anterior. A Brasil Telecom GSM mostrou discreta melhora, saindo de 3,53% para 3,54% na mesma base comparativa, e a CTBC Telecom Celular manteve o patamar de 0,32% registrado em junho. A Sercomtel Celular mostrou 0,08% em julho, ante 0,09% registrado um mês antes. Os dados consolidados da Anatel mostram que a base de linhas móveis no Brasil cresceu 1,74% em julho, comparativamente ao mês anterior, para 108.519.664 celulares. Do total de acessos, 80,28% são pré-pagos e 19,72%, pós-pagos. Trata-se de uma adição de 1.856.596 milhão de linhas sobre a base de junho e representa a segunda maior de 2007, ficando apenas atrás de maio, com 2.215.299 novos celulares. Quando confrontado com julho de 2006, quando o mercado brasileiro contabilizava 93.046.782 telefones móveis, a alta é de 16,62%.

Consultora dá dicas para melhorar o relacionamento entre franquias e franqueados

O relacionamento em uma rede de franquias é essencial para que o negócio prospere. Quando o franqueador tem um bom relacionamento com seus franqueados, as idéias fluem, a participação aumenta, a gestão é compartilhada e todos ganham. Com base nesta informação, a consultora jurídica Melitha Novoa Prado, especializada em franchising e relacionamento de redes, mostra em 18 dicas o que pode ser feito para evitar conflitos entre franqueados e franqueadores.

Para o Franqueador::
Tenha todos os documentos – Circular de Oferta de Franquia e Contratos – dentro da Lei 8.955/94, por escrito, claros, coerentes, deixando expressos os direitos, responsabilidades e obrigações de cada um. Somente os documentos em dia é que garantem a estabilidade da rede.:: A credibilidade do sistema deve estar sempre associada à operação, portanto, atualize e desenvolva padrões, investindo constantemente na marca e no aprimoramento do seu negócio.:: Mantenha uma consultoria de campo e suporte adequados, que realmente auxiliem o franqueado na sua operação, proporcionando acompanhamento contínuo programado.:: Escute seus franqueados, dando a eles a chance de opinar e fornecer sugestões sobre o sistema e rede de franquia.:: Invista no relacionamento saudável com a rede: pratique a negociação cooperativa e sempre crie opções para solução dos problemas:: Trabalhe por ação e não reação: prevenir e criar dá muito mais resultado do que remediar e litigar.

Para o Franqueado::
Mantenha o padrão estipulado em manuais e siga as orientações do franqueador para operar sua unidade com segurança e, assim, primar pela garantia da lucratividade. O franqueador já testou procedimentos e também o mercado, tendo experiência para levar à rede padrões que garantirão uniformidade de produtos e serviços.:: Participe de treinamentos, convenções e demais atividades que beneficiem seu aprimoramento e contato com a rede.:: Procure ler todos os comunicados do franqueador, além de se relacionar bem com os demais franqueados da rede: por meio de experiências alheias é que se aprende a não errar.:: Opine, participe, faça críticas construtivas e, sempre que possível, apresente soluções aos problemas. Você faz parte de uma rede e deve colaborar para o crescimento e aprimoramento dela.:: Procure não falar mal do franqueador ou da marca, mesmo que se sinta tentado. Além de refletir negativamente no negócio, você poderá encontrar dificuldade mais adiante numa eventual negociação. Procure resolver seus problemas diretamente com o franqueador da maneira mais saudável possível.

Para ambos::
Procurem resolver os problemas – e não agredir as pessoas.:: Não se esqueçam do motivo original da parceria: UNIÃO + MARCA+ LUCRO MÚTUO.:: A relação entre as partes deve ser de confiança pessoal, transparência e união. Respeito e admiração também são causas da parceria. :: Lutem pela sobrevivência da marca e adequação aos seus padrões atuais. Mas nunca se esqueçam de respeitar as limitações e as características de cada um.:: Procurem sempre a satisfação pessoal e profissional, que são a chave para se manterem sempre interessados no negócio.:: Não acumulem problemas: procurem solucioná-los rapidamente, sempre que possível. :: Não ignorem a comunicação e diálogo na rede, esse é o passo mais importante para o bom relacionamento.

Arisco faz promoção com Grazi Massafera


Pensando claramente nas donas que casa, a Arisco realiza promoção em que a consumidora pode trocar o rótulo de maionese Arisco, mais uma embalagem do molho de tomate Tarantella e mais um produto Arisco de livre escolha por edições das revistas AnaMaria, Minha Novela, VivaMais!, Sou+Eu ou TiTiTi. A ex-BBB e agora atriz Grazi Massafera é a estrela principal da ação.


Sloggi lança concurso mundial e site de relacionamento


A Sloggi aposta na Web 2.0 e lança seu site próprio de relacionamento (http://www.sloggi.com.br/), onde será possível fazer contatos e adicionar amigos de qualquer lugar do mundo. Como ferramenta para divulgar a maior ação de marketing da história da marca, o site “Show me your Sloggi”, foi criado um concurso mundial para eleger o casal de modelos para a próxima campanha da marca. A iniciativa visa estimular a adesão ao site, que continuará no ar mesmo após o término do concurso.
O Brasil é um dos favoritos no concurso, segundo a direção da Sloggi mundial. A competição será aberta apenas para mulheres e serão selecionadas vinte candidatas para a etapa prevista para outubro. Além de viajar para Munique, Alemanha, para a final do concurso, a vencedora da etapa brasileira fará um ensaio fotográfico com J.R. Duran e será a garota Sloggi da próxima campanha da marca no Brasil.
A escolha será feita por meio de votação e a vencedora, além de estrelar a campanha da Sloggi, ganhará um prêmio de 10 mil euros e contrato de um ano com a marca. As inscrições, gratuitas, deverão ser feitas no próprio site, onde as candidatas devem postar fotos de rosto e de corpo. Serão realizadas ações promocionais em Campos do Jordão e no Rio de Janeiro, com uma van-vitrine circulando com modelos vestindo Sloggi.


Fórum Anual de Tendências do Marketing 2007

Está marcado para acontecer, entre os dias 27 e 29 de agosto, a IV edição do Fórum Anual de Tendências do Marketing 2007 na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. Como o nome já diz, o objetivo é discutir as tendências e conceitos do Marketing e disseminá-los no ambiente empresarial e acadêmico brasileiro. A realização é da Academia Brasileira de Marketing.
Veja quem vai participar: Álvaro Coelho da Fonseca, presidente da Coelho da Fonseca, Edson de Godoy Bueno, presidente da Amil, Elcio Aníbal de Lucca, presidente da Serasa, Guilherme Paulus, presidente da CVC, Luiz Carlos Burti, presidente da Gráfica Burti, Miguel Krigsner, presidente de O Boticário, Peter Rondenbeck, presidente do Outback e Starbucks no Brasil, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, e Walter Zagari, vice-presidente comercial da TV Record.
A entrada para o Fórum é gratuita. As inscrições podem ser feitas pelo site www.abramark.com.br/forum

Só Talento não Basta!

É quase uma unanimidade a tese de que vivemos a Era dos Talentos, mas Nélson Rodrigues dizia sem muitas delongas que “toda unanimidade é burra!”
De origem latina, a palavra talentu em sua essência significa balança, peso. Também já foi moeda na Roma e Grécia Antiga e citada nas parábolas de Cristo. Conta a história que o rei Salomão gastou em seu reinado cerca de cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata para a construção de um templo em homenagem a Deus. Foi um dinheirão para a época!
Nos tempos atuais e no atual dicionário corporativo, a palavra talento logo nos lembra alguém com grande inteligência, extremamente hábil ou com alguma aptidão notável.
Mas a pergunta que não que calar é: Só talento basta?
Não. É um grande erro acreditar que uma pessoa só será a grande solução para os problemas da sua empresa. Descobrir e saber usar o seu talento é o que realmente faz a diferença. É preciso conhecimento e bom uso dos seguintes pontos.

Talento é diferente de dom.
Dom é algo todo seu e um presente que a vida lhe deu. É uma aptidão natural, genuína e que o distingue das demais pessoas sem muito esforço. É mais notado nas artes, músicas e esportes, mas também podemos pensar nas pessoas que parecem que nasceram para liderar, negociar ou vender. Dom é um talento nato, mas nem todo talento é um dom. É bom deixar claro que todos têm talento ou alguns talentos, mas que esses talentos precisam ser descobertos e, principalmente, desenvolvidos. Os iluminados são os que desenvolvem e aperfeiçoam constantemente seus dons, esses são quase imbatíveis, mas não são a maioria.

Iniciativa e criatividade.
Talento sem ação não gera realização. São suas iniciativas que abrem portas para novas oportunidades. A iniciativa é um dos ingredientes que não pode faltar na receita dos vencedores. O verdadeiro talento não fica à espera de que as coisas aconteçam, cria soluções, agrega valor ao ambiente e sabe que velhas soluções não são mais a garantia de sucesso no presente. O talento não tem preguiça, nem medo de ser feliz. Pessoas talentosas, mas sem iniciativa e criatividade se consideram injustiçadas e de pouca sorte. Pessoas pouco talentosas, mas com iniciativa e criatividade assumem a responsabilidade pela sua própria vida e não ficam à espera da oportunidade passar. Elas criam uma.

Foco e execução.
Para a grande maioria das pessoas sob todos os aspectos ter foco não é algo natural e de fácil execução. No campo emocional, poucos são os que têm o foco nas coisas de forma positiva e acreditam verdadeiramente que pode dar certo. A maioria parece já nascer conformada quando tudo dá errado. No campo corporativo, foco é lidar com o que mais importa e execução é descobrir maneiras para fazer acontecer. O talento deve ter poucas metas e atividades, mas é importante se entregar de corpo e alma na execução dessas tarefas. Saber dizer não quando necessário e terminar as atividades que se propõe a fazer. Ter talento não o qualifica a fazer várias coisas ao mesmo tempo, pois ao final os resultados podem depor contra você.

Relacionamento e Equipe.
O talento pode ganhar um jogo, mas não ganha o campeonato. O talento nasceu para servir, não para ser servido. Veio ao mundo para cooperar, compartilhar, ensinar e aprender. Sente prazer em se relacionar com outras pessoas e sabe que ninguém na história mundial fez algo sem uma grande equipe do lado. Talento acompanhado de arrogância é um passo para o fracasso. Uma pessoa talentosa, que não se relaciona com as pessoas certas e não faz uso do poder da equipe, é só uma promessa.

Integridade e responsabilidade.
Vale a pena ter um craque de bola, mas que vive na balada, perde treinos e desagrega a equipe? Talento sem honestidade e caráter de nada vale. A irresponsabilidade e falta de integridade afundam empresas, acaba com qualquer carreira e não sustenta o sucesso a longo prazo. Não vale a pena mascarar o talento, encobrir seus defeitos ou varrer os problemas para debaixo do tapete porque alguém faz algo muito melhor do que o outro. Manter uma pessoa talentosa na empresa que seja irresponsável e desonesta é como guardar uma bomba relógio que a qualquer hora pode explodir e destruir o alicerce de qualquer estrutura.

Aprendizado permanente.
Aqueles que se julgam talentosos têm um sério problema: gostam de aprender, mas não gostam que ensinem. Por saber muito e por ter consciência disso pensam que são poucos os que sabem mais do que ele. O verdadeiro talento é humilde na hora de aprender e ensinar. Faz do aprendizado uma forma de vida e sabe que sempre existe alguém que sabe mais do que ele em determinado assunto e não sente necessidade de ser um especialista ou ter opinião formada sobre tudo. Compreende que seus talentos precisam sempre ser lapidados e que crescer na carreira e na vida é sempre uma conseqüência de boas ações no presente. Não vive se lamentado do passado ou sonhando com o futuro.
A chave de tudo é saber que o presente é sempre o momento certo para aliar talento e ação, teoria e prática e assim ser o grande criador do enredo da sua própria vida.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

MOTIVE SUA EQUIPE


Brilho...Uma luz, apenas, pode fazer uma grande diferença quando temos somente escuridão em volta.Quando você acende uma luz numa sala iluminada, a diferença é mínima. Mas quando você acende uma luz numa sala que estava totalmente escura, você modifica de forma significativa o ambiente.A luz revela possibilidades. Ela faz os obstáculos parecerem menos ameaçadores.A luz deixa as situações mais claras e fáceis de resolver.Quanto mais você estiver rodeado de negatividade, maior será o impacto de manter-se positivo.Apenas uma pessoa que insista em dizer "sim, vamos conseguir", e que de forma contínua trabalhe para fazer as coisas acontecerem, alcançará resultados magníficos.Se você só consegue sentir energia negativa à sua volta, encare isso como uma oportunidade.Considere a diferença que você pode fazer com seus pensamentos e suas ações positivas.Acenda a sua própria luz, e aqueles que estiverem por perto não poderão deixar de enxergá-la.E quanto mais escuro estiver à sua volta, mais a sua luz brilhará.

Saraiva negocia compra da Siciliano e mix deve mudar

Valor Econômico
O grupo Saraiva confirmou ontem que está negociando a compra de todos os ativos da tradicional Siciliano. O pacote inclui uma rede de livrarias com 62 lojas, sendo dez franquias, uma editora, com três selos, e uma loja virtual. "Queremos confirmar ao mercado nosso interesse", disse, ao Valor, João Luís Hopp, diretor financeiro e de relações com investidores do grupo.
"Porém, não há data para a negociação acabar nem garantia de que chegará a um bom termo", observou o executivo da Saraiva, que enviou fato relevante ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo uma fonte, ainda estão sendo discutidos alguns pontos como, por exemplo, se algumas lojas serão fechadas e se a marca Siciliano será mantida. Hopp não dá muitas dicas. "Algumas processos precisam ser concretizados. Mas não posso falar quais processos são". Segundo o executivo, há seis shopping centers que possuem lojas da Siciliano e da Saraiva. "Mas isso não significa, no entanto, que serão fechadas. Há shoppings em que cabem duas lojas", explicou. A rede da Saraiva é de 35 lojas.
Hopp diz que, se o negócio for concretizado, o mix de produtos das lojas Siciliano mudará. Atualmente, grande parte das unidades da Siciliano vende apenas livros. Desde meados do ano passado, a empresa passou a vender também outros tipos de produtos, como CDs e DVDs, em certas lojas. A Saraiva, por outro lado, trabalha com um catálogo mais diversificado, que engloba desde livros a computadores e celulares. "Seria natural levar um mix parecido (ao da Saraiva) para os pontos-de-vendas deles", afirma Hopp.
A Siciliano confirmou, através de sua assessoria de imprensa, a negociação com a Saraiva . A rede, que passa por problemas societários e financeiros, teve receita operacional líquida de R$ 155,2 milhões em 2006, com queda de 1,8% em relação ao ano anterior. Mas a empresa conseguiu diminuir o prejuízo líquido que somou R$ 5,6 milhões no ano passado. Em 2005 havia sido de R$ 7,3 milhões.
A Siciliano tem empréstimos de curto e longo prazos junto a bancos no valor de R$ 25,2 milhões. A dívida com fornecedores é maior - atingiu R$ 30,8 milhões em 2006, o que já fez com que algumas editoras parassem de trabalhar com a rede.
A Saraiva fatura mais que o dobro da concorrente. O grupo teve receita bruta de R$ 351,4 milhões no primeiro semestre deste ano e um lucro líquido de R$ 34,5 milhões. Atualmente, a Saraiva conta com um caixa de R$ 76,7 milhões.
Luis Fernando Pedroso, superintendente da Ediouro, fez uma proposta pela divisão editorial da Siciliano há mais de dois meses. Porém, não recebeu nenhuma resposta desde então. "Aparentemente, foi recusada", disse ao Valor. "Li a nota (fato relevante divulgado pela Saraiva). Acho positivo. A Saraiva é muito séria."
Porém, não são todos que vêem com bons olhos a possível compra da Siciliano pela Saraiva. Primeiro, dizem algumas fontes de mercado, haverá uma concentração de compras na Saraiva, que terá mais força na hora da negociação. Um segundo motivo dado por livrarias e, principalmente, editoras, é que a Siciliano, por ter praticamente apenas livros dentro de suas lojas, está mais aberta a arriscar e vender novos títulos, não somente "best-sellers".
A família Siciliano também continua negociando a venda do prédio que abriga a sede da empresa, no bairro de Pirituba, na zona norte de São Paulo. O preço estimado é entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões. Esta negociação não está sendo feita com a Saraiva.

Chilli Beans é investigada pela polícia

Diário do Grande ABC
A Polícia Civil de Santo André investiga a maior rede de lojas de óculos do País, a Chilli Beans, por associação com o tráfico de drogas. A suspeita é de que a empresa patrocine rave (festas de música eletrônica), sem alvará, onde ocorre a venda, principalmente, de ecstasy.
“O que queremos saber é até que ponto a Chilli Beans está relacionada com a rave e se lucra com a venda de entorpecentes”, afirma o delegado Marcelo Bianchi, da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes).
Tudo começou após o fechamento de uma rave sem alvará no bairro IV Divisão, em Ribeirão Pires, no último dia 6. A festa, onde foi constatado o tráfico de ecstasy, começou na noite de sexta-feira e acabou no domingo.
Segundo o delegado Bianchi, o organizador, Diego Barbosa Guimarães, 19 anos, disse que a Chilli Beans era parceira no evento, embora não tenha esclarecido o grau da parceria. Oficialmente, a empresa só foi ponto de venda de ingressos.
BATIDA
Na manhã de ontem, investigadores cumpriram mandado de busca em um escritório da rede, em Santana do Parnaíba, Região Metropolitana de São Paulo. O objetivo era encontrar documentos que vinculassem Diego à Chilli Beans.
“Tentamos achar provas de que ele era laranja da empresa”, diz o delegado Bianchi. Para ele, o rapaz não teria dinheiro para custear uma festa de R$ 46 mil, que reuniu cerca de 3.000 pessoas. A reportagem foi à casa de Diego na tarde de ontem, porém, ele não estava.
O próximo passo da investigação, segundo o delegado, será a quebra de sigilo telefônico e bancário de Diego e da diretoria da Chilli Beans, entre eles, o diretor superintendente Caito Maia.
Os documentos apreendidos no escritório da empresa devem ser encaminhados à perícia e ao Fórum de Ribeirão Pires. O responsável pelo local, Fabio Taddei, 26 anos, disse que lá é feita apenas a administração das franquias da marca.
O rapaz, que foi um dos participantes da última edição de O Aprendiz, da Rede Record, negou envolvimento da rede com venda de drogas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Opinião de George Soros

Em entrevista exclusiva ao caderno “Fim de Semana”, do jornal Valor Econômico, de 23 de março passado, portanto há cinco meses, o megainvestiror George Soros previu o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos este ano. É o chamado processo “boom-bust” - ciclos curtos de expansão e forte contração. Ou seja, o mercado sozinho tende ao caos. “Esse seria o caminho atual (dito em março), nos EUA, que viveria uma bolha imobiliária. Com o preços dos imóveis subindo a dois dígitos e taxas de juros de um dígito, muitos imóveis foram comprados e mantidos por especuladores”. Para Soros, “ao mesmo tempo, o crescimento dos preços das casas alimentou o consumo”. Diz a matéria que as perspectivas são de que a maré vire neste ano e a pisada no freio seja transmitida ao resto do mundo, por um dólar mais fraco. Arremata o investidor, “nem a população, nem as autoridades parecem estar preparadas para isso”.

Lucro

O lucro das lojas Riachuelo, no primeiro semestre do ano, foi 9% acima do mesmo período do ano passado. Um desempenho considerado excelente se comparado também a inflação de menos de 3%. A Riachuelo, braço varejista do grupo potiguar Guararapes, responde por mais de 90% do faturamento do grupo.

Adesão paga

O Sam’s Club, da rede norte - americana Wal-Mart, dona do Bompreço, adota o sistema de adesão para o consumidor usufruir dos descontos. Para empresas, a adesão anual custará R$ 30,00 e, para a pessoa física R$ 35,00. O Sam’s Club está sendo erguido na avenida Alexandrino de Alencar por trás do McDonald`s da avenida Prudente de Morais.

Pressão mundial do leite

O grande consumo de leite na China e o calor na Europa estão sendo culpados pela elevação do preço do produto. Na Alemanha, maior produtor de leite da Europa, a culpa da alta do preço do sorvete também está sendo atribuída diretamente ao aumento do preço do leite. Com o aumento do preço do leite, fica o desafio para os produtores do semi-árido nordestino de aumentar a produção em pleno período seco que está começando agora.

Solteiros estimulam novos negócios


Diário do Grande ABC


Alvo das indústrias alimentícias, moveleira, e de rede varejista, os solteiros – uma fatia de mercado que cresce, em média, 6% ao ano – são responsáveis por incrementar 40% dos negócios das empresas que investem em produtos práticos e econômicos com dosadores de porções individuais.
Hoje, esse público que enche os olhos de qualquer empresário representa quase 4 milhões de consumidores, que estão espalhados em 9,2% das residências brasileiras, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por isso, os pratos prontos, salgados, minipizzas, carnes, verduras e frutas in natura embaladas em pequenas porções pelas indústrias brasileiras e supermercados fazem o maior sucesso e ganham cada vez mais espaço nas gôndolas dos supermercados.
Investidores - A mineira Vilma Alimentos – que comercializa seus produtos com os hipermercados da região – é um exemplo de indústria que tem focado alguns produtos nesse nicho promissor.
A empresa oferece novidades como embalagens inteligentes na linha de massas, com dosadores e com artigos práticos e econômicos, como misturas prontas para bolos, pães de queijo e sopas.
Segundo o vice-presidente de vendas e marketing, Cézar Tavares, a descoberta desse “nicho de mercado” para a Vilma Alimentos proporcionou um aumento de até 8% nas vendas até agora.
Já para o diretor de planejamento e negócios da Gerencial Brasil – empresa especializada em Marketing de ponto-de-venda –, Sidney Porto, essa especialização do mercado se deve principalmente ao crescimento dessa fatia e à absoluta necessidade de praticidade para todos os que resolvem morar sozinhos. “Há alguns anos os consumidores não eram tantos e nem tão exigentes como são hoje”. conclui Porto.
Tok&Stok investe em móveis individuais para atender mercado
Verônica Lima


Do Diário do Grande ABC


A Tok&Stok é outra que elaborou uma diversidade de produtos adaptados ao dia-a-dia de quem mora sozinho.
Segundo a gerente da Tok&Stok do Shopping ABC, Tarcila Jacob, além dos itens pessoais, a empresa se preocupou ainda com os móveis em duplicidade, “afinal, o solteiro está sempre pronto para receber um amigo”, diz ela.
Para a gerente, as pessoas que moram sozinhas preferem comprar móveis com designer diferente, como puffs por R$ 188, ou artigos renomados, ou seja, elaborados ou inspirados por uma pessoa conhecida no meio artístico, como as canecas de R$ 18 do Alexandre Herchcovitch e da linha Piu Piu.
De olho na expansão desse público a Tok&Stok continua investindo pesado em itens que vão desde louças a panelas. “Temos muita procura do conjunto de três panelas em alumínio da Tramontina que custam R$329, armário duas portas que saem por R$ 998 e jarras de uso pessoal por R$ 29”, conta Tarcila.

Embraer muda marca


Mudou pouco, mas a Embraer alterou sua marca visualmente falando. Sem mudanças na essência da marca, a empresa atualizou os traços do logotipo como forma de ser reconhecida mundialmente pelo seu padrão de excelência e confiabilidade. A estréia do novo traço é no dia 19 de agosto, data em que a empresa comemora 38 anos de história.

Procon apertará fiscalização a brinquedos; entenda o recall da Mattel

Com a proximidade do Dia das Crianças, as entidades de defesa do consumidor vão intensificar as fiscalizações a brinquedos vendidos no país e fechar o cerco especialmente a artigos que foram alvo de recall, como os da Mattel.
Fiscais do Procon vão para as ruas a partir de hoje verificar se as lojas ainda estão comercializando bonecas, carrinhos e acessórios importados da China pela empresa Mattel --saiba o que fazer no recall dos brinquedos no país.
A maior fabricante mundial de brinquedos anunciou na terça-feira um recall de 18,6 milhões de produtos, como acessórios da boneca Barbie, do Batman e da Polly, que possuem ímãs que podem se descolar e ser engolidos pelas crianças. Chegaram ao Brasil 850 mil itens. As lojas que mantiverem nas prateleiras esses produtos poderão ser multadas pelo Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. A multa varia entre R$ 200 e R$ 3 milhões.
"A fiscalização do Procon, que todos os anos desenvolve operações especiais às vésperas do Dia das Crianças [dia 12 de outubro], estará ainda mais atenta neste ano por conta dos problemas já verificados com o recall", informa Paulo Arthur Góes, diretor de fiscalização do Procon-SP. No ano passado, os fiscais encontraram 63 irregularidades em 39 lojas visitadas em sete shoppings. Desse total, 20 foram por falta de informação adequada ao consumidor e 10 por falta de selo do Inmetro.
Representantes das três principais entidades de defesa do consumidor do país --Procon-SP, Idec e Pro Teste-- criticaram o fato de a Mattel ainda não ter colocado de forma "clara" e em português informações referentes ao recall. Ontem, a única modificação feita no site da empresa (www.mattel.com) foi que, em vez de cinco acessos, o consumidor tinha de fazer dois, no site em inglês, para ler em português o comunicado do recall.
O Procon-SP colocou ontem à noite em seu site informações sobre o recall (www.procon.sp.gov.br) e um link para mais detalhes (http://service.mattel.com/br/recall/Brasil-Sku.pdf).A Mattel coloca hoje no ar o site www.recallmattel.com.br, em português. Ontem iniciou campanha explicativa na TV.
"A empresa tem de dar informações objetivas. Se não fizer, pode ser autuada", diz Maria Inês Dolci, coordenadora do Pro Teste. Sobre a devolução de produtos, diz que, se o consumidor tiver nota fiscal, a empresa também deve trocar "imediatamente" os produtos que oferecem risco. "Não dá para esperar que o consumidor se cadastre pelo e-mail e telefone. Nem para esperar que a empresa analise os produtos, como pede a Mattel. O mesmo vale para os que compraram os produtos fora do Brasil", diz.
No segundo dia após o anúncio do recall, a Folha testou novamente o serviço telefônico 0800-7701207 e recebeu informações desencontradas em relação ao tempo que vai demorar para o cliente trocar os produtos do recall --variava de 15 a 45 dias, dependendo do atendente. Alguns deles sequer sabiam informar que os produtos precisam ser analisados pela empresa e, só após constatado defeito, os consumidores seriam reembolsados.
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, enviou ofício a todos os Procons estaduais, Ministério Público e Defensoria Pública para iniciar fiscalização nas lojas e recolher os brinquedos. " responsabilidade é da Mattel, mas o lojista que não retirar o produto de comercialização passa a ter responsabilidade também", disse Ricardo Morishita, diretor do departamento.
A retirada das prateleiras vale a partir de hoje porque essa é a data informada pela Mattel para o início de uma campanha publicitária com o objetivo de divulgar o recall. Representantes da empresa terão uma reunião hoje com Morishita para esclarecer pontos do recall.
No monitoramento que será feito, será avaliado entre outros elementos o fato de esse ser o segundo recall realizado pela Mattel em menos de 12 meses. Em novembro de 2006, mais de 100 mil produtos da linha Polly foram alvo de recall no Brasil.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Queda de participação no mercado de cervejas preocupa AmBev


O Globo Online



SÃO PAULO - Apesar de ter elevado o volume de produção de cerveja no segundo trimestre para 15,2 milhões de hectolitros, 4,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, a AmBev perdeu um pouco de terreno para os concorrentes. Segundo levantamento da ACNielsen, a fatia de mercado da empresa diminuiu de 68,8% para 67,3% na comparação dos resultados do segundo trimestre de 2006 e 2007.
Nós não estamos satisfeitos com essa queda na nossa participação, disse Luiz Fernando Edmond, principal executivo da companhia, ao comentar os resultados da AmBev no segundo trimestre.
Toda nossa equipe está focada em reverter esse quadro, e sei que temos profissionais qualificados para isso. Em suma, achamos que há espaço para crescermos no mercado e estamos trabalhando para isso.
No mercado de refrigerantes, a AmBev manteve a fatia de mercado de 16,8% na mesma base de avaliação, mesmo com o crescimento excepcional nas vendas da H2OH!, que neste trimestre avançou 11% ante os resultados medidos entre janeiro e março de 2007.
Podem falar o que quiserem, mas as vendas da H2OH! continuam crescendo. Não me lembro de nenhuma marca que tenha conseguido desempenho semelhante logo depois de ser lançada, disse Edmond a respeito de comentários do mercado de que as vendas do refrigerante não iriam tão bem como no primeiro trimestre.
Nos resultados do segundo trimestre divulgados hoje, a AmBev anunciou que seu lucro líquido caiu 7,2% na comparação com o mesmo período ano anterior, para R$ 448,7 milhões. Segundo o executivo, esse resultado foi prejudicado pelas despesas com amortização dos ágios nas aquisições da canadense Labatt, da argentina Quinsa e da brasileira Cintra. Essas amortizações, disse Edmond, continuarão interferindo nos lucros da companhia até 2016, quando termina o contrato de aquisição da Quinsa. O lucro líquido da companhia também teria sofrido impacto negativo da valorização do real frente ao dólar, influenciando os investimentos em moeda estrangeira da empresa.
O nosso parâmetro importante é o resultado operacional, já que essas amortizações têm reflexo zero no nosso caixa, disse o executivo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa ficou 16,5% acima do registrado no segundo trimestre de 2006, em R$ 1,848 bilhão. Entre os fatores destacados por Edmond para explicar a alta, estão o aumento de volume comercializado, o crescimento nas vendas das marcas de maior valor agregado, como as cervejas premium, o avanço da H2OH!, o reajuste de preços e a manutenção do custo de produção nos mesmos níveis do ano passado. A margem Ebitda foi de 39,3% para 40,8%, na mesma comparação.
Esse crescimento de 16,5% no Ebitda foi ainda mais comemorado porque a empresa partia de uma base comparativa considerada alta, das vendas para a Copa do Mundo realizada no ano passado.
Os números do segundo trimestre reiteram nossa confiança de crescimento em 2007, disse o executivo que não quis fazer projeções.


Depois de subir até 40%, leite entra em promoção

Jornal Extra Online

Após altas de até 40%, o preço do leite começa a cair. Para fazer os consumidores voltarem a comprar o produto em maiores quantidades, supermercados do Rio resolveram colocar o preço abaixo de R$ 2. Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, no Rio, o preço médio do litro de leite passou de R$ 2,11, na última semana de julho, para R$ 1,84, na primeira semana de agosto, menos 12,7%.
Entre os supermercados que investiram em promoções estão a rede Princesa, que vende até hoje o longa vida de quatro marcas diferentes por R$ 1,99. A loja da Barra da Tijuca do Wal-Mart oferece o UHT integral da marca Sarita por R$ 1,54. O Prezunic encerrou ontem sua oferta, mas o diretor comercial, Genival de Sousa, adianta que poderá baixar o preço novamente.
Quem não dispensa o produto na prateleira comemora as promoções. Nos últimos meses, a doméstica Olga Cruz, de 62 anos, reduziu seu consumo em função dos aumentos. Ontem, no entanto, ela aproveitou as promoções.
- Agora passei a comprar leite só em promoção - afirmou a doméstica.
Segundo os fabricantes, os motivos para os reajustes são a diminuição acelerada dos estoques, em função do período da entressafra, e os aumentos dos custos para a produção.

A febre imobiliária da internet


Para Pietro Rocchi, proprietário de uma companhia que negocia planos de saúde na região de Jundiaí, no interior de São Paulo, escolher imóveis pela internet virou rotina. Há cerca de quatro anos, o empresário compra apartamentos na capital paulista como uma forma de investimento. Não demorou para ficar claro que a web era a maneira ideal de garimpar as melhores oportunidades. Hoje, Rocchi recebe quase 150 e-mails mensais com detalhes de lançamentos que podem ser de seu interesse, além de dedicar algumas horas semanais a navegar pelos sites das maiores construtoras e incorporadoras do país. Foi assim que ele adquiriu dois apartamentos próximos à avenida Paulista, um na rua Oscar Freire, outro vizinho da avenida Rebouças e um quinto em frente ao Parque do Ibirapuera. O analista de sistemas Daniel Casares, de 25 anos, tem um perfil bem diferente. Em janeiro, decidido a comprar seu primeiro imóvel, ele começou a pesquisar empreendimentos compatíveis com sua renda. Num domingo à tarde, enquanto navegava na internet, entrou na página da construtora Setin e conversou via chat com um atendente que lhe mostrou algumas opções. Nos dias seguintes, recebeu por e-mail informações detalhadas de algumas unidades que atendiam a suas expectativas. Um mês depois, Casares assinava o contrato de compra de um apartamento no bairro do Mo rumbi, em São Paulo.
Assim como Rocchi e Casares, milhares de pessoas estão usando a internet como canal preferencial para procurar e iniciar o processo de compra de imóveis. Não há um número exato, mas cerca de um em cada cinco negócios fechados pelas maiores construtoras e incorporadoras é decorrência de um atendimento que começou online, via chat ou e-mail. Isso fez da web um canal responsável por al go em torno de 2 bilhões de reais em vendas de imóveis residenciais no ano passado apenas na região metropolitana de São Paulo. E não há dúvidas de que esse montante cresce velozmente. Em 2006, a Cyrela, uma das construtoras com atuação mais agressiva na rede, vendeu 200 milhões de reais com o auxílio da internet. Embora a empresa não confirme oficialmente, só na primeira metade deste ano o número saltou para 320 milhões de reais. Esses dados consideram apenas imóveis que de fato começaram a ser negociados online. Embora seja a melhor, essa não é a única forma de medir a dimensão que a internet está tomando para o setor. Muitos apartamentos são descobertos por seus futuros proprietários durante uma navegação nos sites das construtoras, mas, por um ou outro motivo, os interessados preferem estabelecer contato por telefone ou pessoalmente. Um levantamento da Setin mostra que 89% das pessoas que chegam ao plantão de vendas de um imóvel consultaram o produto previamente no website da empresa -- número que, com pequenas variações, repete-se em quase todas as grandes construtoras.


A internet virou um grande mapa


O analista de sistemas Josh Pankratz, da cidade americana de Rochester, no estado de Minnesota, começou um projeto pessoal por mera curiosidade: aplicou as ocorrências registradas pela polícia local nos mapas gratuitos do Google Maps. Os dados eram todos públicos e estavam disponíveis na rede, de graça. A mistura gerou um mapa interativo que mostra, com um clique, onde houve prisões por conduta desordeira, agressões físicas ou invasões de domicílio. A idéia de Pankratz aumentou a sensação de segurança dos moradores da cidade e agradou à polícia. Hoje, o site Rochestercrime.org é um dos melhores exemplos de um fenômeno que pode mudar para sempre o que se entende por busca de informações na internet. Assim como voluntários ao redor do mundo escrevem e editam verbetes da enciclopédia aberta Wikipédia, os mapas também caíram nas mãos dos internautas. O resultado é uma nova dimensão da rede, na qual as informações não somente vão aparecer como páginas da web -- elas vão estar indicadas no mapa. Nessa nova web geográfica, ou geoweb, encontra-se tudo. Há coisas sérias, como os locais perigosos de um bairro, e também a diversão de diletantes, como os pontos de São Paulo grafitados por um grupo de amigos. Mas todos têm um traço em comum: apontam para um futuro em que os mapas terão posição central na organização do caos de informações em que vivemos.
"O homem das cavernas saía para caçar e precisava de um mapa mental para lembrar o caminho de volta e alimentar sua família", diz José Carlos Penna de Vasconcellos, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cartografia. A necessidade de orientação pode vir da idade da pedra, mas o fenômeno dos mashups, como são conhecidas essas misturas de dados aleatórios com mapas online, é bem mais recente. Começou em junho de 2005, quando foi lançado o Google Earth, software criado pelo engenheiro John Hanke que exibe fotos de satélite num globo terrestre virtual. Enquanto milhões de pessoas se divertiam procurando ver sua casa do espaço, um designer americano chamado Paul Rademacher aplicou listagens de apartamentos de um site de classificados sobre o mapa. Esse primeiro mashup deu origem a um inédito movimento de colaboração coletiva, e as misturas hoje se contam aos milhares. O sucesso foi tão grande que hoje Google, Yahoo! e Microsoft travam uma corrida para que seus serviços de localização sejam os mais anotados pelos usuários. Nos últimos meses, esses gigantes da web disputam a primazia no fornecimento de ferramentas de criação de mapas individuais, sejam eles para mostrar onde ficam lojas de aluguel de fantasia em Brasília ou os melhores restaurantes de comida japonesa de Fortaleza.


IBGE: leite e telefonia devem continuar puxando IPCA

O leite e a telefonia fixa devem continuar influindo na inflação em agosto. De acordo com a coordenadora da pesquisa do IPCA do IBGE, Eulina Nunes, "há um resíduo de cerca de 1,5% na telefonia para agosto". O motivo é que houve reajuste no dia 21 de julho de 2% no valor da assinatura e de 3% nas tarifas de telefonia fixa para móvel e que ainda não foi totalmente captado. "Não há evidências de que inflação possa ficar perto de zero já que há uma pressão continuada do leite, não vai ter a energia elétrica puxando tanto para baixo e tem a pressão da telefonia", disse ela.
Assim, a inflação deste mês possivelmente deve superar a de agosto do ano passado, que foi de 0,05%, ampliando a taxa acumulada em 12 meses, que vem se acelerando a cada mês. Eulina observou que o IPCA em 12 meses subiu da faixa de cerca de 3% em que se situou nos períodos terminados em fevereiro, março e abril, para 3,18% em maio, 3,69% em junho e 3,74% em julho.
Fatores que influíram para segurar o IPCA em julho, como energia elétrica e álcool, devem ter efeito menor em agosto. A queda de 9,12% na tarifa de energia elétrica em São Paulo foi no início de julho e o resíduo para agosto, segundo Eulina, "é só um pouquinho". O álcool desacelerou a queda de 12,35%, em junho, para 6,96% em julho. "Por esses dados, dá para perceber que o álcool está caindo em um ritmo menor, embora a queda seja grande", afirmou.
O item leite e derivados sozinho subiu 11,31%, respondendo por 0,24 ponto percentual da inflação de 0,24% em julho. Os outros alimentos contribuíram com mais 0,03 ponto porcentual e os produtos não alimentícios com menos 0,03 ponto percentual. Eulina lembrou que além de ser um período de entressafra do leite, há um grande aumento da demanda pelo leite, tanto internacional, principalmente da China, quanto doméstica. Adicionalmente, grandes produtores como a Austrália tiveram quebra da safra de leite.

De cara com a muralha

A Tetra Pak tem 98% do mercado de embalagens longa vida no Brasil. Agora, sua rival histórica tenta furar um cerco aparentemente intransponível

Toda grande rivalidade, seja no esporte, na política ou entre empresas, é alimentada pelo atrito de forças que possuem características muito díspares -- ou que são extremamente parecidas. A concorrência entre as empresas Tetra Pak e SIG Combibloc, duas gigantes mundiais na fabricação de embalagens longa vida, pertence a este segundo tipo: o dos iguais que se repelem. A história das companhias, ambas com sede na Suíça, está entrelaçada desde o início. Tudo começou em 1930, quando o alemão Ferdinand Jagenberg, fundador da Combibloc, inventou a primeira embalagem de papel impermeável para acondicionar alimentos. Numa dessas decisões que causam arrependimento para toda uma vida, Jagenberg achou que sua invenção não teria sucesso e resolveu vender a patente do produto para a família Rausing, que fundaria a Tetra Pak. Ironia das ironias, a Tetra Pak espalhou a inovação pelo mundo e tornou-se sinônimo de embalagem longa vida. Depois da morte de Jagenberg, seus filhos perceberam o passo em falso e lançaram, com 25 anos de atraso, um produto concorrente.
Desde então, as duas companhias vêm competindo por um mercado que só cresce -- sempre com ampla vantagem para aquela que conseguiu fazer primeiro da inovação um negócio, a Tetra Pak. Agora todas as atenções dessa antiga rivalidade se voltam para a disputa no Brasil, o segundo maior mercado do mundo para esse tipo de embalagem, atrás apenas da China. À primeira vista, é uma briga de um peso pesado contra um peso-pena. Dona de uma carteira estimada em mais de 300 clientes e faturamento em torno de 3 bilhões de reais, a Tetra Pak é líder absoluta. A empresa tem 98% de participação de mercado, uma condição só comparável à da Petrobras no refino de petróleo e à da Vale do Rio Doce em extração de potássio. E esse amplo domínio pode ser facilmente conferido por qualquer consumidor que faça compras. Todas as marcas da "montanha" que ilustra estas páginas, por exemplo, são embaladas pela Tetra Pak. Do outro lado do ringue está a pequenina subsidiária brasileira da Combibloc, com faturamento na casa de 10 milhões de dólares, míseros 2% de participação de mercado e apenas quatro clientes. Apesar de sua pequena estatura, a Combibloc vem dando demonstrações de que é uma concorrente perseverante. Assinou recentemente um contrato com a Batavo, empresa de laticínios e frios que pertence à Perdigão, e deve dobrar o faturamento até o final deste ano. De alguma forma, a Combibloc começou a incomodar a Tetra Pak. "A empresa está se mostrando uma competidora séria. A Tetra Pak precisa se posicionar bem para não se ver ameaçada no futuro", diz Jon Dold, analista da consultoria Euromonitor em Chicago, nos Estados Unidos.
Nenhuma empresa -- por maior que seja -- sente-se confortável em perder participação de mercado. Quando quem tira clientes é um inimigo histórico, a questão ganha contornos ainda mais emocionantes. Na subsidiária brasileira da Tetra Pak, a missão de recuperar eventuais contratos perdidos envolve até o presidente. Em 2005, a produtora paranaense de laticínios e carnes Frimesa fechou um contrato de fornecimento de parte de suas embalagens longa vida com a Combibloc. Executivos da Tetra Pak buscaram, em vão, reverter o negócio e reconquistar a cota. A última tentativa foi de Nelson Findeiss, então presidente da multinacional. Findeiss chegou à cidade de Medianeira, sede da Frimesa, num jato fretado. Situação semelhante aconteceu no episódio da Batavo. Como última cartada para recuperar um contrato conquistado pela concorrente, os diretores da Tetra Pak chegaram a visitar, um por um, os conselheiros da companhia. Nessas conversas, segundo relatos de executivos do setor, as contrapropostas são sempre agressivas. "Estou satisfeito de, pela primeira vez, ter a opção de escolher", diz um executivo do setor alimentício.


O clã do etanol


No final dos anos 70, a televisão americana levou ao ar Dallas, um dos seriados mais populares da história. Durante 13 anos, a milionária família Ewing protagonizou uma trama recheada de disputas por poder, negócios opulentos e intrigas familiares. Donos dos maiores poços de petróleo dos Estados Unidos, os Ewing forjaram um império ao mesmo tempo glamouroso e rodriguiano, em que não faltavam brigas entre irmãos, rivalidade com outros grupos e uma incansável busca pela expansão de seus negócios. Em alguma medida, a ficção americana encontrou um paralelo na realidade brasileira. Na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a família Biagi há décadas comanda algumas das maiores usinas de açúcar e álcool do país. Com o recente avanço do mercado de etanol, sua fortuna e seu poder multiplicaram-se de forma surpreendente. Os Biagi tornaram-se um dos maiores expoentes brasileiros do combustível que veio para substituir (ainda que muito parcialmente) o petróleo. Sua influência na região onde estão instalados, porém, vai muito além dos canaviais. Eles são donos de fábricas de equipamentos industriais, engarrafadoras da Coca-Cola e concessionárias de automóveis. Em Ribeirão Preto e nas cidades vizinhas, é comum encontrar avenidas e estradas batizadas com o nome de Maurílio Biagi, o já falecido patriarca do clã. Tamanha opulência e tanto poder acabaram gerando conflito. Em 2005, depois de uma disputa acirrada com os irmãos, o primogênito, Maurílio Biagi Filho, que durante décadas comandou os negócios da família, foi totalmente afastado das empresas. Hoje, com uma administração profissionalizada e uma estrutura de governança que inibe as quedas-de-braço entre os acionistas, o grupo de empresas da família vive seu ápice. A jóia da coroa é a Usina Santa Elisa, fundada há 70 anos em Sertãozinho e eleita a Empresa do Ano de Melhores e Maiores 2007.
No ano passado, o faturamento da Santa Elisa alcançou 361 milhões de dólares -- aumento de mais de 25% em relação a 2006 -- e o lucro líquido ajustado superou 24 milhões de dólares. O motor desse crescimento foi, sobretudo, o avanço do etanol. Considerado uma das melhores opções de energia limpa, o etanol vem ganhando seguidores no Brasil e no exterior (veja quadro na página 29). A vitória da Santa Elisa na premiação de EXAME não apenas representa a força do setor de energia -- no ano passado, esse foi o mercado mais importante do Brasil, segundo Melhores e Maiores, movimentando 155 bilhões de reais -- como simboliza a enorme e benéfica transformação pela qual vem passando boa parte das empresas de açúcar e álcool nos últimos tempos. Um setor que já foi símbolo de atraso hoje coloca o país como protagonista no crescente mercado de bioenergia e atrai alguns dos maiores e mais exigentes investidores do mundo.
A história recente da Santa Elisa é um exemplo primoroso desse movimento. Em questão de meses, a empresa dos Biagi, cuja origem está numa família de italianos que chegou à região no final do século 19, transformou-se no segundo maior grupo produtor de açúcar e álcool do país. O mecanismo utilizado é o mesmo adotado por alguns dos maiores gigantes do capitalismo no mundo: ganho de escala por meio de fusões complexas e bilionárias. Em fevereiro deste ano, a Santa Elisa anunciou a fusão com a usina Vale do Rosário, formando a Santelisa Vale. Juntas, as duas empresas têm faturamento de 1,8 bilhão de reais e lucro de 170 milhões. Em tamanho e faturamento, o grupo só fica atrás da Cosan, do empresário Rubens Ometto, adversário histórico dos Biagi. Cinco meses depois, a Crystalserv, companhia que comercializa açúcar e álcool e é controlada pela Santelisa Vale, assinou um acordo com a americana Dow para formar um dos primeiros pólos alcoolquímicos do mundo. A nova empresa, que deverá começar a produzir em 2011, vai fabricar polietileno com etanol. Poucas semanas depois, a Santelisa Vale fechou um contrato com a unidade de commodities do Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, para receber aporte de 400 milhões de reais que garante à instituição participação de cerca de 17% na empresa. "Vimos uma oportunidade de investir numa companhia líder e que atua num setor de alto crescimento na economia brasileira", afirmou a EXAME o americano Robert Mancini, diretor do Goldman Sachs. Ao ganhar um sócio estrangeiro, a empresa não apenas obtém uma espécie de "credencial" para o mercado mundial de capitais como também pavimenta o caminho rumo a seu IPO. Assim como fez a Cosan, a Santelisa pretende chegar à Bovespa e aproveitar a euforia de investidores dispostos a apostar em empresas de etanol. "Com tantas mudanças, nosso desafio agora é fazer a lição de casa e integrar tudo", afirma André Biagi, de 51 anos, herdeiro da empresa e presidente do conselho da Santelisa Vale.


A agência sem publicitários


A primeira impressão do visitante que chega à sede da agência de publicidade Naked, em Londres, é que caiu dentro de um filme do Harry Potter -- ou em um enlouquecido mercado de pulgas. Em salas forradas com papel de parede em estilo vitoriano, móveis antigos misturam-se com luminosos de neon, uma ovelha de cerâmica em tamanho real, uma jukebox e uma lambreta. Os funcionários são jovens, com idade entre 20 e 40 anos, e trabalham ao som de rock, às vezes pesado. Para eles, esse é o ambiente perfeito para ter idéias -- sejam elas brilhantes, bizarras, divertidas ou mesmo estapafúrdias. É justamente essa a especialidade da Naked e sua grande diferença em relação às agências tradicionais: as idéias. Fundada há sete anos por três amigos (nenhum deles publicitário), a agência especializou-se apenas na área de criação e abriu mão de todas as demais etapas do processo publicitário -- como a produção e o planejamento da veiculação dos anúncios. Entre as 100 grandes empresas atendidas pela Naked estão nomes como Coca-Cola, Nike, Nokia e Sony. Todas elas atraídas pela fama de "usina de idéias" que a agência criou. "As (agências) tradicionais transformaram-se em fábricas de anúncios e esqueceram que sua função é resolver o problema do cliente. Muitas vezes, a empresa só precisa de uma boa idéia para reposicionar seu produto", diz Will Collin, um dos fundadores da Naked.