Pesquisar este blog

sexta-feira, 9 de março de 2007

Cai a confiança do consumidor brasileiro




Com exceção da região Nordeste, todas as demais regiões registraram queda na confiança do brasileiro


O Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos, elaborado pela Ipsos Public Affairs para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revela que a confiança do consumidor brasileiro diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 141 pontos, em dezembro/2006, para 134 pontos, em janeiro, e agora para 129, em fevereiro deste ano. O índice, porém, é pouco superior ao medido há um ano, quando marcava 127 pontos. O INC resulta de mil entrevistas realizadas em 70 cidades, o que inclui nove regiões metropolitanas brasileiras.Com exceção da região Nordeste, que manteve os 123 pontos atingidos também no mês anterior, todas as demais regiões registraram queda da confiança. Nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sudeste o índice está em 140 pontos e na região Sul, considerada pessimista, em 97 pontos.Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o desemprego e o endividamento ainda são fatores constantes na justificativa da queda da confiança. "O declínio consecutivo da confiança do consumidor na situação econômica e financeira pessoal é decorrente da insegurança no emprego e da dificuldade na gestão das dívidas atuais, porém as expectativas para o futuro continuam otimistas", explica.O INC indica também uma boa situação na compra de eletrodomésticos, onde 44% dos entrevistados dizem ser favoráveis a estas aquisições. Já em relação às compras de imóveis e automóveis a situação se inverte, apontando 38% menos favoráveis a essas aquisições. Outro dado é que a confiança na manutenção do emprego caiu de 47% para 42% e a falta da confiança na segurança do emprego aumentou levemente de 25% para 27% nos últimos três meses.Com relação ao futuro, o Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos mostra que 39% da população brasileira acredita que a situação econômica de sua região para os próximos seis meses vai continuar forte, contra 14%, que estimam o contrário.

Nenhum comentário: